sexta-feira, 17 de maio de 2013

O poder destrutivo da depressão

"A depressão cega e não deixa que a pessoa enxergue que ela é querida, admirada, respeitada e amada." (Ney Messias Jr)


É impressionante a força destrutiva dessa doença. É pior que um câncer. Ela pode levar qualquer um de nós de uma hora pra outra, num estalo, como fez hoje com o colega Rodrigo Cardozo, em Belém.
A angústia que toma conta de um depressivo em crise é horrorosa. É indescritível. Nunca tive vontade de atentar contra a minha própria vida, mas se a dor que eu já senti foi insuportável e me dá calafrio só de lembrar
, posso mensurar o desespero de um depressivo que chega ao extremo do suicídio...

Precisamos nos cuidar, amigos. Mais do que do corpo. Cuidar da mente, da alma. 
Se você já sofreu, sofre ou convive com alguém com depressão, não negligencie essa doença. 
Pode ser irreversível!
Toda ajuda é necessária e bem-vinda. Terapia, remédio e oração. Muita oração.

Liberte a alma


Porque orgulho só serve mesmo pra entulhar o coração de quem o sente.
Livremo-nos e sejamos mais felizes!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como eu imagino os pais...

No decorrer da minha vida adulta, eu passei a perceber o quanto um pai faz falta na vida de uma pessoa.
Deve ser muito legal ter um.
Eu tive! Ele foi casado com a minha mãe. Nasci da primeira relação sexual deles, ainda na lua-de-mel, que foi em Vigia (!). 
Mas não tenho boas lembranças, sabe?
Enfim... 
Dizem que ele era carinhoso e muito apaixonado por mim e meus irmãos. Deveria ser. As pessoas falam, né?
Quando a minha mãe se separou dele, num ato de muita coragem pra romper com aquela violência que sofria, eu tinha 5 anos. Ele morreu 3 anos depois, por causa de um câncer no estômago.
Não tive padrastos. Minha mãe até teve namorados, mas nunca tive vínculo afetivo com nenhum.
A coisa mais próxima que tive de um pai foi meu primeiro marido. Apesar de ser apenar 3 anos mais velho que eu, Saulo era tão ajuizado e tão pé no chão que tinha rompantes paternos pra cima de mim. Confesso que adorava. Mas ele já não é mais meu marido há quase 8 anos!
De lá pra cá, tive um pai postiço enquanto eu morava em São Paulo. Nos adotamos. Eu queria um pai, ele queria uma filha. E tínhamos tanto em comum... André Costa Nunes, pessoa da melhor qualidade!
Mas a distância geográfica também distanciou nossa relação.
Nossa, e nos últimos tempos tenho sentido muita falta disso que não tive. Um PAI...
Aí, tento buscar aqui e ali e nada me completa. E eu me decepciono, me machuco.
No fundo, bem lá no fundo, eu só queria um colo bem confiável pra deitar a cabeça, chorar as tristezas, buscar certezas e receber cafuné. Alguém que me dissesse com a grave voz masculina "Eu vou te proteger".
É assim que eu imagino que os pais fazem... =)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mais um passo na conquista de direitos: CNJ determina que cartórios terão de reconhecer união de pessoas do mesmo sexo


Os cartórios estão proibidos de recusar o reconhecimento de união de pessoas do mesmo sexo. O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por maioria, proposta de resolução apresentada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, que veda aos responsáveis pelos cartórios recusar a "habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo".

A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (14/5), durante a 169ª Sessão do Conselho. O CNJ se baseou no julgamento do STF que considerou inconstitucional a distinção do tratamento legal às uniões estáveis homoafetivas. Também levou em conta decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que julgou não haver obstáculos legais à celebração entre pessoas do mesmo sexo.

O ministro Joaquim Barbosa classificou de "compreensões injustificáveis" a recusa de Cartórios de Registro Civil em converter uniões em casamento civil ou expedir habilitações para essas uniões. "O STF afirmou que a expressão da sexualidade e do afeto homossexual não pode servir de fundamento a um tratamento discriminatório, que não encontra suporte no texto da Constituição Federal de 1988. O passo já dado pelo STF não pode ser desconsiderado por este Conselho Nacional de Justiça", afirmou.

