terça-feira, 20 de agosto de 2013

Minha maior inimiga

Toda vez que leio a expressão azinimiga, tão na moda nas redes sociais, eu me pergunto como alguém consegue colecionar inimigos assim, a ponto de precisar mandar recados pra eles pela internet.
Eu não sei se alguém me tem como inimiga, mas eu não consigo lembrar-me de ninguém que seja meu inimigo, além de mim mesma.
Explico.
Ninguém é capaz de me fazer mais mal do que eu mesma. Minha preguiça, minhas atitudes egoísta, meus ímpetos de ciúme, minhas impulsividades, meus maus pensamentos, as tentações as quais não conseguir vencer.
Cada vez que eu me permito cair numa armadilha dessas, estou atentando contra a minha própria felicidade, contra o meu próprio crescimento espiritual. Aí eu vou mandar recadinho “pras izinimiga”?
Hummmm...

Preciso eu mesma me olhar no espelho e falar umas boas verdades pra o ser que aparece refletido nele. Isso, sim!

Um comentário:

Sylvio Micelli disse...

Não tenho como não lembrar da letra abaixo...

Mal Nenhum
Cazuza

Nunca viram ninguém triste?
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais

Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Como um cachorro otário

Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada

Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração

Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não

Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim