quarta-feira, 13 de junho de 2012

Essa velha emotividade

O telefone tocou hoje muitas vezes.
O celular pessoal e o celular funcional disputavam na agilidade.
Isso pra não falar do fixo.
Demandas simultâneas e urgentes.
Cobrança, pressão, prazo expirando.
E até a minha pirralha de 9 anos resolveu ter crise e torrar o saco hoje.

Tudo bem. O que importa é levar a vida com humor.
Fazer piadas dessas coisas é a melhor alternativa.
Fiz isso o dia todo, garantindo ainda a risada entre os colegas.

Tudo ia bem.
Até que tive a ideia de, no final do dia, insistir numa conversa puxada de tarde com uma amiga muito especial.
Tanta saudade. Queria saber dela, novidades, como estava.
Foi uma rispidez tão cruel que...
Nossa, tô aqui escrevendo com os olhos marejados e pensando o quanto eu sou tosca.
Acabo de ouvir elogios do chefe.
Acabo de ouvir palavras de amor do marido.
Acabo de fazer um check-list das tarefas diárias e ficar surpresa com tantas missões cumpridas com êxito.
Aí, eu choro e sofro com a grosseria (repetida) de alguém que não está afim de aproveitar o bom sentimento que tenho por ela.
Ora, dona Waleiska! Cresça e se importe com quem se importa com você!
Como faz isso? Vocês sabem?

Um comentário:

Prof. Alan disse...

Leiska, minha esposa certa vez me relatou algo parecido, com uma ex-amizade dela. E sintetizou seu movimento de retirada na seguinte frase: "eu não imponho minha presença a ninguém".

Adotei isso como lema de vida e já tive oportunidade de colocar isso em prática, nos últimos cinco anos, umas duas vezes. Triste, chato, mas fazer o quê?

Essas duas amizades perdidas nestes cinco anos me fizeram falta, lamentei. Mas no lugar delas conquistei pelo menos outras duas amizades novas, sinceras e desinteressadas.

Deus dá o frio conforme o cobertor, minha conterrânea...