Após o debate no plenário, o texto da proposta foi modificado para determinar que todo descumprimento da resolução seja comunicado imediatamente ao juiz corregedor responsável pelos cartórios no respectivo Tribunal de Justiça.

Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias


Ah, essa era uma notícia que eu adoraria escrever para o Brasil. Invejinha do querido Manu.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Sobre o Espiritismo

Pelo empresário paraense Valber Braga Monteiro:

O Espiritismo, mais bem entendido hoje, acrescenta, para os incrédulos a evidência à teoria; prova o futuro com fatos patentes; diz em termos claros e sem equívoco o que o Cristo disse em parábolas; explica as verdades desconhecidas ou falsamente interpretadas; revela a existência do mundo invisível ou dos Espíritos, e inicia o homem nos mistérios da vida futura; vem combater o materialismo, que é uma revolta contra o poder de Deus; vem enfim estabelecer entre os homens o reino da caridade e da solidariedade anunciado pelo Cristo. Moisés lavrou, o Cristo semeou, o Espiritismo vem colher.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pra ti


Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer...


*Adriana Calcanhoto

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Pra nós, trabalhadoras!

Acordar, cuidar das crianças, levar para escola, verificar o que está faltando em casa. Ser amiga, companheira, bela e além de tudo, trabalhadora, igual a todos os homens do mercado. Às vezes, nem igual. Muito mais que os homens. Afinal, ainda é preciso mostrar que o cargo, a confiança e o espaço conquistados são fruto da sua capacidade e não, de suas beleza ou das possíveis aptidões sexuais que a moça possa despertar nas fantasias dos outros e/ou na língua maledicente e ainda machista da sociedade. 

Trabalhamos, quase sempre, sorridentes, com aquela leveza que a natureza deu ao nosso gênero. E quando precisamos ser firmes, logo vem as taxativas da galera: "como ela é brava!". É como se firmeza e feminilidade não pudessem andar juntas. E, surpreendentemente, as outras mulheres são as primeiras criar esses estigmas - Porque a natureza também nos deu, entre tantas virtudes, o defeito da competição umas com as outras.

Lembro até a hoje do meu primeiro "trabalho". Eu tinha 12 anos e levava uma vizinha de 7 anos pra escola, que ficava quase um quilômetro de casa. Minha mãe deixou porque não atravessava rua e a caminhada era toda por dentro do conjunto habitacional ao lado do nosso (Geraldo Palmeira), em Ananindeua. Eu ganhava o equivalente a R$ 5,00 por semana e ficava muito feliz!

Aprendi muito cedo a me virar e dar valor ao trabalho. Minha mãe, que sempre trabalhou incansavelmente para dar conta dos três filhos sozinha, reforçava diariamente a informação de que trabalho bom mesmo só com estudo. E assim crescemos os três...

Hoje, tenho muito orgulho de por meio do meu trabalho ter conquistado tudo o que conquistei. Para alguns pode ser pouco, mas eu sei quanto suor e sacrifício tem embutido em cada bem - tanto os materiais quanto os imateriais. Coleciono, sobretudo, pessoas. Gente que me respeita, me recomenda, me convida para novos trabalhos, me admira, acredita na minha capacidade e que, em muitos casos, virou amiga pra vida toda. 

Neste Dia Internacional do Trabalhador, queria prestar minha homenagem especial à nós, mulheres, que suamos a camisa 6, 8, 10, 12 horas por dia trabalhando e ainda cuidamos de casa, filhos, enfrentamos preconceitos, nos impomos diante de assédios e, muitas vezes, ainda temos que nos defender de quem deveria ser o maior parceiro. 

Viva nós, mulheres trabalhadoras! 

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Agora me deem licença que quero relembrar parte da minha história como trabalhadora!
=D

Vigia (PA) - Repórter da TV Cultura - 2000.

