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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Belém, uma doce lembrança do que já não existe mais

Sempre achei que ser paraense é parte do que tenho de melhor. Muito do que sou e do que gosto em mim tem impressões dessa terra.

Mas nas últimas vezes que estive em Belém volto angustiada por ver que ela está ficando cada vez mais distante do que o meu ufanismo saudoso me faz ter orgulho.

O caos e a desordem tomaram conta de cidade numa proporção assustadora. As pessoas não respeitam as leis de trânsito, os clientes, os passageiros dos coletivos.

Ao chegar do Marajó, dois taxistas foram pra disputa física dentro do Terminal Hidroviário, assustando turistas que ali estavam. O taxista que nos levou - que não era um dos brigões - nos fez pagar quase o dobro do que seria a corrida porque não ligou o taxímetro e só vimos na chegada, pois estávamos distraídos vendo a Belém histórica. Eu não pagaria, mas o Mário optou por fazê-lo para evitar confusão.

Um vendedor ambulante me cobrou duas vezes algo que paguei mesmo eu insistindo já ter pago e tendo feito olhando nos seus olhos. Tirei por menos, paguei duplamente pra seguir sem aborrecimento.
Fomos roubados numa festa porque "parecíamos de fora", disseram alguns especialistas no local.

Vimos minha mãe assustada e querendo passar o reveillon em casa por causa do trauma do assalto que sofreu na véspera.Várias vezes precisamos nos esquivar dos sacos de lixo nas calçadas, depositados pelos cidadãos que deveriam cuidar dessa cidade.

Dirigíamos apavorados com medo que um dos loucos que avançam sinal ou andam na contramão (em Ananindeua tem um monte) batesse no carro que um amigo generosamente nos emprestou.

Foram dias gostosos, cheio de amor, mas tensos, tendo que nos esquivar da irresponsabilidade e má fé o tempo todo. Férias não deveriam ser assim, né?

Os sabores, a cultura, as gargalhadas e o amor à família e aos amigos tendem a ficar cada vez mais distantes. Cada vez que venho, penso em demorar anos pra voltar. E, sim, isso me dói muito.

E não venha me dizer que todo lugar é assim. Todo lugar não é minha terra natal, todo lugar não é pra onde eu quero voltar em paz.

Em tempo: o Marajó continua perfeito. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mutirões carcerários no Pará e no Mato Grosso começam em agosto

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai realizar, no período de 4 a 29 de agosto, dois mutirões carcerários simultâneos, no estado do Pará e no de Mato Grosso, onde serão fiscalizadas as condições de encarceramento e a tramitação dos processos de condenados e de presos provisórios (ainda não julgados).

As equipes dos dois mutirões foram instituídas pelas portarias de número 85 e 86, assinadas pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), publicadas em 27 de junho no Diário da Justiça Eletrônico (DJe). As atividades serão executadas pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), do CNJ.

Cada equipe terá um magistrado coordenador designado pelo CNJ. No Pará, será o juiz Eduardo Lino Bueno Fagundes, que pertence ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR). No Mato Grosso, o juiz Albino Coimbra Neto, do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul (TJMS).

Os trabalhos serão realizados em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso (TJMT). Ao final, serão elaborados relatórios com recomendações às autoridades dos dois estados para a solução das deficiências identificadas.

Agência CNJ de Notícias

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tribunal de Justiça do Pará ganha prêmio do CNJ por prática em conciliação

“Foi uma alegria enorme receber um reconhecimento dessa natureza do CNJ, sobretudo, porque estamos falando de execução fiscal, uma das áreas com o maior congestionamento de processos nos Tribunais”.

A declaração foi da juíza paraense Kédima Lyra, coordenadora do projeto de Conciliação em Execução Fiscal, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, vencedor da Menção Honrosa na categoria Tribunal Estadual da quarta edição do Prêmio Conciliar é Legal, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça às práticas jurídicas que contribuem para fortalecer a pacificação por meio do Poder Judiciário.

O projeto Conciliação em Execução Fiscal do TJPA esteve entre as 17 práticas premiadas na tarde de ontem (16/6), durante a 191ª Sessão Ordinária do Plenário do CNJ e última presidida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que está se aposentando ainda neste mês.

Com três Semanas de Conciliação realizadas em um ano, as taxas de êxito de conciliação do projeto paraense foram de 90% em junho de 2013, de 91% em setembro de 2013 e de 98% em maio passado.

Lançado pelo CNJ em 2010, o Prêmio Conciliar é Legal homenageia magistrados e servidores das Justiças Federal, Estadual e do Trabalho, além de boas e inovadoras ações criadas no âmbito da Justiça para o aprimoramento dos métodos de solução de conflitos e pacificação social. Neste ano, foram contempladas práticas relacionadas à Justiça Consensual, Sociedade mais Satisfeita e Harmonizada e Eficiência das Estruturas da Conciliação e Mediação.


A presidente do TJPA, desembargadora Luzia Nadja Guimarães, e a juíza Kédima Lyra, exibem a premiação recebida pelo CNJ / Foto: Gil Ferreira/Secom CNJ


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Parabéns aos 111 jornalistas paraenses que optaram por um Sindicato Pra Lutar

Eleição sem disputa é eleição vazia. Não há críticas.
E sem críticas, tudo tende a seguir do jeitinho que está.

