Em tempo:
O PSB alega que apoiou o Aécio pra trazer o PSDB pra esquerda.
Mas se trazer o PT de volta pra esquerda já está dando trabalho, imagine transformar um partido genuinamente de direita...
Uma das maiores piadas destas eleições.
Espaço reservado a qualquer coisa que eu queira dizer. Qualquer coisa, entendeu?
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Loucos e desesperados
Entro no consultório.
Após a rápida consulta, o médico puxa um papo. Por trabalharmos num ambiente conservador, ele imagina que eu sou um de seus pares:
- É, parece que a Dilma vai ganhar mesmo, né? - Fala com cara de nojinho.
- Pra o bem do Brasil, espero que sim.
Ele me olha com cara assustada e solta a pérola:
- Que é isso? Agora acabou. Vamos viver mesmo uma ditadura comunista aqui. O Brasil vai ser comunista!
Eles estão loucos e desesperados.
domingo, 19 de outubro de 2014
Um passado que a gente não quer mais
Voltávamos do almoço. A três quadras e casa, uma mãe com os três filhos (idade aparente entre 7 e 12 anos) vasculhavam as lixeiras de um prédio classe média.
Eu me assustei com a cena. A Dalila fez cara de choro. "Mãe, aquela menina tem a minha idade. Ela não podia estar aí. Eu nunca tinha visto isso".
Parei pra lembrar qual tinha sido a última vez que eu havia visto uma família revirando o lixo dos outros. Lembrei do quão comum era isso na minha infância, na minha adolescência. Não que isso nos deixasse frios, mas eu cresci entendendo que, infelizmente, aquilo fazia parte do processo, que a vida era assim, alguns foram fadados a viver do resto dos outros.
Hoje, adulta, a história do Brasil me mostra que não. E eu me assustei com o que vi hoje porque essas cenas deixaram de ser tão corriqueiras no Brasil dos anos 2000. Porque a miséria não assola mais nosso país como antes.
Ainda nos faltam muitos passos para eliminar de vez a fome da vida de nosso povo. Mas, milhares já saíram da miséria e não estamos mais no mapa mundial da fome.
De minha parte, pra ajudar aquela família dei as marmitas que trouxe do almoço.
E domingo preciso nas urnas dar continuidade ao único projeto que se apresentou até agora preocupado com essas questões.
Quanto à Dalila Figueiras, entendeu como de nenhuma outra forma a importância das políticas de transferência de renda.
#ComDilmaEuVou
Eu me assustei com a cena. A Dalila fez cara de choro. "Mãe, aquela menina tem a minha idade. Ela não podia estar aí. Eu nunca tinha visto isso".
Parei pra lembrar qual tinha sido a última vez que eu havia visto uma família revirando o lixo dos outros. Lembrei do quão comum era isso na minha infância, na minha adolescência. Não que isso nos deixasse frios, mas eu cresci entendendo que, infelizmente, aquilo fazia parte do processo, que a vida era assim, alguns foram fadados a viver do resto dos outros.
Hoje, adulta, a história do Brasil me mostra que não. E eu me assustei com o que vi hoje porque essas cenas deixaram de ser tão corriqueiras no Brasil dos anos 2000. Porque a miséria não assola mais nosso país como antes.
Ainda nos faltam muitos passos para eliminar de vez a fome da vida de nosso povo. Mas, milhares já saíram da miséria e não estamos mais no mapa mundial da fome.
De minha parte, pra ajudar aquela família dei as marmitas que trouxe do almoço.
E domingo preciso nas urnas dar continuidade ao único projeto que se apresentou até agora preocupado com essas questões.
Quanto à Dalila Figueiras, entendeu como de nenhuma outra forma a importância das políticas de transferência de renda.
#ComDilmaEuVou
Pelo fim dos "bichos" no Brasil
Voltávamos do almoço. A três quadras e casa, uma mãe com os três filhos (idade aparente entre 7 e 12 anos) vasculhavam as lixeiras de um prédio classe média.
Eu me assustei com a cena. A Dalila fez cara de choro. "Mãe, aquela menina tem a minha idade. Ela não podia estar aí. Eu nunca tinha visto isso".
Parei pra lembrar qual tinha sido a última vez que eu havia visto uma família revirando o lixo dos outros. Lembrei do quão comum era isso na minha infância, na minha adolescência. Não que isso nos deixasse frios, mas eu cresci entendendo que, infelizmente, aquilo fazia parte do processo, que a vida era assim, alguns foram fadados a viver do resto dos outros.