Santarém (PA) - Dirigindo a gravação do programa de TV Revista Pará - 2007.
Guarulhos (SP) - Bastidores do comício do Lula - 2006.

Palmas (TO) - Gravando programa de TV do candidato do PV, na Arena Jovem 43 - 2012.


Brasília (DF) - Entrevistando o desembargador federal do TRF1 Tourinho Neto para o CNJ - 2012

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PS: E pra você, que acha que "paga as minhas contas pra eu viver curtindo a vida", não, gato! Você ajuda a pagar as despesas da sua filha e o dinheiro nem pra isso dá"! 

domingo, 28 de abril de 2013

É preciso saber viver

Tenha amor. Procure ouvir com paciência, falar sem agressividade ou azedume, mostrar interesse pelos outros, e ajude no que puder. Fale a palavra amiga e sobre assuntos alegres, sorria, distribua simpatia. Jamais aponte os erros dos outros, a não ser com proveito para eles.

O amor você dá até por um aperto de mão, por um olhar, uma palavra ou um silêncio.
Não descreia do amor.
Amar é ver Deus dentro das pessoas.

Lourival Lopes.

Temos que tentar, né? 
Boa semana a todos!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sou a favor da PEC 37. Tem que ser cada macaco no seu galho.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu abertura de inquérito para apurar um suposto repasse de 100 mil reais de Marcos Valério para uma empresa de Freud Godoy, ex-segurança do Lula. Segundo Valério o dinheiro era do Mensalão e serviu pra pagar despesas pessoais de Lula.

Aí hoje o Josias de Souza (é da Folha/UOL, hein!) mostra o seguinte: a mesma denúncia já foi investigada pela Polícia Federal em 2006, no inquérito do Mensalão. AQ Polícia Federal chegou a pedir diligência complementar pra apurar o fato, que foi negada pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo. Ou seja, Roberto Gurgel pediu abertura de novo inquérito pra apurar algo que já foi apurado. A finalidade foi apenas constranger Lula e fazer o Mensalão render mais mídia negativa pro Governo e pro PT.

Se eu ainda tinha dúvida, a partir de agora sou franco apoiador da PEC 37. Uma instituição que investiga com o fígado, a serviço de interesses que não confessa (ou não pode confessar) não pode ter poder de investigação.


Por Alan Souza, advogado e especialista em controladoria de recursos público.


Eu concordo plenamente. 
Tem que acabar com essa excrecência.
Cada instituição deve ter seu papel bem definido.
Polícia investiga e Ministério Público fiscaliza a investigação.
Que passe a PEC 37. Isso não tem absolutamente nada a ver com conivência com a corrupção.

domingo, 21 de abril de 2013

Muito mais do que esperava

Com a campanha do Governo do Distrito Federal, homenageio essa cidade tão minha quanto de todos que a escolheram pra nela ser feliz.

Parabéns, Brasília!


sábado, 20 de abril de 2013

No Norte do país a morte também dói, sabia?

Longe de querer negligenciar as consequências para o mundo da neurose americana com o terrorismo, mas será que a grande imprensa brasileira não consegue mesmo se importar que no Norte do país continua tendo gente MORRENDO por causa da negligência do poder público com a fiscalização nos rios da Amazônia?

Enquanto "o Brasil" se comove com a morte do americano de 8 anos, no Pará estamos hoje chorando a morte de mais 12 pessoas - entre elas crianças - em mais um naufrágio no Marajó, fruto da falta de fiscalização da Capitania dos Portos.
Alô, Brasil! Dá pra se comover com a nossa dor também?


Obrigada!



Foto: Fabiano Vilella / TV Liberal

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um policial exemplar deve ter boas histórias pra contar


No próximo sábado, o universo literário paraense ganha mais um integrante, Osmar Vieira da Costa Júnior, o querido coronel Costa Jr, como é mais conhecido. Ele estará lançando na Livraria Newstime, do Shopping Pátio Belém, o livro A Caserna Fora do Sério: o lado cômico da vida policial, no qual conta causos policiais vividos e ouvidos durante seus 30 anos de careira na Polícia Militar do Pará. 

