segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Minha eterna amada São Paulo

Quando alguém pergunta a minha naturalidade, costumo dizer que sou uma paulistana nascida no Pará só para ficar mais exótica.
É. Eu me sinto muito paulistana.
É claro que isso não quer dizer que sou pior ou melhor que as pessoas de qualquer outro lugar do Brasil. A diferença é que lá sinto como se fosse a minha terra. Lá me sinto melhor do que em qualquer outro lugar do mundo. Lá me sinto em casa.

É bem verdade que essa sensação não foi sentida na primeira pisada naquele terra. Inicialmente ela assusta e faz tu perceberes o quão pequeno és diante daquela imensidão de gente e oportunidades. São Paulo me deprimiu no primeiro ano em que lá morei.

Mudei de Belém em 2002. Fui embora para estudar e ficar perto do homem da minha vida naquele momento. Lá casei e fiz a pós que eu tanto sonhava na Universidade de São Paulo (USP), em Marteking Político e Propaganda Eleitoral.

Tive uma vida que só cresceu. Cresceu em conhecimento, em maturidade, em bons momentos, em conta bancária (sim, SP paga o que mereces receber) e, o melhor de tudo, cresceu a quantidade de gente que passou a habitar meu coração.

A história de que lá as pessoas te ignoram e não são solidárias é pura mentira. Deve ter sido boato criado por algum carioca.

Não posso reclamar da atenção, da falta de colo amigo, da falta de gente pra me fazer sorrir, da falta do que fazer para distrair a cabeça e expandir a mente.
Não posso reclamar de nada!

Aí, deves estar te perguntando "porquê voltaste?". Porque filhos exigem de nós decisões que estão além dos nossos desejos.

Hoje, ao acordar e ver aquele tempo chuvoso, aquele céu fechado, bateu um aperto no peito.
Quanta saudade de tudo.
Saudade da mulher amazônida.
Saudade da vida colorida.
Saudade das possibilidades.
Saudade de tantos colos que tenho por lá.
Saudade de tanto amor recebido.

No próximo dia 10, vai fazer três anos que retornei, mas a saudade que bate e o medo que ainda sinto é muito maior do que aquele que senti em 2002.

Ah, São Paulo, te desejo neste aniversário que continues linda, gigantesca, carinhosa e afável com todos aqueles que te querem bem. E claro, que sejas menos castigada pela natureza e pelos que te governam.

6 comentários:

Marie disse...

Eu tenho uma relação de amor e ódio com São Paulo. Ultimamente não páro de pensar em voltar pra Belém. Gosto daqui, mas depois de sete anos acho que estou cansada.

Anônimo disse...

COMO UM EX VIVANT COMO VC , MAS TAMBPEM EM BUSCA DESTA OFERTA TOTAL
QUE A CAPITAL PAULISTANA OFERECE
EU ENTENDO OQ UE DIZES..
O QUE ATENUA É QUE MEUS CAMINHOS DE IDA E VOLTA SEMPRE ME LEVARAM
ATÉ ..LÁ,PRA VIVER ALGUNS MESES
Á PAULISTA E REVER AMIGOS, ESQUINAS
QIE SÓ SP TEM.
SEMPRE QUE O TEMPO ESTÁ MEIO "FLOG"
VUSTO OS MEUS CASACÕES
ASSSIM...DEPOIS DESTA ULTIMA ESTADA
POR AQUI...VOU ATÉ LÁ
HOJE TERIA ..IDO AO IBIRAPUERA..E DEPOIS A UM 'BURACO SUJO" LÁ
PELO PAYSANDU..QUEM SABE A NOITE
TERMINASSE EM PIZZA OU NA PAULISTA.
VALEU SAMPA\!!!
OBRIGADO PELA LEMBTANÇA,BOCA.

Lafayette disse...

Faltou só dizer que lá, em Sampa, conhecestes nosso pai! ;-)

. disse...

Bem lembrado, Lafa!
Foi lá que eu conheci "nosso" grande pai!
Saudade dele já!
Tenho que pintar lá no Terra do Meio.
Beijocas!

Anônimo disse...

Como o texto fala de saudades me identifiquei totalmente, ao contrário de ti "hoje eu posso reclamar da atenção, da falta de colo amigo, da falta de gente pra me fazer sorrir, da falta do que fazer para distrair a cabeça e expandir a mente." Meu estado atual é este, morando no Acre, mas está acabando, só mais alguns meses!Aí eu vou... quem sabe para São Paulo!!?? Fiquei com vontade!bjs
Patricia Polaro

Anônimo disse...

Alguma coisa acontece no "seu coração"
Mas, não é só quando cruza a Ipiranga com a Av. S.João!
São as batidas de emoções que batem mais rápidas, a saudade!
Segue um abraço de um paulistano!