Hoje, adulta, a história do Brasil me mostra que não. E eu me assustei com o que vi hoje porque essas cenas deixaram de ser tão corriqueiras no Brasil dos anos 2000. Porque a miséria não assola mais nosso país como antes.
Ainda nos faltam muitos passos para eliminar de vez a fome da vida de nosso povo. Mas, milhares já saíram da miséria e não estamos mais no mapa mundial da fome.
De minha parte, pra ajudar aquela família dei as marmitas que trouxe do almoço.
E domingo preciso nas urnas dar continuidade ao único projeto que se apresentou até agora preocupado com essas questões.
Quanto à Dalila Figueiras, entendeu como de nenhuma outra forma a importância das políticas de transferência de renda.
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O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(Manuel Bandeira)
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
O jornalismo, o joio e o trigo
Artigo pulicado hoje, na Folha de S. Paulo.
O jornalismo, o joio e o trigo
Thomas Traumann*
Para exercer corretamente o papel de fiscal do poder, o bom jornalismo precisa saber separar fato de ficção, e publicar apenas os fatos
A relação entre o poder e o jornalismo é necessariamente tensa: o primeiro faz, o segundo critica. A folclórica definição de que jornalismo é separar o joio do trigo e, então, publicar o joio reforça a noção de que o bom jornalismo deve ser um cão de guarda da sociedade sobre os poderosos, sejam eles políticos, juízes ou empresários. Um cão fiel ao seu real dono, o leitor, o internauta, o telespectador, o ouvinte.
Mas, para exercer corretamente o papel de fiscal do poder, o bom jornalismo precisa saber separar fato de ficção e publicar apenas fatos.
A manchete da Folha desta segunda (29), Dilma não cumpriu 43% das promessas de 2010 , é exemplo de jornalismo superficial. A reportagem tenta cumprir a louvável função de avaliar o cumprimento das metas do governo, mas se perde em falhas metodológicas, avaliações subjetivas e erros grosseiros.
A Folha promete entregar ao leitor o boletim com as notas do governo federal, mas dá o mesmo peso a temas tão díspares como a ampliação de efetivo de um órgão e a redução da pobreza ou o controle da inflação. É óbvio que uma avaliação séria daria mais peso às duas últimas prioridades, mas há ainda falhas de apuração. Listo algumas:
Reforma política:
Com os protestos de 2013, Dilma tentou aprovar um projeto às pressas. Não conseguiu . Na realidade, o compromisso de encaminhar proposta de realização de plebiscito para o Congresso foi cumprido. Cobrar do Executivo a realização da reforma significa desconhecer que a elaboração de leis é competência do Legislativo.
Manter o controle da inflação:
A meta de 4,5% foi superada . A Folha escolhe avaliar pelo centro da inflação. Desconhece que, pela política de metas vigente desde 1999, a inflação está sob controle se mantida dentro das bandas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Isso ocorre desde 2011 e vai se repetir em 2014.
Valorização do salário mínimo:
A política de valorização atrelada ao PIB foi mantida, mas afetada pela freada econômica . No governo Dilma, a política de valorização do salário mínimo virou lei e o seu crescimento real foi de 12%. Não sabemos o que a Folha esperava mais.
Fortalecer a agricultura familiar e o agronegócio:
Há avanços pontuais em programas de agricultura familiar. Já o agronegócio reclama até da interlocução . O crédito para agricultura familiar cresceu de R$ 16 bilhões, na safra 2010/2011, para R$ 24 bilhões, na atual safra. Para o agronegócio, cresceu de R$ 100 bilhões para R$ 156 bilhões.
Houve diminuição das taxas de juros para a maioria das linhas de crédito. No caso da agricultura familiar, são todas taxas negativas. Quanto à interlocução, sugerimos conversar com a CNA sobre a qualidade de nossa parceria.
Atenção especial ao transporte urbano:
Impulsionado pela Copa, investiu em mobilidade, mas até o limite de 30% de cada projeto . Estamos investindo R$ 143 bilhões em obras de mobilidade em todo o país. Os investimentos associados à Copa eram 5% desse montante. Estamos fazendo nove metrôs, 13 VLTs, 189 BRTs e corredores de ônibus. Quanto ao limite de 30% do valor de cada projeto, desconhecemos essa restrição, criada pela Folha .
Erradicar a pobreza absoluta:
Apesar da trajetória de queda, o Ipea apontou 6,5 milhões de miseráveis em 2012 . Desconhecemos esse estudo do Ipea, mas a Folha usa dados de 2012 para avaliar o desempenho de todo o mandato.