Costa Jr. é um dos mais respeitados oficiais da Polícia Militar do Pará. Tem uma história profissional em defesa da polícia comunitária e uma carreira inabalável pela forma como  sempre comandou suas tropas. Apesar de toda a seriedade, sempre se destacou pelo bom humor e sensibilidade. Características que certamente o ajudaram a escrever o livro.

Por haver comandado diversas unidades policiais, Costa Jr. teve a oportunidade de conhecer todos os municípios do Pará e há de surpreender os leitores. O livro apresenta um aspecto pouco conhecido das relações dentro das instituições policiais militares, com um senso de humor tão latente que parece buscar contrabalancear a tensão e o estresse vividos no desempenho cotidiano da atividade policial. O autor também faz uma viagem histórica, contextualizando os acontecimentos narrados com a experiência vivida em outros estados do Brasil e em outros países durante cursos e missões. 

Segundo o próprio autor, "A Caserna Fora do Sério representa uma viagem ao universo policial militar desvelando a existência de um grande clima de descontração e de sagacidade diante das mais inusitadas situações".

O autor - Costa Júnior é multiplicador da filosofia de Polícia Comunitária pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e instrutor da Força Nacional de Segurança Pública. Fez o Curso de Desenvolvimento de Dirigentes na Universidade Federal da Bahia, é pós-graduado em Policiamento Comunitário pela Universidade Sul de Santa Catarina e também realizou o Curso de Policiamento Comunitário na Polícia do Japão. É autor do painel (biombo) instalado nas agências bancárias do Pará, que impede a visualização das operações dos clientes nas instituições financeiras, a fim de evitar o golpe da saidinha. Criou na PM do Pará o programa de rádio Estação Segurança (Rádio Nazaré 91, 3 FM), inicialmente em Belém, depois em Santarém e em vários outros municípios do estado. Atualmente é comandante do Comando de Policiamento Regional VII, na Região do Caeté, com sede em Capanema. Na internet, Costa Júnior possui o Blog Saiba das Coisas (www.saibadascoisas.blogspot.com.br), o Twitter (@costajr07) e o Facebook (costajr07).



Serviço: 
Dia: Sábado (20/04)
Hora: 20h
Local: Livraria Newstime, no 1º piso do Shopping Pátio Belém.
Preço do livro: R$ 25,00

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Um dia pra não ser esquecido

Eu era estudante secundarista e militava no movimento estudantil, na Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, em Belém (PA). Posso sentir ainda o calafrio daquele dia, quando vi a notícia no plantão na TV Liberal, afiliada da Rede Globo.

Eu tinha 15 anos e não tinha muita dimensão do que aquilo representava politicamente, mas a revolta havia tomado conta de mim. Lágrimas.
Xinguei. Chamei palavrão. Fui repreendida pelo meu então padrasto, que um dia havia sido da Polícia Militar. "Esses sem-terra fizeram alguma coisa. Os policiais não iam atirar neles à toa, menina".

Eu tinha começado a militar "politicamente" um ano antes, na mesma escola, e logo fui me aproximando do pessoal do PSTU. Comecei, então, a frequentar as reuniões semanais do partido nas noites de terça-feira, na sede local, que ficava na Rua Riachuelo, no Centro na cidade (É claro que eu ia quando a mamãe deixava porque pela idade e pelo endereço nem sempre isso era possível). Na época eu começava a entender a teoria sobre toda aquela desigualdade social que eu já conhecia tão bem na prática. Dá pra imaginar que em um ano uma adolescente em fase de formação de personalidade absorve muita coisa, né?

E eu absorvi.
Absorvi valores que me servem de parâmetros até hoje. É claro que com o tempo fui fazendo o crivo do que era radicalismo, do que era possível dentro do processo democrático brasileiro. 

Mas a dor que senti em 17 de Abril de 1996 está entre os sentimentos que ficaram. Toda vez que lembro desse massacre, dos depoimentos dos sobreviventes, da entrevista da jornalista Marisa Romão, que interviu para que não houvesse mais mortes, eu me sinto como se voltasse a ser aquela menina magrela com uniforme do Pedroso, que acreditava nas soluções do socialismo. 

