quinta-feira, 18 de junho de 2009

Prêmio Gilmar Mendes de Jornalismo

Se você acha que sua liberdade de expressão não está sendo garantida, que você tem o dom da escrita e faz um texto tão bem quanto Alex Atalla prepara um prato com ingredientes regionais brasileiros, você pode concorrer ao Prêmio Gilmar Mendes de Jornalismo!!!

É simples. Basta escolher qualquer tema que lhe for conveniente e escrever sobre o assunto. É importante que você use todo dom que Deus lhe deu. Não precisa se preocupar se vai agredir ou não alguém, afinal, jornalismo não é uma atividade que ponha em risco a vida ou a integridade de ninguém.

Você também não precisa ter conhecimento básico sobre filosofia, sociologia, psicologia, temas contemporâneos, nem nada disso. Escola de Frankfurt? Pra quê? Teorias da comunicação em nada colaboram na preparação de um pensamento jornalístico. Pelo menos não para concorrer ao super Prêmio Gilmar Mendes de Jornalismo.

É importante que sua matéria tenha sido publicada em algum veículo. Se você não conseguir publicar por causa dessa gente que não garante os direitos de expressão nesse país, não se preocupe. Monte você o seu jornal! É simples. Vá até políticos, comerciantes ou outras pessoas conhecidas e diga que você pode escrever [com o dom que Deus lhe deu] uma matéria nada positiva sobre a vida dele, caso ele não colabore com você. E não se preocupe com possíveis punições. Ele não vai pedir que nenhuma entidade de classe questione sua atividade. No jornalismo elas só fazem figuração e recolhem impostos dos ultrapassados diplomados.

Interessados, encaminhar suas matérias para: Praça dos Três Poderes - Brasília - DF -CEP 70175-900. Gabinete do nobre Ministro Gilmar Mendes.
Telefone: (61)3217.3000


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E se você está chorando porque não pode se inscrever no Prêmio Gilmar Mendes de Jornalismo, só me resta lamentar. Você está na categoria ultrapassada que acreditava que fazer um curso superior fazia diferença na qualidade do seu trabalho. Bobinho! O que importa é ter o dom de um cozinheiro!

Mais uma vez, eu louvo a sabedoria da Dalila.

14 comentários:

Anônimo disse...

Engraçado......falar asneiras precisa de diploma?
Um espaço importante como a blogsfera,voce desperdiça pra falar de filho???

DIPLOMA PARA QUÊ???


Ass:Anônimo dos Santos "Filho"

Thica disse...

Uma frase que ouvi hoje: "num país que Presidente não precisa ter diploma, jornalista vai precisar?"


EU SOU JORNALISTA AGORA!!!! EU SOU JORNALISTA!!!

Thica (publicitária, jornalista, costureira, cozinheira e modista)

Let Azevedo disse...

Adorei, amiga.
Como ainda não me formei em jornalismo (estou terminando o 5º período) e fiz Direito até o 7º semestre, me sinto a própria bacharel em Direito e, acho que estou apta a concorrer ao Prêmio Gilmar Mendes.
Inclusive, acho que farei um texto técnico sobre Direito do Trabalho.
Se eu não preciso me formar em jornalismo pra ser jornalista, acho que também não preciso me formar em Direito, muito menos passar no exame da OAB, para ser advogada, né?
Parabéns pela atitude de criar tão importante prêmio.

Bjssssss,

Let.

Anônimo disse...

A area de informatica padece do mesmo problema. Qualquer "sobrinho" resolve
Esta institucionalizada a prostituição no jornalismo.
Ele merece uma sapatada na cara!

vi-da-privada disse...

Boa Leiska! Dessa vez, o sou-do-contra (Marco Aurélio) tava com a razão, o anta do Gilmar (vai prop Mato grsso, meu amigo ainda vem comparar com costureira e cozinheiro! Puta-que-pariu!!!!!

Melhor fechar logo os cursos de jornalismo, porque já li que até em concurso vai ser ilegal exigir diploma. Pode?

Raphael Miranda disse...

Uma vergonha, um retrocesso, um completo desinteresse com a educação do nosso país.