Reforçar a Polícia Federal e a Força Nacional:
A PF perdeu pessoal e reduziu operações; FN se consolidou, mas tem operação menor . Ampliamos em 1,2% o efetivo da PF, em comparação com dezembro de 2010. Em relação ao final do governo FHC, o pessoal ativo é 59% maior. Entre 2011 e julho de 2014, a PF realizou 967 operações. No segundo mandato do presidente Lula, foram 981.
O texto conclui que, se o Brasil fosse um colégio, a gestão da presidenta Dilma Rousseff teria passado de ano raspando . Por essa analogia, a Folha teria sido reprovada.
*THOMAS TRAUMANN , 47, jornalista, é ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Não passarás, sua machista!
Uma campanha histórica para nós, mulheres.
Pela primeira vez, temos duas de nós disputando as cabeças
pra Presidência da República.
Eu já previa o ataque dos machistas de plantão contra as
duas. Chamarem-nas de feias e outros jargões pejorativos típicos de quem não
consegue enxergar além dos estereótipos.
Mas, pra minha surpresa, esse tipo de “gracejo” (se é que
pode se chamar assim) partiu de uma das candidatas.
Na semana passada, Marina chamou Dilma de gorda, como se isso a desqualificasse pra ser presidente, e agora, um
de seus coordenadores diz que Dilma é masculinizada.
Que lástima. Que desserviço pra sociedade e pra o avanço do
espaço das mulheres no Brasil.
Marina, nós, mulheres que lutamos por nosso espaço não vamos
retroceder. As gordas, as feias, as magras, as solteiras, as duronas, as
lésbicas, as masculinizadas, as patricinhas. Não passarás, sua machista!
Vale fazer disputa ideológica e política. Machista, não!
http://www.brasilpost.com.br/2014/08/22/dilma-masculina_n_5699118.html
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Um debate esquizofrênico, segundo a timeline
Ontem (26), resolvi ter um comportamento diferente do habitual quando rolam debates entre candidatos em época de eleições. Decidi assistir pelas redes sociais.
Isso mesmo.
Não liguei a TV. Apenas acompanhei pelas timelines do Twitter e do Facebook o que diziam os meus "amigos" virtuais.
Como sigo nas redes sociais de Aécio Neves e Veja a presidente de Associação de Moradores em favela carioca e deputado do PSOL, poderia perceber o debate de um jeito diferente.
Antes de tudo, achei divertidíssimo. O Twitter - pela sua dinâmica - tem sempre mais sarcasmo. No Facebook, como existe o patrulhamento dos comentários nas postagens, as pessoas refletem mais antes de publicar (eu acho).
A percepção que eu tive do debate foi:
- Marina
Para os eleitores e simpatizantes dela, Marina deu show. Vibravam nas redes com cada resposta, inclusive, na que ela falou sobre a elite brasileira. Para todas as outras pessoas, a candidata foi confusa, não deixou claro que tipo de governo pretende, nem respondeu lé com cré, inclusive, ao dizer que Chico Mendes pertencia à elite brasileira (mesma resposta que fez os marineiros vibrarem). Muita gente não entendeu como ela pode criticar tanto os governos do PSDB e PT e dizer que pretende governar com eles. A mim, pelo que extraí do debate pelas redes, Marina fez um belo discurso pra inglês ver, mas pouco realizável no mundo prático.
- Dilma
Mesma observação com relação aos seus eleitores e simpatizantes: acharam que a presidente arrasou! Houve brados especiais quando ela respondeu ao candidato tucano sobre a Petrobras. Os adeptos da candidatura petista julgaram que ela comeu o mineiro com farinha.
Mas teve reclamações: disseram que houve uma jogada entre os adversários para não permitir que Dilma usasse a palavra e ficasse apenas sendo atacada por todos os candidatos. Bom, é claro que isso não passou de impressão dos signatários da candidata, já que matematicamente seria impossível alguém falar menos. A questão é que ela esteve em pauta em quase todo o debate (tanto em perguntas, quanto em respostas) e não poderia ser diferente, já que Dilma é governo e é líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Condição de vidraça.
Vale ressaltar que pouco vi críticas e xingamentos de que ela estivesse mentindo em suas respostas.
Aécio
Ficou completamente apagado, pelo menos na minha time line. E olha que eu tenho muitos tucanos nela. Vi referências a ele apenas em ar de piada e deboche (e essas não foram dos tucanos, registre-se). Nada de relevante como "Aécio mandou muito bem" ou "Boa defesa de Aécio". Parece que ninguém estava disposto a se expor pelo mineiro.
Luciana Genro
A candidata do PSOL foi festejada na TL quando, ao se referir ao candidato do PSC, foi taxativa: "Vou te chamar de Everaldo porque não costumo misturar religião com política". Durante as eleições, o candidato tem usado o cargo que ocupa na Igreja como se seu nome fosse, Pastor Everaldo.
Apesar dessa super bola dentro, Luciana Genro seguiu despercebida durante o debate e foi alvo de várias piadas na TL, como "A câmera não mostra, mas Luciana Genro está neste momento fazendo as unhas no estúdio".
Eduardo Jorge
Grande surpresa do debate. Teve coragem de tocar em temas espinhosos, como aborto e drogas, e bancou todas as suas opiniões. Na TL, foi amplamente elogiado pelos progressistas pelas posturas de esquerda que adotou e houve pssolista que lamentasse que Eduardo não fosse o candidato do Partido Socialismo e Liberdade. Já os conservadores, julgaram-no um "alucinado" e pejorativamente o compararam a "Plínio de Arruda Sampaio destas eleições".
Ainda assim, li posts como "Já decidi em quem votar: Eduardo Jorge".
Pastor Everaldo
Foi trollado, xingado, vaiado e tudo mais que puderem imaginar. Não vi ninguém falar nada de minimamente positivo desse homem.
Levi Fidélix
Frustrou o povo brasileiro ao não fazer menções sobre o seu famoso aerotrem. Mas parece ter conseguido expor contradições de Marina.
Algumas das melhores postagens do Twitter durante o debate:
ale siedschlag
@alesie
- marina tem voz de gás helio"
André Gonçalves
@conexaobrasilia
· Se até o Levi Fidélix está no debate, passou da hora do Eymael contratar o advogado do Fluminense.
rodrigo vianna
@rvianna
· O Levy
deixou a Marina nua. Com a mao no bolso! Marina comparou Neca Setubal a
Chico Mendes. "Nova Politica"? Sim, sonegue mas me apoie!
Fritz, o Gato
@EdirGaya - Vocês repararam que ninguém cita o @AecioNeves nem pra criticar mais. Éguuua!
andersonjor
@andersonjor
· Psicotrópicos no debate:
Isso mesmo.
Não liguei a TV. Apenas acompanhei pelas timelines do Twitter e do Facebook o que diziam os meus "amigos" virtuais.
Como sigo nas redes sociais de Aécio Neves e Veja a presidente de Associação de Moradores em favela carioca e deputado do PSOL, poderia perceber o debate de um jeito diferente.
Antes de tudo, achei divertidíssimo. O Twitter - pela sua dinâmica - tem sempre mais sarcasmo. No Facebook, como existe o patrulhamento dos comentários nas postagens, as pessoas refletem mais antes de publicar (eu acho).
A percepção que eu tive do debate foi:
- Marina
Para os eleitores e simpatizantes dela, Marina deu show. Vibravam nas redes com cada resposta, inclusive, na que ela falou sobre a elite brasileira. Para todas as outras pessoas, a candidata foi confusa, não deixou claro que tipo de governo pretende, nem respondeu lé com cré, inclusive, ao dizer que Chico Mendes pertencia à elite brasileira (mesma resposta que fez os marineiros vibrarem). Muita gente não entendeu como ela pode criticar tanto os governos do PSDB e PT e dizer que pretende governar com eles. A mim, pelo que extraí do debate pelas redes, Marina fez um belo discurso pra inglês ver, mas pouco realizável no mundo prático.
- Dilma
Mesma observação com relação aos seus eleitores e simpatizantes: acharam que a presidente arrasou! Houve brados especiais quando ela respondeu ao candidato tucano sobre a Petrobras. Os adeptos da candidatura petista julgaram que ela comeu o mineiro com farinha.
Mas teve reclamações: disseram que houve uma jogada entre os adversários para não permitir que Dilma usasse a palavra e ficasse apenas sendo atacada por todos os candidatos. Bom, é claro que isso não passou de impressão dos signatários da candidata, já que matematicamente seria impossível alguém falar menos. A questão é que ela esteve em pauta em quase todo o debate (tanto em perguntas, quanto em respostas) e não poderia ser diferente, já que Dilma é governo e é líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Condição de vidraça.
Vale ressaltar que pouco vi críticas e xingamentos de que ela estivesse mentindo em suas respostas.