Os corajosos jornalistas que montaram a Chapa 2 - Sindicato é pra Lutar para disputar as eleições para o Sindicato dos Jornalistas do Pará, cuja votação ocorreu ontem (11/06), prestaram um grande serviço a toda nossa categoria. Pois movimentaram as redações, as assessorias, as redes sociais e os bate-papos dos botecos. 

Com propostas inovadoras como gestão colegiada, independência dos Conselhos de Ética e Fiscal, criação de delegado sindical nos interiores e uma postura muito mais combativa, os colegas da Chapa 2 deixaram claro que tinham um outro projeto para o Sinjor-PA. Estavam ali representando uma parte da categoria que não aceita mais um Sindicato mobilizado apenas para notas de repúdio, ações para apagar incêndio e festas de final de ano - e que a disputa eleitoral mostrou a que preço institucional elas são feitas. 


Eles mostraram que parte da categoria queria voltar a ter um papel de protagonismo como agente político na sociedade, promovendo e debatendo temas tão atuais e necessários, como a democratização da comunicação, o papel da mulher e ampliação das políticas afirmativas. 

Por isso, quero parabenizar todos os integrantes da Chapa 2, que se dispuseram a entrar na disputa e a promover esse importante momento para os jornalistas do Pará, tendo que suportar acusações levianas, ataques infantis, egos inflados e siricuticos de quem não entende que disputa política não tem absolutamente nada a ver com ataque pessoal. Que ser oposição e ter discordância de ideias e métodos faz parte do processo democrático.

Graças a vocês, o Sinjor teve que tornar transparente algumas relações viciosas, como a com a Federação da Agricultura do Pará (FEAPA). Graças a vocês pessoas que antes eram vistas como grandes lideranças se mostraram sem condições emocionais para tal. Graças a vocês nossos colegas do Pará puderam reacender a chama do bom combate com disputa de ideias.

Apesar de algumas figuras terem tentado tumultuar o clima com textos inflados de "eleição de lama"**, ver os colegas debater ideias e propostas como não se via desde o início dos anos 2000 no Pará foi, sim, bonito de se ver. Só não gostou quem tem dificuldade em lidar com o contraditório.

Parabéns a todos os colegas que votaram na Chapa 2. Que optaram pelo voto consciente, que entendem que Sindicato não é clubinho de amigos, nem balcão de brindes ou favores. Um Sindicato é pra defender os interesses de sua categoria e incansavelmente lutar por avanços de conquistas e direitos. Doa a quem doer.


E, por fim, quero desejar uma grande gestão à nova diretoria do Sinjor. Que todas as propostas consigam ser efetivadas e, principalmente, que os nomes que se apresentaram na Chapa estejam realmente dispostos a assumir tarefas no dia a dia, para que as trabalhadoras Roberta, Sheila, Priscila, Enize, Eliete e Jeniffer não fiquem sobrecarregadas mais uma vez. Que personalismo suma.

O Sindicato dos Jornalistas do Pará não há de ser o mesmo depois dessa eleição. Não mesmo.
Parte dos integrantes da Chapa 2 - Sindicato é Pra Lutar


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**O processo eleitoral teve, sim, seus percalços porque sempre há quem cometa excessos num processo desse. Infelizmente. Mas nada comparado aos exageros que vi em certas postagens por aí.




sexta-feira, 6 de junho de 2014

CNJ arquiva processo administrativo disciplinar contra magistrada do Pará

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, pelo arquivamento de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto em 2013 contra a juíza Sarah Castelo Branco, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). A magistrada era investigada por suposta conduta negligente em relação a processos sob sua guarda.

O processo apontava indícios de que a juíza teria informado erroneamente o cumprimento da Meta 2 de 2009, do CNJ, pela 1ª Vara Penal Distrital de Icoaraci/PA, embora ainda restassem 172 processos pendentes de julgamento. A meta determinava aos tribunais a identificação dos processos mais antigos e a adoção de medidas concretas para o julgamento de todos os processos distribuídos até 31 de dezembro de 2005.

De acordo com o relator do processo, conselheiro Paulo Teixeira, a falta de apreciação dos processos restantes foi provocada por falhas na ferramenta de acompanhamento dos processos incluídos na Meta 2. “O que se verifica, pelo que consta nos autos, foi o fornecimento, pelo tribunal ao qual a requerida é vinculada, de ferramenta para acompanhamento dos processos incluídos na Meta 2, que, posteriormente, se revelou insuficiente para tanto”, apontou o conselheiro.

O Plenário também acompanhou o entendimento de que a falha no sistema para acompanhamento da Meta 2 e posterior identificação de outros processos, sob responsabilidade da magistrada, correspondentes aos objetivos da meta não configuram irregularidade na promoção da juíza. Segundo os autos, a magistrada foi removida da 1ª Vara Penal do Distrito de Icoaraci para a 6ª Vara penal do Juízo Singular, na comarca de Belém, em 2010, pelo critério de antiguidade.

Sarah Barros / Agência CNJ de Notícia

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Filhotes. Nunca é demais lembrar.

O alerta é a da jornalista Dora Kramer, em sua coluna ontem, no jornal O Estado de São Paulo. Eu endosso.
 
Filhotes
 
Protocolar no jantar oferecido a ela pelo PMDB, a presidente Dilma Rousseff não teria como fugir de desejar “boa sorte” aos filhos de Jader Barbalho, Romero Jucá, Renan Calheiros e Edison Lobão, candidatos aos governos dos Estados onde os pais têm seus feudos.
 