O impacto daquela notícia foi tão forte...
Aqueles caixões enfileirados...  
Aquelas mulheres sofrendo pelos maridos que se foram...
Crianças com olhares desolados...


  






terça-feira, 16 de abril de 2013

Se Ele voltasse...

Deus é onipresente. Mas se Jesus Cristo reencarnasse na Terra, é possível imaginar a cena...



Religião e política jamais devem se misturar. Jamais!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sou cristã e exatamente por isso Marco Feliciano não me representa

Sou cristã e pertenço a uma organização religiosa. Portanto, não tenho absolutamente nada contra o cristianismo, tão pouco contra os evangélicos. Não vou aceitar que uma luta social e histórica seja reduzida ao que a "grande mídia" está tentando fazer: a luta dos bons contra os maus. Não, não é essa a pauta.

Combater o preconceito e fundamentalismo religioso que hoje têm como símbolo nacional o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) é uma luta de negros, brancos, gays, heterossexuais, afro religiosos, católicos, evangélicos, ateus, estudantes, profissionais liberais, artistas. Ou seja, é uma luta coletiva de qualquer cidadão que respeite os princípios básicos de direitos humanos, de liberdade de pensamento, de liberdade de manifestação.


É uma luta de quem respeita, inclusive, um dos maiores ensinamentos de Cristo: ame ao próximo como a si mesmo.

Eu digo MARCO FELICIANO NÃO ME REPRESENTA.


E se você pensa como eu e tantos outros brasileiros, manifeste-se também!

Essa luta precisa da força de todos nós!



Foto do Blog do Décio

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quer ajudar o Emaús? Neste sábado tem até show!


Neste sábado (06), o Polo Jurunas do Movimento de Emaús será palco de grandes atrações musicais. O evento beneficente “UM ABRAÇO AO EMAÚS” levará à entidade grandes nomes da música paraense com o objetivo de angariar recursos para o Movimento, que passa por sérias dificuldades financeiras sob o risco de encerramento de suas atividades com crianças e adolescentes.  

Entre as atrações estão: Almirzinho Gabriel, Aíla, Pedrinho Calado, Pedrinho Cavelero, Rosa Correa, Mario Mousinho e Grupo Tocaia, além do Grupo Braços da Amazônia, composto por adolescentes que participam dos projetos do Movimento de Emaús.

A ação faz parte de uma grande mobilização social para evitar que uma das mais importantes entidades sociais do Pará feche as portas. Durante o evento, a população pode fazer qualquer tipo de doação.

SERVIÇO
LOCAL: Movimento de Emaús Polo Jurunas - Rua dos Apinajés esquina da Quintino Bocaiuva (Próximo ao Corpo dos Bombeiros da Apinajés)
HORA: Das 10 às 16h
INGRESSO R$10,00 (com direito a uma feijoada)

Curso na República de Emaús




terça-feira, 2 de abril de 2013

Sobre a supervalorização dos homens

Quem nunca ouviu a frase clichê "Não corra atrás das borboletas. Cuide do jardim para que as borboletas venham até você". Pois o que ela tem de clichê, tem de real.

Quando você fica solteira, começa a perceber a escassez de homens solteiros no mercado e entende porquê suas amigas tanto reclamavam da falta deles quando você estava casada.

Mas se por um lado falta homem na praça, também falta mulher. É isso mesmo. Está faltando mulher!

E falo isso sem medo de represálias. 

É que falta mulher segura, dona de si.

O problema é que a mulherada anda indo com muita sede ao pote. Parece que a vida gira em torno de ter um homem pra agarrar e chamar de seu. Beijar na boca, fazer sexo, teu um namorado é muito bom. Claro que é! Mas convenhamos que há muitos mais delícias nesse mundo.