Já imaginou se a moda pega? Acho que é por isso que têm político por aí que se diz médico, advogado, contador,....

É muito fácil, basta você decidir e seguir o "dom que Deus lhe deu".

Linkei seu 'post' no meu twitter tá?

Beijos Leiska.

Anônimo disse...

"Você também não precisa ter conhecimento básico sobre filosofia, sociologia, psicologia, temas contemporâneos, nem nada disso."

Ah, sim!! Agora todos os jornalistas estão livres.

Falar porque tem boca realmente autoriza a falar sobre algo que não entedeu...

Anônimo disse...

Prrfissionais ruins existem em todas as profissões. É o mercado que se encarrega de excluí-los da área. Há um equívoco na análise do ministro em confundir jornalismo com opnião. Jornalista narra fatos com objetividade e imparcialidade (ainda que seja algo impossível de ser alcançado, como em qualquer outra profissão). Sempre houve espaço nos jornais para que as pessoas pudessem se manifestar (artigos, opniões, carta do leitor e colunistas). Mas pelo tal entendimento de vossas execelências, agora os jornalistas também podem fazer comentários ao final das suas matérias. Dizer o que acha...

Dulcivania Freitas disse...

a sapatada na cara do Gilmar Mendes é idéia do meu marido.

xx
hum...acho que virei assessora de comunicação dele (do marido) kkkkkkkkkk

. disse...

hahahahahhaha... obrigada pela tecla SAP, Dulcivânia!
Beijos no casal!

Dulcivania Freitas disse...

Sinto muito blogueira, mas você nao tem chance no tal Prêmio. Porque já demonstrou nesse texto senso crítico e capacidade de interpretar as sutilezas e malvadezas do jogo de poder na sociedade, duas qualidades completamente dispensáveis ao jornalista talentoso (?) defendido pelo STF.

Yáskara disse...

Blogueira que eu ADOREI, diferente de vc, minha filha mais velha ficou de recuperação....notas baixas mesmo...mas, isso não significa que ela não possa ser uma jornalista...rssss...aliás, hoje, minha secretária virou pra mim e disse "dona Yáskara, quer dizer que eu também posso ser jornalista?"...e eu: "claro que pode. Basta querer. Queres? Escreve qualquer coisa aí e pronto"...
Parabéns pelo blog!!!!

Cléoson Barreto disse...

Porra, se jornalista não precisa mais de diploma, por que as outras proissões precisam? Pra mim, isso é um contra-senso.
Eu que acho que o jornalista,além do diploma em jornalismo, deveria ter alguma especialização para falar de determinados assuntos (por exemplo, para falar de economia, o jornalista deveria ter algum curso, especialização, ou algo do tipo na área de economia), vejo que estou totalmente na contra-mão do que pensa, pelo menos, o ministro Gilmar.
Se bem que divergir deste senhor não tem sido motivo pra sentir-se menosprezado, concordas?

Um abraço do Tecnológo e "Jornalista" (:-))
Cléoson Barreto.

Alanis disse...

Acho que a extinção do diploma é arbitrária, pois profissional ruim existe em qualquer área.
Entendo também que há pessoas, de áreas afins ao jornalismo e outras nem tão afins assim, que escrevem muito melhor do que jornalista diplomado. Acho que a questão toda era justamente essa: se o engenheiro escreve melhor que um jornalista, prq exigir dele um diploma se seus textos comprovam sua competência? Creio que o raciocínio do STJ tenha sido este. Eu acho.

Concordo com o que o Cléoson Barreto escreveu acima: "o jornalista,além do diploma em jornalismo, deveria ter alguma especialização para falar de determinados assuntos (por exemplo, para falar de economia, o jornalista deveria ter algum curso, especialização, ou algo do tipo na área de economia)", até prq se lê tanta asneira por ai... Até a Ana Hickman já é considerada jornalista, né?

Desejo sorte ao movimentos dos jornalistas e espero que esta decisão não enterre de vez a profissão, que já está massacrada por péssimos profissionais que veem o jornalismo como algo 'que tras status' e para 'mostrar pro pessoal do cursinho q eu ainda vou ser apresentadora do telejornal local'...

Paulinha, vulgo Joanna.