Já os respectivos eleitorados não estão obrigados a seguir liturgias. Livres para se guiar pela sabedoria popular: quem sai aos seus não degenera. Para o bem e para o mal.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nos porões das redações do Pará

“Minha mãe sempre me ensinou que quando perdemos nossa capacidade de nos indignar, deixamos se esvair o sentido de existir. Carrego isso comigo onde quer que eu vá. Jamais imaginei que teria que lembrar tantas vezes dessa frase durante a vida profissional. Fato.

Logo no primeiro semestre do curso de Jornalismo consegui uma vaga para estágio na assessoria de imprensa da Polícia Militar, em 2008. Desde então, não parei mais de atuar na área. Em seguida fui convidada a reportar em um programa policial do grupo RBA. Para concretizar minha contratação, busquei inúmeras alternativas para me registrar, inclusive o Sindicato dos Jornalistas (2010). Sem o registro, a formalização do emprego era adiada e, enquanto isso, passei dias que não desejo a nenhum colega de profissão. Foram dias difíceis, de trabalho ininterrupto, sem descanso, afinal o tempo dedicado ao ensino superior, muitas vezes, foi o único que tive para me recuperar de uma jornada tripla de trabalho para produção de matérias televisivas.

Foram horas a fio pelas vielas e becos da cidade acompanhando a polícia em condições precárias. Eu e meus companheiros trabalhávamos arriscando nossas vidas, com coletes balísticos vencidos, sem ajuda de custo para alimentação, às vezes até combustível. E ainda tínhamos que conviver com o famoso assédio moral, que insiste em rondar a nossa categoria. Foram quase dois anos, até que em dezembro de 2011 o grupo assinou minha carteira como locutora/ entrevistadora, embora eu jamais tenha entrado em um estúdio de rádio da empresa.

Otimista, acreditei que as coisas melhorariam. Mas o assédio moral ganhou novas faces, presenciei colegas derramarem lágrimas após terem suas horas extras rasgadas na frente de todos dentro da redação. Sem escala fixa, nos desdobrávamos para descansar nas poucas horas entre uma jornada de trabalho e outra. Éramos obrigados a abrir mão de folgas para cobrir a falta de mão de obra, viajávamos quase sempre sem ganhar diária ou ajuda de custo. Salários miseráveis, trabalho alusivo à escravidão e quem ainda conseguia um segundo emprego tinha que pagar para não ser escalado em horário incompatível.

No último dia 15 de maio fez um ano que eu e dois colegas fomos enviados para Maracanã, município do nordeste paraense - pra ser mais exata, no quilômetro 25 da PA-127. Lá, registramos a história de um pai que vivia maritalmente com a filha mais velha e com ela teve outros seis filhos. Acompanhamos com exclusividade a prisão do idoso que, supostamente, já abusava sexualmente das filhas-netas. A matéria teve repercussão nacional e quem pode assistir o que registramos jamais imaginaria que saímos da capital paraense com o carro quase na reserva de combustível, sem dinheiro para o almoço. Enquanto os diretores eram parabenizados pelo feito jornalístico, nós tentávamos organizar o orçamento para pagar o cartão de crédito do motorista que teve que abastecer o carro o pagou o almoço e o jantar.

Eu recebia R$ 859, com descontos, me restava um salário mínimo para sustentar meu filho e arcar com exigências da empresa como estar sempre com as unhas feitas ou evitar repetir roupas. Sem nenhum glamour, fui uma repórter de TV que teve que engolir a escabrosa sugestão de um aborto para não atrapalhar o andamento de um programa com a minha ausência. Por falar em maternidade, a referida empresa não me deu nenhum tipo de apoio neste período. Como se não bastasse, fui demitida exatos 30 dias depois de um procedimento cirúrgico para retirada de um câncer em estado inicial no colo do útero.

Histórias como a minha ainda se repetem. Eu lutei por meus direitos sozinha, reivindiquei até o alto escalão da empresa e por isso fui demitida sem justificativa. Meu chefe não teve a hombridade de me comunicar, então um colega no corredor o fez.

Jamais me omiti, procurei ajuda por diversas vezes junto ao Sindicato dos Jornalistas do Pará e acreditei que após lutarmos juntos durante a greve dos jornalistas do Diário do Pará e DOL eu receberia algum tipo de assistência. Não aconteceu.

Estou expondo minha história sem demagogia. Acredito que, assim, posso evitar que outros profissionais passem por este tipo de atrocidade. Nós temos valor, fazemos um trabalho intelectual e precisamos ser representados à altura. Precisamos de cobrança, fiscalização constante e, principalmente, sensibilidade de nossa entidade de classe. Precisamos da mudança proposta pela Chapa 2. Eu sou jornalista e mereço mais, todos nós merecemos.”

- Rafaela Collins hoje conclui o curso de jornalismo na Faculdade do Pará (FAP) e recentemente foi aprovada em letras - português e libras, na Universidade Federal do Pará. É jornalista profissional registrada pelo Ministério do Trabalho em 2013. Está desempregada.