Já estive solteira em várias fases da minha vida e talvez está esteja sendo a que mais está me fazendo bem. E olhe que estou em Brasília, uma cidade onde a relação interpessoal é difícil e o número de homens casados é altíssimo. Aqui, se uma mulher vai sozinha a uma festa é capaz de voltar sozinha mesmo. A possibilidade de alguém puxar um papo é quase nula.

A diferença é que após dois casamentos acho que joguei minha ansiedade pro ralo e isso tem somado muito a meu favor. Meninas, homens não gostam de mulheres ansiosas! Isso os sufoca. Ponham-se no lugar deles. Vocês gostam de homens sufocantes? Pois então. Ninguém gosta! Só o Roberto Carlos ao compor "Esse cara sou eu".

Parem de achar que ter um homem ao lado é sinônimo de felicidade. Tratem os caras como parte dela, como a cerejinha do bolo e não, como condição! E se algum deles não as vir com o devido valor, nada de choro. A perda foi deles. Não foi de vocês!

Acho que demorei um pouco pra perceber isso, mas agora que percebi, meu jardim anda tão florido, que não faltam borboletas.

Amemo-nos mais, moças!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sou cristã e quero a garantia de um Estado laico


Penso que esse debate em torno do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) não deve se ater aos temas aos quais ele se diz contra. Devemos lutar para garantir o Brasil como Estado laico, sob o risco de nos perdermos em debates menores e colocarmos em risco a plenitude da democracia.


E ressalto que essa defesa em nada altera a minha fé em Deus. Essa segue completamente inabalável.


Como cristã e praticamente do espiritismo, concordo com a teoria abaixo, cujo texto copiei do facebook.


Guarde as suas opiniões para aqueles que frequentam os templos,. pagam dizimos e acreditam em qualquer coisa que lhes falam. O Brasil laico é muito maior que as igrejas, que a Bíblia, que a fé de cada um. O Brasil laico contempla a todos, inclusive os que não acreditam em Deus, na Bíblia e no que mais quiser não acreditar. O Brasil laico abriga até os anticlericais. O que não dá para aceitar é que o Brasil seja racista, homofóbico, machista, intolerante, evangélico. católico, etc. O Braisil é dos brasileiros e das brasileiras. Quem não quiser viver aqui, que vá para o Irã, ou qualquer outro estado teocrático. Compre passagem só de ida.

Eduardo Piza Mello 








Abaixo, uma campanha que também está circulando nas redes sociais, encampada pelo perfil 
Nação Jurídica, que vai ao encontro do que defendo como cidadã cristã.



Laico significa o que ou quem não pertence ou não está sujeito a uma religião. O termo "laico" tem sua origem etimológica no Grego "laikós" que significa "do povo".



O laicismo é uma doutrina que defende a ausência de qualquer obrigação de caráter religioso nas instituições governamentais. É uma posição que visa a laicidade, ou seja, a não intervenção da religião no Estado.

A qualidade de ser laico pressupõe a não interferência da igreja em assuntos políticos e culturais. Quando se fala em Estado laico, existe a ideia de neutralidade sobre questões religiosas.

Deve haver liberdade para os cidadãos manifestarem a sua fé religiosa, qualquer que ela seja, sem haver controle ou imposição de uma religião específica.
 

O auxílio virá

O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração. E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.
Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a ideia de haver perdido o próprio rumo.
Entretanto, não esmoreças.
Abraça o dever que a vida te assinala.
Serve e ora.
A prece te renovará energias.
O trabalho te auxiliará.
Faze silêncio e não te queixes.
Alegre-te e espera, porque o Céu te socorrerá. Por meios que desconheces. Deus permanece agindo.

Da Obra “Recados Do Além” – Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

domingo, 31 de março de 2013

ONU retrata horror em prisões do Brasil

Relatório, que será levado a Genebra em 2014, ainda condena internações compulsórias

Vinicius Sassine 
O Globo - Sucursal de Brasília
29/03/2013

Depois de visita inédita ao Brasil, para inspeção de dez dias em cinco capitais, uma comitiva da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que há excessiva privação da liberdade no país, baixíssima aplicação de medidas alternativas à prisão e grave deficiência de defensores públicos para os detentos. O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária esteve no Brasil pela primeira vez em 22 anos de existência e, no relatório com as conclusões preliminares, registra que o país tem uma das maiores populações carcerárias do mundo.

Chamou a atenção do grupo a quantidade de detentos provisórios em presídios, delegacias, centros de detenção de imigrantes e manicômios judiciários: dentre os 550 mil detentos, 217 mil — quase 40% — aguardam uma decisão da Justiça, ou seja, não cumprem pena, mas prisões preventivas.Outros 192 mil mandados de prisão ainda precisam ser cumpridos, como consta no relatório.

O grupo da ONU também analisou possibilidades de detenções arbitrárias fora do sistema prisional

Os dois integrantes que estiveram no Brasil para as inspeções, entre os dias 18 e 28 deste mês, criticaram as iniciativas de internação compulsória de dependentes do crack. Para o chileno Roberto Garretón e o ucraniano Vladimir Tochilovsky, as internações à revelia do usuário e da família ferem leis internacionais e tratados de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário.

O relatório preliminar do grupo da ONU, já encaminhado a integrantes do governo da presidente Dilma Rousseff, critica o "confinamento obrigatório de viciados em crack" em São Paulo e maioria de crianças e adolescentes entre os recolhidos das ruas do Rio de Janeiro para tratamento médico obrigatório. Integrantes do grupo dizem ter sido informados que uma verdadeira operação para "limpar" as ruas está em curso em razão da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016.

"Há informações de que agentes da polícia têm como alvo os usuários de drogas a fim de prendê-los e, muitas vezes, realizam prisões indiscriminadamente” cita o relatório. "O grupo de trabalho está seriamente preocupado com a informação de que essas medidas também são fortemente aplicadas devido a futuros grandes eventos, como a Copa e os Jogos Olímpicos que o Brasil sediará."

O grupo da ONU existe desde 1991. Nos países visitados, integrantes fazem um mapeamento de diferentes situações de detenções arbitrárias, como os casos de prisões sem determinação judicial, de jornalistas e ativistas de direitos humanos, de imigrantes e de grupos tradicionalmente discriminados.

Os membros da equipe do Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Genebra, na Suíça, estiveram em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Campo Grande. Eles se reuniram com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo;da Saúde, Alexandre Padi-lha; e outros integrantes do primeiro escalão do governo federal. O relatório final será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, em março de 2014.

— De acordo com as normas do Direito internacional, prisão é exceção, e não regra. A principal medida provisória no Brasil ainda é a prisão. Os juízes relutam em adotar medidas alternativas, pois não há mecanismos de controle dessas medidas — disse Tochilovsky.

A comitiva também averiguou a situação de pessoas com transtornos mentais mantidas presas em centros de detenção comuns ou em manicômios judiciários, realidade mostrada pelo GLOBO em série de reportagens publicada em fevereiro. Pelo menos 800 pessoas em cumprimento de medida de segurança, aplicada a acusados considerados inimputáveis em razão de quadros de loucura, estão em presídios comuns.

Um hospital de custódia foi visitado em Fortaleza. Em São Paulo, o grupo da ONU esteve na Unidade Experimental de Saúde. O espaço abriga seis jovens que, na adolescência, cometeram crimes com grande repercussão. Depois de completarem 21 anos de idade, para não ganharem a liberdade, os jovens foram internados compulsoriamente na Unidade Experimental. A visita foi considerada como "uma das constatações mais graves" da comitiva. "O grupo está preocupado com a falta de base legal para a detenção destes indivíduos” cita o relatório preliminar.

O documento também aponta que muitos hospitais de custódia são utilizados para "deter viciados em drogas’! É o caso do Centro de Tratamento em Dependência Química Roberto Medeiros, no Rio, um espaço para tortura, como já constatou o Subcomitê de Prevenção da Tortura da ONU.

— São muitos os doentes mentais nessa condição, e não podemos visitar todos os presídios, todos os manicômios. Identificamos os lugares mais significativos, mais ilustrativos — afirmou Roberto Garretón.

