sábado, 22 de junho de 2013

E foi mais um. E que venham muitos outros.

Eu adoro fazer aniversário.
Acho muito massa esse lance de virada de ciclo e a oportunidade de autoavaliação e reflexão que o aniversário proporciona. 
Aos 33 anos, tô me sentindo no auge da beleza (com exceção do meu cabelo, que tá uó). E, obviamente, da autoestima elevada.
E ao chegar na idade em que Jesus Cristo desencarnou faço algumas constatações sobre a minha passagem terrena até o momento, cuja importância não  segue necessariamente na ordem descrita.


  • Não me arrependo de continuar acreditando nas pessoas, mesmo que muitas vezes eu banque a otária. Prefiro isso a seguir amarga e incrédula. Cada dia fico mais convencida de que o problema é de quem me engana. 
  • Não deveria ter passado todo esse tempo sem fazer execício físico. Em que pese o charme e o viço que a idade te dá, a flacidez é uma merda!
  • Eu nunca deveria ter abandonado o inglês em nenhuma das seis vezes que tentei fazer depois de adulta. Aprender agora é bem mais difícil.
  • A melhor coisa que já fiz na vida foi resolver dedicar parte das minhas horas de vida à espiritualidade. Um novo mundo se abriu.
  • Cada dia tenho mais fé em Deus e gratidão por tudo que ele me proporciona.
  • Todos os bofes que quiseram casar comigo e eu dispensei se tornaram homens bem sucedidos, o que me faz ratificar a teoria de que eu realmente não nasci pra ter vida de dondoca a julgar a colaboração até mesmo do cosmos.
  • Definitivamente não vim ao mundo pra ganhar dinheiro. Todas as vezes que tenho chance disso, abro mão pelas causas, mesmo que inconscientemente...PQP! Isso eu confesso que ainda não superei.
  • Tenho cada vez menos medo de assumir os riscos das minhas escolhas.
  • Tenho muito orgulho da minha trajetória de menina pobre, com passagem em escola pública, que, aos 17 anos passou no vestibular das duas universidades públicas onde concorreu e que, aos 18, conseguiu o primeiro estágio e, aos 19, a carteira de trabalho assinada como repórter pela primeira vez. Mas, mesmo parecendo que tudo foi mérito meu, eu faço questão de deixar bem claro: tudo na minha vida só foi possível graças ao batalhão de gente generosa que sempre cruzou o meu caminho. Sempre! Sem essas pessoas nada na minha vida teria dado certo. Desde a infância até agora.
  • Prezo cada dia mais a lealdade aos meus e àqueles que são leais aos seus. 
  • Ser mãe é a melhor coisa do planeta, mas eu preciso de folga 2 vezes por mês. Sem culpa.
  • Depois de dois casamentos, só caso de novo ser for pra termos quartos separados, respeitando minimamente a privacidade um do outro. Todo mundo merece seus minutos de paz durante o dia. 
  • Sou uma colecionadora de tesouros humanos. Riqueza a qual eu me orgulho muito de não parar de crescer. 
  • Tenho um coração infinito, capaz de abrigar muito mais do que tu vês e muito mais do que eu demonstro. Isso inclui amor e dor.
  • Tenho me esforçado muito pra ser menos marrenta e parecer menos brigona. Juro que estou me esforçando mesmo! Ainda que não pareça... Humpf!
  • Perdoar é sempre o melhor caminho.
  • Santo Antônio tem sido muito massa comigo em 2013!!!
  • Na dúvida, eu amo. Sempre!

O que eu espero para os próximos anos?

Concluir o inglês;
Ser menos ansiosa; 
Escutar mais e falar menos; 
Ser menos impulsiva; 
Ser menos agressiva; 
Desenvolver a minha mediunidade seriamente; 
Ter um companheiro bem bacana pra dividir a vida (desde que em quartos separados); 
Nunca desistir da luta de ajudar a construir um mundo menos desigual;
Ser menos pobre;
Nunca ter olhos vendados para as necessidades dos meus semelhantes;
Ter saúde pra seguir nesta vida terrena por mais uns anos pra ajudar a criar minhas filhas. 


E que Deus me proteja nesta luta!
Obrigada a todos que me acompanham!


5 comentários:

Carlos Barretto  disse...

Ei! Encontrei uma montanha de fotos suas no Terra do Meio! Uhuuuuu!

Itárcio José de Sousa disse...

Parabéns pelo blog, pela luta e, pq não, pela beleza!

Itárcio José de Sousa disse...

Descobri seu blog através do ComTextoLivre, estou adorando.

Essa sua retrospectiva foi massa, alguns pontos em comum:

- Nunca terminei um curso de inglês, apesar de 3 tentativas;

- Sempre fui relapso com meu corpo, agora aos 50 anos e cadeirante, faço ayurvédica para tentar alguma recuperação rsrs;

- Preciso ser menos impulsivo...

Parabéns pelo blog!

Abraços!

. disse...

Carlinhos, me manda logo!!!

. disse...

Itárcio, seja bem vindo!
Muito obrigada pela visita, viu!
Beijo grande!