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Compartilho este depoimento aqui porque ele me tocou profundamente.
A história dessa moça precisa rodar o Brasil. O país precisa saber o que esse sanador faz com seus trabalhadores. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

CNJ abre processo para investigar desembargadoras do Pará

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu ontem (19) processo disciplinar para apurar a conduta das desembargadoras Vera Araújo de Souza e Marneide Trindade Pereira Merabet, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O CNJ vai apurar indícios de que as magistradas favoreceram uma quadrilha que aplicou um golpe no Banco do Brasil, no valor de R$ 2,3 bilhões.
  

Em 2011, a Juíza Vera Araújo autorizou o bloqueio de R$ 2,3 bilhões de uma conta do BB em favor de uma pessoa física, por entender que o titular da conta-corrente tinha direito ao valor depositado. Os advogados do banco recorreram da decisão e informaram que se tratava de golpe. O recurso foi analisado pela magistrada Marneide Trindade, que rejeitou o pedido de desbloqueio. Segundo ela, o banco não comprovou a origem do dinheiro. No CNJ, a então corregedora Eliana Calmon determinou o desbloqueio da decisão em favor do BB.
    

A maioria dos conselheiros seguiu voto do corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão. Segundo o corregedor, as magistradas foram parciais nas decisões. “Diante de todos os elementos colacionados no presente expediente, voto pela instauração de processo administrativo disciplinar contra as desembargadoras Vera Araújo de Souza e Marneide Trindade Pereira Merabet, em razão da existência de graves indícios do cometimento de falta funcional pelo descumprimento do comando contido nos artigos do Código de Ética da Magistratura, notadamente aqueles relativos à independência, imparcialidade, integridade profissional e prudência”, decidiu Falcão.

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Texto: Agência Brasil

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Paraenses, fujam todos enquanto é tempo

Parceria de longa data esta aí: Jatene e Mário Couto.

O problema são as alternativas: Família Barbalho e Duciomar Costa.

Paraenses, fujam todos para as colinas!



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Concurso escolherá a marca do maior Congresso de Comunicação do Norte

Em maio de 2014, a Universidade Federal do Pará (UFPA) sediará o XIII Congresso de Ciências da Comunicação da Região Norte, o Intercom Norte 2014. O evento faz parte do calendário da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares daComunicação –Intercom, que realiza todos os anos 5 congressos regionais – um em cada região do país – e um congresso nacional.

Voltado para pesquisadores, profissionais, docentes e estudantes de comunicação, os Congressos da Intercom têm o objetivo de fortalecer os estudos na área de Comunicação em todo o país, estimulando principalmente a participação de alunos de graduação da área.

Para dar início a um cronograma de atividades que antecederá o Intercom Norte 2014, a Comissão Organizadora do evento lança o edital do Concurso para seleção da marca do congresso regional, que será realizado no campus da UFPA em Belém, de 01 a 03 de maio.

Com o concurso, a organização do evento pretende não apenas selecionar e premiar a marca que represente a identidade do congresso na região, mas estimular a participação de alunos de graduação e pós-graduação em Comunicação da Região Norte no evento, desde a sua concepção.
Além de abusar da criatividade, os participantes do concurso deverão ter como base para concepção da marca o tema dos eventos da Intercom em 2014: Comunicação: Guerra & Paz - Convencer e Conviver – 100 Anos dePublicidade, Propaganda, Relações Públicas.
Os candidatos deverão submeter suas propostas de marca até o dia 10 de dezembro de 2013, de acordo com as condições e orientações previstas no Edital. Poderão participar do concurso alunos de graduação ou egressos dos cursos de Jornalismo; Publicidade e Propaganda; Relações Públicas e Comunicação Organizacional; Cinema e Audiovisual; Multimídia; Rádio e TV; Design Gráfico e estudantes de pós-graduação ou egressos da área de programas de Comunicação. Os inscritos devem ser alunos ou egressos oriundos de Instituições de Ensino Superior (IES) da Região Norte. 

O anúncio do vencedor será no dia 11 de dezembro e este poderá escolher entre uma passagem (ida e volta) para Belém (PA) para participar INTERCOM NORTE 2014 ou uma passagem (ida e volta) para participação no INTERCOM NACIONAL 2014, que acontecerá em setembro de 2014, em Foz do Iguaçu (PR).
Vale ressaltar que a UFPA sediou o Intercom Norte em 2007 e que o evento contou com cerca de 1500 participantes, o maior público já registrado até hoje na história dos Congressos Regionais da Intercom no Norte do Brasil.

Clique aqui para ver o edital do concurso e participe!

Texto: Coordenação Intercom-Norte

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ainda nos falta tanta consciência de classe...

O que é a ignorância de um povo...

Um incêndio é e sempre será uma tragédia. Sobretudo, quando se trata de um de grandes proporções, como no caso do que houve nesta madrugada em Ananindeua (PA), no mega supermercado do milionário Grupo Líder. Não houve vítimas fatais, mas sempre há o abalo de quem trabalha no local. Ok, isso todo mundo entende. Até a minha filha de 10 anos de idade.

Porém, durante toda esta manhã, vi nas redes sociais pessoas lamentando (também em comentários de posts de amigos) como se tivessem perdido um parente, como se o seu próprio patrimônio estivesse ruindo com as chamas do Líder. "Pena, era o melhor supermercado daqui", "Meus olhos enxeram de lágrimas quando passei no ônibus e vi aquilo". 
Fotos: site Ache Belém

Caros, a menos que o incêndio tenha sido criminoso, provavelmente o Líder Ananindeua pegou fogo por falta de prudência e cuidados necessários de seus proprietários com a segurança do prédio. Ou seja, vocês que choram e lamentam  com o fogo no império, saibam que suas vidas corriam risco cada vez que iam lá gastar seus suados dinheirinhos. 