Entre as recomendações que o grupo pretende fazer ao governo brasileiro está a interrupção das internações compulsórias. A ONU também vai pedir a ampliação dos quadros de Defenso-ria Pública nos estados.

Procurado, o Ministério da Justiça só deve se manifestar hoje.

Memória
SÉRIE APONTOU DETENÇÃO ILEGAL DE LOUCOS

O GLOBO esteve em sete presídios, uma ala de tratamento psiquiátrico e um manicômio judiciário para revelar a prisão comum de pessoas com transtornos mentais absolvidas pela Justiça. Pelo menos 800 detentos foram absolvidos e permanecem em presídios, sem qualquer tipo de tratamento psiquiátrico. Os hospitais de custódia, para onde são encaminhados detentos em cumprimento de medida de segurança, reproduzem o ambiente do cárcere e são espaços para a prática de tortura, como a série de reportagens também mostrou.

Em São Luís, o único hospital psiquiátrico conveniado ao SUS para receber loucos infratores rejeita os pacientes, que acabam cumprindo medidas de segurança em presídios, nas mesmas celas onde estão detentos comuns. Em Goiânia, o maior presídio em regime fechado mantém uma ala psiquiátrica para abrigar presos com transtornos mentais, entre eles acusados já absolvidos pela Justiça. Mulheres absolvidas em função da loucura dividem celas com presas comuns em Brasília. O Hospital Penitenciário Valter Alencar, em Teresina, não separa as pessoas com transtornos mentais dos presos com outras doenças. A série mostrou ainda que o SUS chega a menos de quatro entre dez detentos nos presídios, o que significa que mais de 310 mil presos não são acompanhados diretamente por uma equipe de saúde.

Depois da publicação das reportagens, três ministérios - Justiça, Saúde e Direitos Humanos -anunciaram medidas para tentar resolver o problema, como a realização de mutirões, propostas de alteração da legislação penal e uma portaria para criação de polos de perícias psiquiátricas. O Conselho Nacional de Justiça, com base nas reportagens, oficiou as varas de execução penal nas cidades visitadas para que explicassem os flagrantes mostrados. E o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) elaborou um cronograma de visitas aos presídios

quinta-feira, 28 de março de 2013

Volta por cima

Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava


 

 *Paulo Vanzolini

terça-feira, 26 de março de 2013

Saiba como acionar o Conselho Nacional de Justiça

Criado em 2005, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é uma instituição pública que visa aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual. A missão do CNJ é contribuir para que a prestação jurisdicional seja realizada com moralidade, eficiência e efetividade em benefício da sociedade.

Recentemente, no Plenário do CNJ (163ª Sessão Ordinária), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, referiu-se ao órgão como “a porta de entrada da sociedade para o Judiciário”.

Qualquer pessoa pode acionar o CNJ, mesmo sem a contratação de um advogado. Mas é importante ressaltar que o Conselho não é uma esfera de revisão judiciária. Compete ao CNJ o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.

Na prestação de serviços ao cidadão, compete ao CNJ receber reclamações, petições eletrônicas e representações contra membros ou órgãos do Judiciário, inclusive contra os próprios serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializado.


Clique aqui e saiba o passo a passo de como acionar o CNJ.

Waleiska Fernandes / Agência CNJ de Notícias

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ação Divina



"Hoje é um dia muito especial pra mim e para os amigos Alda Cristina Costa e Jacob Elias Serruya, que estiveram numa fatídica viagem entre Itaituba e Santarém (a serviço), quando nosso avião caiu no rio Piracunã. Muitas tristes lembranças, pois perdemos inesquecíveis e eternos amigos. Mas, como tudo e todos têm sua hora, agradeço a Deus por ainda estarmos por aqui. Um sinal de que nossa missão nesta vida ainda não acabou.
Obrigada, meu Pai Criador, pois no Dia Mundial da Água, há 19 anos, fomos salvos graças à água."

Texto extraído do mural do facebook da jornalista paraense Rose Gomes
Um belo testemunho da ação Divina.