domingo, 21 de março de 2010

E aí, vamos aceitar a periferia?

Do jornalista e roteirista Vladimir Cunha, sobre a participação da rainha do tecnomelody, Viviane Batidão, no programa do Faustão:


Agora é a hora da elite paraense se posicionar: ou abraça o tecnobrega como Salvador fez com o axé ou se recolhe a sua insignificância.


Tecnobrega pode ser o axé paraense: big business, grandes eventos e turismo. Basta a elite local perder a vergonha em relacao ao ritmo.


Viviane Batidão e Gabi Amarantos formam uma dupla tão boa quanto Ivete e Claudia Leite. Basta o investimento certo.



http://twitter.com/vcunha

16 comentários:

Val-André Mutran disse...

Cantei essa pedra há uns bons seis anos atrás, quando era colunista do Pirucaba, do jornal Correio do Tocantins.
Minha irmã, Flávya Mutran fotografou a pauta da maravilhosa matéria escrita pelo Vladimir para a revista Rolling Stone -- edição brasileira --, sobre o fenômeno technobrega.
Se depender de mim, assino embaixo, positivamente a provocação do Vlad.
Beijos Leiska.

. disse...

Eu também, Val!!
Beijos pra vc também!

Carlos Barretto disse...

Quanto a mim, e os dois sabem bem, só espero que os amantes do tecnobrega curtam suas democráticas preferências em locais adequados, com toda a segurança, atendimento de U/E, destino adequado aos resíduos fisiológicos e, especialmente, respeito aos ouvidos alheios. De preferência, longe de meu repouso no Murubira.
Que as autoridades regulamentem e principalmente, forneçam segurança e boa estrutura aos eventos, que definitivamente, é o que se vê em Salvador. Uma indústria azeitada, onde segurança, consciência ambiental e respeito caminham juntos, favorecendo o turismo responsável.
E que, principalmente, ATUEM DE FATO, cobrando o respeito a regulamentação ambiental, e não fazendo pouco caso dela, gerando uma outra indústria, esta vergonhosa e muito pouco cidadã. A indústria da cobrança de propina por quem deveria fiscalizar a boa convivência entre os desiguais.

Abs e Bjs

Anônimo disse...

Oi Boca, depende muito de rudo que se fizer em prol do mocimento.
Na Bahia, como no Pernambuco, SP e
Rio , com os movimentos AXÉ,MANGUEBEAT,PAGODE,FUNK respcticamente ,tudo passou pelo
"povão" para se chegar na "cidade"..
Minha observação, sendo eu do meio midia é que não há..por parte dos veiculos e fomentadores de cultura e arte nenhum , processo ou projeto para que a PERIFERIA , a BAIXADA ganhe as "RUAS E AVENIDAS " ditas classudas .Belém e o Pará,
orecisam de IDOLOS ..se prossiveis
POPULARES ..sem a casta de eletista. Nossa janela de novo,foi
com a tranela arrombada ..o 'feliz"
MAICK ..levou a moça do melody ...
e até então deles ..a gente não sabia nada..
Abs...
Boko

Anônimo disse...

Oi Boca, depende muito de rudo que se fizer em prol do mocimento.
Na Bahia, como no Pernambuco, SP e
Rio , com os movimentos AXÉ,MANGUEBEAT,PAGODE,FUNK respcticamente ,tudo passou pelo
"povão" para se chegar na "cidade"..
Minha observação, sendo eu do meio midia é que não há..por parte dos veiculos e fomentadores de cultura e arte nenhum , processo ou projeto para que a PERIFERIA , a BAIXADA ganhe as "RUAS E AVENIDAS " ditas classudas .Belém e o Pará,
orecisam de IDOLOS ..se prossiveis
POPULARES ..sem a casta de eletista. Nossa janela de novo,foi
com a tranela arrombada ..o 'feliz"
MAICK ..levou a moça do melody ...
e até então deles ..a gente não sabia nada..
Abs...
Boko

. disse...

Como assim não sabia de nada???
Eu conheço todas essas músicas!!
Talvez tu não pq não mores exatamente em Belém. Até a Dalila conhece parte delas. Isso porque eu nunca consumi uma única faixa dessa categoria musical.

O único ser q eu não conhecia era o tal Mike, até pq ele não é cantor mesmo. Foi uma "anomalia" que o Faustão arranjou pra ganhar audiêndia. Mas a Viviane aparece até em propaganda de festa na TV.

Rita Helena Ferreira disse...

Será que, por ser paraense, tenho que tolerar essa infâmia, no meu ponto de vista, chamada techno brega?

Espero que não.

Detesto, com todas as forças do meu coração, esse lixo - repito, no meu ponto de vista - produzido aqui.

Conheço algumas músicas de axé suportáveis, outras até interessantes. Minoria, é claro, em se tratando de axé music. Azar o meu, para alguns.

Funk? Bom, não gosto de nada mesmo!

Já com relação a techno brega, poupem-me!

Fato é que gosto é gosto, tem que ser respeitado!!!

O baiano não tem que ser obrigado a gostar de axé, nem o carioca a gostar de funk....

Então, por favor, não me venham com essa de que paraense tem que abraçar esse ritmo, A MEU VER, INSUPORTÁVEL...

Ah, troquei de canal no momento constrangedor da apresentação.

Pronto, pedras em mim! :)

Abraços.

DaniC disse...

Não é porque somos “obrigados” a engolir o tecnobrega significa que é bom... prefiro continuar sendo démodé, então...

Yúdice Andrade disse...