Chorem, mas o façam de alívio por não estarem lá na hora da tragédia ou de indignação pelo que esse Grupo, que ganha milhões de nosso povo, faz com seus trabalhadores.

Lembram que neste ano os empregados do Grupo Líder entraram em greve, por quase uma semana, denunciando as péssimas condições de trabalho, os baixos salários e a falta de garantia de uma série de direitos trabalhistas? Pois é...

Tenhamos consciência de classe, meu povo!

Trabalhadores do Líder em greve, meses atrás, fecharam a Doca, umas das principais avenidas de Belém


domingo, 17 de novembro de 2013

Pará treme em São Paulo. Mas é de tremer mesmo essa cara de pau

Isso não tem defesa.
Maior projeto cultural do Governo do Pará, comandado pelo PSDB, o Terruá Pará, viaja o Brasil com recursos públicos pra fazer apologia ao tucanato?

É muita cara de pau. Sou entusiasta e admiradora do Terruá, mas não tem como defender uma preseparada dessa. Poderia ser qualquer outra ave da região.

Além da questão política, o mal gosto é gritante. Justo o Terruá, que sempre primou por uma bela cenografia...

Afff! #vergonhaalheia


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A diferença entre temer e mentir para proteger o ser temido

Eu não me sinto capaz de julgar ninguém por não ter aderido à Greve Diário do Pará e DOL. Acho que quem agiu assim deve ter seus motivos muito particulares.

Agora, uma coisa é o sujeito decidir que não quer contribuir com os colegas a lutar pelo aumento de seu próprio salário, nem por melhores condições de trabalho. Outra coisa bem diferente é o sujeito BOICOTAR a luta coletiva dos colegas, protegendo o patrão e, pior, MENTINDO sobre a realidade dos que estão tendo a CORAGEM de dar a cara a tapa e arriscar o próprio pescoço em nome de uma causa coletiva. Causa que envolve, inclusive, os sujeitos que protegem e mentem pelos patrões.

Eu, sinceramente, não vejo como grande problema os 5 ou 7 gatos pingados - sim, porque os verdadeiros gatos pingados estão lá nas redações do Jader - que resolveram furar greve.
Pra mim, problema mesmo são os mentirosos que prejudicam os colegas de lida diária para defender empresários e políticos corruptos.

Isso é digno de repulsa!



Repórteres exibem seus contra cheques e mostram que a reslaidade é bem difenrente da anunciada na imprensa nacional por um alguns diretores do jornal, de que a média salarial na casa é de R$ 2.600,00





Família Maiorana tenta usar a greve dos jornalistas do Diário e DOL como palanque para seus aliados políticos

Lamentável essa nota do jornal O Liberal, de hoje. Estão tentando fazer política rasteira com a luta digna dos trabalhadores em Greve Diário do Pará e DOL.

A nota desmerece a capacidade dos colegas ao tentar desqualificar o Diário do Pará como "jornaleco" e "diário de mentiras". 

Esse comportamento dos Maiorana é tão repugnante e mesquinho quanto a intransigência dos Barbalho em não negociar e respeitar a categoria.

A luta por respeito, dignidade e condições de trabalho dos colegas do Diário do Pará e do Diario Online não merece ser usada como palanque político por oportunista nenhum. Muito menos nas palavras de um jornalista, que suponho ser quem escreve as notas para a tão lida e conceituada coluna Repórter 70.


#JornalistaValeMais




domingo, 22 de setembro de 2013

E agora, Partido dos TRABALHADORES?

Há alguns meses, uma ala dentro do Partido dos Trabalhadores no Pará, liderada pelo ex-deputado federal Paulo Rocha, tem se empenhado na missão de convencer a maioria dos filiados de que, no próximo ano, o número 13 não deva estar entre as opções dos eleitores para as eleições a governador do estado. Paulo Rocha e seu grupo querem que o PT abra mão de um candidato próprio a governador do Pará, para ser vice de ninguém menos que Helder Barbalho, filho do todo poderoso senador Jader, tão famoso nacionalmente pela sua habilidade política quanto, digamos, traquina.

É claro que a tentativa de Paulo Rocha, amplamente apoiada por nomes como Carlos Bordalo (deputado estadual) e Beto Faro (deputado federal), não passaria facilmente. É fato que o PT de agora está longe de ser o partido cheio de ideologias do passado, mas não chega ao cúmulo de ser composto apenas por gente que só quer saber de cargo a qualquer custo. Ainda há um amplo grupo resistindo em defesa da candidatura própria, no estilo "Se tivermos que perder, percamos, mas faremos o bom combate. Disputaremos com dignidade".

