quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cota invertida

Pelo publicitário paraense com alma baiana Glauco Lima:

"Quase 100% dos presidiários no Brasil são pretos ou mestiços. Deveriam criar também um sistema de cotas pra brancos nas cadeias nacionais"

twitter.com/glaucoalexander

2 comentários:

Glauco Lima disse...

Muito obrigado pela citação Leleiska! Paraense de alma baiana, ou seja, brasileiro!
Escrevi isso pra contrapor ao argumento idiota, principalmente da revista Veja, sobre as cotas raciais nas universidades. É claro que estamos atrasados historicamente, que a cotas deveriam ser para os negros em escolas de ensino fundamental de alto nível, tudo isso... Mas dizer que as cotas são injustas, que os alunos negros são beneficiados, que levam vantagem sobre os brancos, é muita sacanagem O branco, por mais pobre que seja, e os brancos pobres merecem também políticas de inclusão, mesmo os brancos mais fumados têm uma vantagem competitiva gigante em relação a um preto, o branco descende de uma famílai livre. O preto vei pra cá no sub-solo da pirâmide social, veio na condiçãode bicho e nunca teve uma reparação por isso. Será que a grande maioria de presidiários formada por pretos é porque o preto tem mais vocação pro crime, o preto é mais malvado, o preto tem tendência pra bandidagem??? claro que não, a raiz disso está na história. Triste história do Brasil. Por mais q seja cometam equívocos, todos ainda serão um pingo d´água dos estragos que a escravidão causou na formação social brasileira. Eu tive a sorte de subir um pouco na vida, faço relativo sucesso numa atividade intelectual como a propaganda. Essa condição me permite frenqeuntar lugares ditos melhores, mais nobres e quase sempre a onde vou as pessoas da minha cor são garçons, babás, domésticas, trabalhadores menos graduados, as pessoas da minha cor ainda são minoria, e isso dói muito

Prof. Alan disse...

Lamento discordar do Glauco (mas apenas na estatística prisonal): no Censo Penitenciário de 2008, de um total de 372 mil presidiários, 141 mil eram brancos, em torno de 38% dos detentos.