Quer dizer que eu só tenho duas alternativas: acolher o technobrega ou me recolher a minha insignificância, é? Gostaria de saber que divindade ou força da natureza reduziu as minhas chances desse jeito.
E já que a tese foi dada na nossa cara, então a antítese vai no mesmo nível: que Viviane/Gabi são tão boas quanto Ivete/Cláudia, já se vê desde a cara. E não me venham com escapismos: a aparência das baianas faz parte da mercadoria que se vende, já que o conteúdo é pouco. Portanto, não estamos em pé de igualdade, por mais que isso magoe os fãs.

. disse...

Gente, mas quem falou em "ter que gostar de tecnobrega??"

O debate que o Vlad propõe é apenas de usar o tecnobrega como produto para gerar receita para o Estado, assim como a Bahia fez com o axé. Sem discutir os méritos dos respectivos ritmos.

A Bahia fatura milhões porque profissionalizou a coisa. É isso que ele quis dizer. Se Claudia Leite e Ivete puderam, Viviane Batidão e Gabi Amarantos também podem, desde que devidamente produzidas para tal.

É claro que vocês, nem eu, somos obrigados a nada. Nem a comprar, consumir nada. Mas tem muita gente que quer,sim. Então...

Fabíola Martins disse...

Esse lance de usar o tecnobrega "apenas" como produto para gerar receita para o Estado, assim como a Bahia fez com o axé, significa legitimar algo que deseduca toda a sociedade, notadamente os mais jovens.

Tecnobrega = Deseducação. Só ensina o que não presta: bebedeiras, traições, vagabundagem e etc. É uma decadência.

Será que é isso que o Pará merece?

Será que não somos capazes de criar coisas realmente valorosas, de conteúdo rico e que transmita noções mínimas de caráter e moralidade para essa moçada, tão carente de valores?

Será que não somos capazes de fazer nada melhor do que isso para gerar receita?

Me recuso a acreditar. Somos capazes de fazer melhor, sim. Com certeza somos.

Querida, não se trata de pertencer à elite. Sou da classe média-baixa e moro em um conjunto popular da Augusto Montenegro. Posso dizer, portanto, que moro na periferia.

Mas não me falta bom senso, educação e discernimento para saber o que é bom e o que é ruim.

Pensar que o tecnobrega é o único caminho para movimentar a indústria cultural paraense é um pensamento medíocre. Me desculpe, mas esta é a palavra: medíocre.

Aí, o nosso Pará fica sendo ridicularizado em rede nacional, mostrando um desdentado morto-de-fome travestido de artista. E depois ainda queremos ser respeitados. Antes de tudo, precisamos nos dar o respeito.

Lamento se minhas palavras foram ácidas, estou apenas sendo sincera. Espero que o comentário seja aceito.

Fabíola Martins

Lafayette disse...

Oba, aproveito a oportunidade para divulgar o movimento: LEVA QUE É TEU!, lançado por mim em 20/12/2009, mas por total falta de visitação no meu blog, não decolou! réréré

http://xipaia.wordpress.com/2009/12/20/leva-que-e-teu/

Ah, e também motivado pelo fato de não ter levada a mega-sena da virada, pois pretendia gastar uma grana com propaganda, autidór, marqquetingui e tal's. É mais ou menos assim:

LEVA QUE É TEU !

“Ajude o Pará a se livrar de mais este pecado”


"Se a Bahia e os baianos dizem que foram os criadores do Tecnobrega, que seja feita a vontade, assim na terra como no céu, e... levem que o filho é teu!

E assim, a gente, nós paraenses, movidos por uma força de indignação tremenda, mas tão tamanha que nem os mais monges dos seres poderia transformá-la em paz, boicotaríamos o Tecnobrega.

Não o tocaríamos nas rádios, nas festas e aniversários. Nada de Tecnobrega nas arenas, nas associações, clubes, botecos e balneários.

Nenhum carro, seja em posto de gasolina, nas ruas ou nas praias e igarapés estrondaria, em suas aboçaladas caixas de som, o Tecnobrega.

O templo maior do Tecnobrega: A PRAIA DO MURUBIRA ficaria em silêncio prostado. No máximo, um Djavan só para fazer contraponto ao Djavú baiano.

Pessoal… É A NOSSA OPORTUNIDADE !!!"

. disse...

Fabíola, realmente aquele tal de "Mike do Mosquero" é uma anomalia. Não, aquilo não é tecnobrega, gata! Aquilo é um pobre coitado sendo ridicularizado na TV. Espetacularização do ridículo.
E pouco importa o que ele cantasse ou de onde viesse. A questão é que era desdentado e analfabeto e isso era o que o Faustão queria para dar audiência.

Essa questão com desse pobre não tem nada a ver com a provocação feita pelo jornalista Vladimir. A questão é que o ritmo existe e é um fato que ele é um fenônemo de público, gostando nós ou não. Portanto, que seja profissionalizada a sua produção.

Eu particularmente concordo. Gostando ou não, não posso negar que é um fênômeno de público.



E Lafa, entre e Dajvan e gabi Amarantos, sei não... a briga é boa: o barulho infernal ou a chatice crônica? rsrsrsrsrsrs
Opto Roberta Sá, Tom Zé, Caetano e outros...

Lafayette disse...

Estes servem também. Tudo menos tecnobrega!!!

Mas tem também o La Pupunha, o Arraial do Pavulagem, o Madame Saatan, o A Euterpia, tantos, tantos... menos tecnobrega, please!

Anônimo disse...

O melhor é ver a galera-alvo da crítica manifestando-se!

Helaine Martins disse...

olha, eu tenho minhas dúvidas sobre "criador e criatura" desse post, se é que vc me entende. mas se rolar dinheiro, me chamem que eu sou uma desempregada hahahahaha

bjs, minha for!

saudade enorme de ti

Helaine