Quem é do Pará sabe o quão nocivo foi para a gestão petista de Ana Júlia (2007-2010) a coligação siamesa que foi feita com o PMDB de Jader. Alguns secretários de Ana Júlia lutaram, tentaram, mas Jader corroeu por dentro e o resultado todos conhecem. Por sinal, vale lembrar, que até no processo de reeleição de Ana, a insistência da ala petista-puxa-saco-de-Jader teve seu papel importante na derrota do PT. Paulo Rocha exigiu que a então Coligação Acelera Pará não tivesse um segundo candidato ao Senado, mesmo que a coligação fosse composta por mais de 10 partidos, muitos dos quais com nomes para indicar. O ex-deputado federal e candidato a senador insistia na dobradinha oficiosa com (seu líder?) Jader Barbalho. E assim foi feito, afinal, ele tinha maioria dentro do Partido.
É claro que os partidos aliados da Coligação não gostaram nada disso e o resultado foi a saída dos mesmo da campanha. Coligados sim. Engajados, não!

Bom, eu estou dando essa pequena volta para chegar finalmente onde pretendo. Se ainda com todo esse histórico, alas do PT insistem no apoio aos Barbalho, eu quero muito saber qual a posição desses senhores, lideranças do Partidos dos Trabalhadores no estado, agora, que os jornalistas do Diário do Pará e do Diário Online expuseram para o Brasil as vísceras do poderoso grupo de comunicação do senador.



Há mais de uma semana, os bravos colegas dos dois veículos iniciaram uma mobilização - como parte da campanha do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Jornalista Vale Mais - na qual exigem do grupo condições mínimas de trabalho e pagamento do piso salarial. Vejam bem: a situação desses trabalhadores é tão grave, que eles não estão pedindo ganhos. Estão querendo o básico, aquilo que todo empresário deve garantir a seus trabalhadores. O caso do grupo Diário é ainda mais emblemático por ser de posse de um senador da República.


Jornalista do grupo exibe a tabela salarial paga por Jader Barbalho, muito abaixo do piso


Eliete Ramos mostra as marcas da agressão
O grupo se recusa em negociar, não aceita receber o Sindicato e a intransigência resultou numa greve. Greve histórica e que está recebendo apoio de todo o Brasil. Sindicatos de Jornalistas de todo o país já emitiram nota de apoio e nas redes sociais a campanha em defesa dos colegas não para de crescer. 

Mas o desrespeito ao direito dos trabalhadores é tão grande que já há jornalista demitido como represália pela organização do movimento e dirigente sindical agredido. A diretora do SINJOR-PA Eliete Ramos já denunciou à Polícia a agressão que sofreu na porta do jornal.


E agora, PT, vocês realmente vão insistir que esses são os melhores aliados, em detrimento dos maiores e históricos aliados do Partido, os trabalhadores? 

Espero a resposta na prática.

Jornalista demitido do Diário do Pará por greve, fala dos abusos do poderoso grupo

Veja a entrevista de Leonardo Fernandes, jornalista do jornal Diário do Pará demitido há uma semana, como represália pela sua participação na mobilização dos trabalhadores pela garantia de seus direitos.

Para saber mais sobre a histórica greve nas redações do poderoso grupo de comunicação de Jader Barbalho, acompanhe a fanpage do movimento.

Greve Diário do Pará e DOL




 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jornalistas de uma das maiores redações do Norte param em greve histórica

Trabalhadores do Diário do Pará, grupo de Jader Barbalho, reivindicam o estabelecimento de um piso salarial mais justo, implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e pagamento de hora-extra, entre outros direitos
Eu poderia comentar essa notícia com muito orgulho, pela capacidade e força de mobilização dos meus colegas. Mas confesso que, apesar delas, no fundo, sinto é tristeza e revolta de ver que um grupo de comunicação de posse de um senador da República precisa chegar ao extremo de uma greve para reconhecer direitos básicos de trabalhadores, como o pagamento do piso salarial.
Nós, jornalistas, quase nunca somos notícia. E quando a somos, é porque fomos vítimas de nossas pautas: agressões em protestos, traficantes que nos descobriram numa cobertura, político que mandou nos executar por vingança de uma denúncia. Nossas dores diárias nunca são notícia. A sociedade não imagina que por trás do glamour do jornalismo, somos mal pagos, contratados de forma precária, não temos plano de carreira e, raras vezes, temos plano de saúde e ganhamos adicionais noturno ou de periculosidade.
Muito corajosa a luta que os colegas de Belém estão travando na campanha Jornalista Vale Mais, iniciada pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR), e que no último mês realizou atos em frente a redações de jornais e emissoras de televisão. Já há demitidos no Diário do Pará em retaliação ao movimento, mas eles seguem firmes e chegaram hoje à paralisação.
É isso aí, galera! Parabéns pela coragem de lutar por vocês e por toda uma categoria que, historicamente, aguentou calada tantas dores. 

Informações oficiais sobre a greve podem ser encontradas na fanpage do movimento: https://www.facebook.com/grevediarioedol

Carta aberta à direção do grupo RBA de Comunicação
Nós, jornalistas do Diário do Pará e do Diário Online (DOL), com o apoio do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor), declaramos à direção do grupo RBA de Comunicação que estamos em franca campanha por melhores condições de trabalho, remuneração, pelo fim da superexploração da nossa mão de obra, da intimidação e assédio moral que enfrentamos diariamente. Exigimos a abertura imediata das negociações entre a direção desta empresa e seus trabalhadores para a avaliação da nossa pauta de reivindicações, anexa a esta carta. Também exigimos a imediata interrupção dos processos de demissão em curso e todo tipo de retaliação a funcionários que se manifestam a favor de melhores condições trabalhistas.
Informamos aos diretores desta empresa e a todos os colegas jornalistas, de todos os veículos de comunicação do Pará e do Brasil, que não ficaremos mais calados diante de todas as atrocidades que enfrentamos para realizar nosso trabalho. Nenhum de nós se conformará com um salário líquido que não chega a mil reais, com as frequentes horas extras nunca pagas, com cadeiras e computadores sucateados, que prejudicam nossa saúde com cada vez mais gravidade, com a falta até mesmo de água potável na copa e de papel higiênico nos banheiros.
Nenhum de nós reproduzirá novamente o discurso de que “é normal o jornalista trabalhar muito e ganhar pouco”. Uma miséria, na realidade. Não é normal! Não deixaremos mais que nosso sofrimento como trabalhadores seja ocultado por todos os prêmios conquistados a duras penas e que fazem o Diário do Pará se autointitular como “o jornal mais premiado do mundo”. Estamos aqui para denunciar que essas conquistas se devem ao suor de homens e mulheres que sequer ganham o bastante para se alimentar com decência todos os dias do mês. Tampouco deixaremos que a ameaça de demissão e o assédio moral voltem a calar qualquer um de nós.
Com o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor) em nossa retaguarda, denunciaremos toda tentativa de desrespeito à nossa dignidade como seres humanos e trabalhadores. Defenderemos aguerridamente todas as reivindicações contidas em nossa pauta e não arrefeceremos nem nos intimidaremos até que haja uma negociação efetiva entre a direção desta empresa e seus funcionários, com ganhos reais para nossa categoria. Usaremos de todos os instrumentos trabalhistas, políticos e jurídicos para que nossa causa nunca mais volte a ser ignorada.
À sociedade em geral, que diariamente consome a informação que nós produzimos, reafirmamos o compromisso com a qualidade do nosso trabalho, porque entendemos que a informação séria, produzida com responsabilidade, é a base para a sociedade democrática que todos desejamos construir. Conclamamos a todos os colegas de profissão, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e sindicais para que nos ajudem a ampliar nossa voz diante de todas as mazelas aqui expostas. Queremos que a família Barbalho entenda que o compromisso com a informação de qualidade não pode ser menosprezado e, com isso, se disponha a garantir um mínimo de condições decentes para que seus funcionários cumpram com sua função social de informar bem a nossa população.
Pauta de reivindicações dos jornalistas do Diário do Pará e do Diário Online (DOL)
1 – Piso salarial de R$ 1.908,25 para todos os jornalistas que trabalham no jornal Diário do Pará e no Diário Online, lotados nas funções de Repórter, Repórter Fotográfico, Produtor, Webjornalista, Diagramador, Ilustrador e Multimídia. Com progressão a cada ano de trabalho efetivo, partindo da categoria A à categoria C.

2 – Queremos o estabelecimento de um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), com estabelecimento de categorias A, B e C para todas as funções referidas no item anterior.


3 – Incluir editores do Diário do Pará e coordenadores do Diário Online no Acordo Coletivo 2013, estabelecendo piso salarial para tais categorias com acréscimo de 40% sobre o piso salarial de repórter.


4 – Instituir o tíquete-alimentação de R$ 253,25. Esta é a estimativa da cesta básica deste ano feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese.


5 – Reintegração ao quadro de funcionários da empresa do repórter Leonardo Fernandes, lotado no caderno Você do jornal Diário do Pará. Esta comissão de jornalistas considera que a demissão do funcionário é uma clara retaliação a nossa iniciativa de reivindicar melhorias salariais e em nossas condições de trabalho.


6 – Propomos uma avaliação dos dados do quadro funcional do Diário do Para e do Diário Online nos últimos 12 meses para saber se foram feitas todas as reposições dos postos de trabalho ou se está havendo sobrecarga de atividades aos jornalistas e estagiários que trabalham na empresa.


7 – Manifestamos nosso desejo de que seja incluído no acordo coletivo o início de uma discussão com a direção do jornal para a construção de uma proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) como forma de recompensa pela nossa participação nos lucros da empresa.


8 – Também queremos que a empresa reinstitua o pagamento de biênio em percentuais de reajuste que diferenciam o salário dos novatos para os mais experientes que o Diário do Pará já pagou para seus funcionários como política de incentivo.


9 – Propomos a participação dos funcionários na implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) que será implantado no grupo RBA.

10 – Igualar as remunerações de quem trabalha no interior do Estado com quem trabalha em Belém.

11 – Equipamentos de segurança para todos os jornalistas que fazem cobertura policial, incluindo os que cobrem somente em escalas.

Trabalhadores do Diário do Pará e Diário Online (DOL)
Belém, Pará, 18 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

"Animador de auditório" da TV Record do Pará pratica assédio moral com jornalistas da emissora e ainda quer ser deputado

No Pará, a TV Record não quer pagar o piso salarial, expõe seus jornalistas a situações de perigo e ainda permite que um "animador de auditório" - que não é jornalista, mas apresenta um programa jornalístico - cometa assédio moral a jornalistas diplomados na redação.

Lamentável!

Vejam abaixo a denúncia feita pela jornalista Franssinete Florenzano em seu blog Uruatapera


TV Record Belém: situação insustentável

O clima está lamentável na TV Record Belém. Dia desses, o apresentador do programa Balanço Geral, René Marcelo, que não é jornalista e está em Belém há três anos, entrou na redação e gritou para quem quisesse ouvir: “Sindicato é coisa de baderneiro,  só dá  maconheiro nisso; vocês já sabiam quanto iam ganhar quando vieram trabalhar aqui, não entendo por que agora querem fazer confusão e paralisação, isso não vai dar em nada,  jornalista é pobre mesmo”, em alusão aos salários aviltantes que, em muitos veículos, é de R$ 700 para repórteres, por exemplo, o que vem sendo denunciado pelo movimento “Jornalista vale mais”.

René foi surpreendido com a reação dos profissionais na redação: “É muito fácil falar, quando se ganha R$50 mil no dia 15 e mais R$50 mil  no dia 30 de cada mês! Você não sabe o que é colocar cinco jornais no ar; afinal, você chega e já está tudo pronto.” 

René Marcelo é de Limeira, interior de São Paulo, veio para o Pará apresentar o Balanço Geral e nos bastidores fala sem cerimônia pelos corredores, estacionamento e camarim que não suporta Belém, menospreza com piadinhas de mau gosto os times de futebol paraenses e diz que só está aqui para ganhar dinheiro. René também não recebe, nem fala com os telespectadores que vão até a porta da emissora cumprimentá-lo ou pedir uma foto. Recentemente, tratou com descaso a tentativa de homicídio do apresentador Raphael Polito, a quem se dirige como ‘amigo-irmão’ em todos os programas da casa: “por causa de medinho, vai agora ferrar a vida de todos?”, fazendo referência ao dia em que ele, René, precisou apresentar o "Cidade Alerta", contra sua vontade, já que Polito passou a tarde na delegacia prestando depoimento.

Mas René se diz cidadão paraense e vai se candidatar a deputado estadual ano que vem, confiante na influência da Igreja Universal e no alcance de sua imagem na TV.

Esperemos que a direção da TV Record Belém receba o Sinjor-PA e estabeleça piso salarial digno. A reivindicação é justa, legítima e legal.


ATUALIZAÇÃO: a diretoria da TV Record Belém está pressionando e ameaçando retaliar uma produtora que nem conheço, achando que ela é a minha fonte de informações. Como se o René Marcelo não tivesse gritado tudo aquilo numa redação lotada! Absurda a atitude da diretoria da TV Record!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sindicato dos Jornalistas do Pará realiza mobilizações pelo piso salarial para jornalistas



O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) realizou, ontem (3/9), ato público em frente ao prédio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Belém (SRTE), durante as duas audiências de conciliação marcadas entre representantes do jornal Diário do Pará e do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Pará (Sertep). O objetivo foi chamar a atenção da população contra a intransigência na patronal em negociar o piso salarial e o acordo coletivo. A categoria contou com o apoio do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/PA), Martinho Souza, e também do Sindicato dos Urbanitários do Pará.

Esteve presente apenas o representante do Diário do Pará, que mais uma vez rejeitou a proposta do Sinjor-PA, de um piso salarial de R$ 1.900,00 para os jornalistas, enquanto que o Sertep não enviou nenhum porta voz.

A interlocutora do Diário do Pará afirmou que a empresa reajustou em 7% os salários de abril, o que causou estranheza ao Sinjor. Em junho, a empresa fez proposta em audiência no Ministério Público para pagamento do percentual em parcelas.

Diante de mais este impasse, o Sinjor-PA solicitou nova reunião com o Diário do Pará nesta quinta-feira, 5, às 9h, na sede da empresa. Neste dia, haverá ato público em frente à TV RBA, na avenida Almirante Barroso, para mostrar aos patrões que os trabalhadores estão insatisfeitos com os salários e condições de trabalho.

“O piso salarial é apenas uma das reivindicações do Sinjor-PA em prol da categoria. O salário do jornalista é uma vergonha. Precisamos continuar as mobilizações e mostrar para a sociedade a realidade de cada um de nós. Se não nos valorizarmos como profissionais, não vamos esperar que as empresas façam isso”, afirmou a presidente do Sinjor-PA, Sheila Faro. 

Participaram da audiência Sheila Faro e a diretora do Sinjor-PA Eliete Ramos, que lamentou a falta de respeito do Sertep com a categoria, em não mandar seu represente para a conciliação. As diretoras Priscilla Amaral, Jeniffer Galvão e Enize Vidigal, presentes ao ato, também repudiaram a falta de consideração das empresas com a valorização dos jornalistas. 

Texto: SINJOR - PA


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cinco deputados do Pará deixaram de votar na sessão de cassação de Natan Donadon

Confiram os nomes e me digam se a lista de coniventes com o deputado presidiário Natan Donadon surpreende vocês?

A informação é do radialista Santino Soares.



CINCO DEPUTADOS DO PARÁ DEIXARAM DE VOTAR NA SESSÃO DE CASSAÇÃO DE DONADON

Deputados Federais do Pará que assinaram presença na sessão, mas deixaram de votar na cassação de Natan Donadon: Lira Maia (DEM), Giovanni Queiroz (PDT), José Pirante (PMDB) e Beto Faro (PT). Asdrubal Bentes (PMSB) – não compareceu à sessão.

O processo de cassação foi aberto após o parlamentar ser condenado pelo STF a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. A condenação foi pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia à época em que era diretor financeiro da Casa. Desde o início de julho, ele deixou de receber o salário de deputado