Aécio
Ficou completamente apagado, pelo menos na minha time line. E olha que eu tenho muitos tucanos nela. Vi referências a ele apenas em ar de piada e deboche (e essas não foram dos tucanos, registre-se). Nada de relevante como "Aécio mandou muito bem" ou "Boa defesa de Aécio". Parece que ninguém estava disposto a se expor pelo mineiro.
Luciana Genro
A candidata do PSOL foi festejada na TL quando, ao se referir ao candidato do PSC, foi taxativa: "Vou te chamar de Everaldo porque não costumo misturar religião com política". Durante as eleições, o candidato tem usado o cargo que ocupa na Igreja como se seu nome fosse, Pastor Everaldo.
Apesar dessa super bola dentro, Luciana Genro seguiu despercebida durante o debate e foi alvo de várias piadas na TL, como "A câmera não mostra, mas Luciana Genro está neste momento fazendo as unhas no estúdio".
Eduardo Jorge
Grande surpresa do debate. Teve coragem de tocar em temas espinhosos, como aborto e drogas, e bancou todas as suas opiniões. Na TL, foi amplamente elogiado pelos progressistas pelas posturas de esquerda que adotou e houve pssolista que lamentasse que Eduardo não fosse o candidato do Partido Socialismo e Liberdade. Já os conservadores, julgaram-no um "alucinado" e pejorativamente o compararam a "Plínio de Arruda Sampaio destas eleições".
Ainda assim, li posts como "Já decidi em quem votar: Eduardo Jorge".
Pastor Everaldo
Foi trollado, xingado, vaiado e tudo mais que puderem imaginar. Não vi ninguém falar nada de minimamente positivo desse homem.
Levi Fidélix
Frustrou o povo brasileiro ao não fazer menções sobre o seu famoso aerotrem. Mas parece ter conseguido expor contradições de Marina.
Algumas das melhores postagens do Twitter durante o debate:
ale siedschlag
@alesie
- marina tem voz de gás helio"
rodrigo vianna
@rvianna
· O Levy
deixou a Marina nua. Com a mao no bolso! Marina comparou Neca Setubal a
Chico Mendes. "Nova Politica"? Sim, sonegue mas me apoie!
Fritz, o Gato
@EdirGaya - Vocês repararam que ninguém cita o
andersonjor
@andersonjor
· Psicotrópicos no debate:
Aécio - pó
Eduardo Jorge - Maconha
Marina - Daime
Dilma - cachaça (com Lula)
Pastor Everaldo - tudo junto
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Adianta reduzir a maioridade penal?
O artigo abaixo foi publicado hoje pela revista Carta Capital.
É instigador e nos traz uma grande reflexão: os políticos que mais querem a redução da maioridade penal são os que menos cumprem o Estatuto da Criança e do Adolescente.
E vou além, todos querem ver "meninos criminosos" longe de si. Mas ninguém quer uma Unidade Socioeducativa perto da sua casa, nem ver seus filhos interagindo com esses garotos. Como é possível ressocializar alguém, se nós mesmos queremos esses meninos isolados do mundo, como bichos doentes?
Mudar o status quo também depende de nos mudarmos.
Adianta reduzir a maioridade penal?
A julgar pelas pesquisas de opinião, o Brasil é um país majoritariamente conservador. Em 2013, o instituto Datafolha aferiu que 48% dos brasileiros julgavam-se de direita ou de centro-direita, ante 30% da população que se identificava com pautas progressistas. Tal distância entre os espectros reflete em parte a opinião dos cidadãos com relação a alguns temas. O casamento Gay é rechaçado por 49,7% da população, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes. São contrários ao aborto 71% dos brasileiros, de acordo com o Datafolha. Três quartos dos brasileiros, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo, dizem ser contra a legalização da maconha. Essa tendência conservadora acentua-se de forma descomunal quando o tema é a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos, aprovada por 89% da população, segundo pesquisa realizada por Vox Populi e CartaCapital no ano passado.
Embora criticada por juristas e especialistas em políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente, a proposta tem ganhado fôlego no Congresso. Criada em 2011, a Frente Parlamentar pela Redução da Maioridade Penal conta com o apoio de mais de 200 deputados. A Proposta de Emenda Constitucional que defende o novo limite, de autoria do senador tucano Aloysio Nunes, candidato a vice-presidente de Aécio Neves, deve ir a plenário ainda este ano. Na outra ponta, o PT, tradicionalmente contrário à mudança, cede à tentação de agradar à parcela conservadora da sociedade, por cálculos eleitorais ou para tentar diminuir o estrago que a medida poderia causar. Como opção à PEC de Nunes, um grupo encabeçado pelos parlamentares Humberto Costa e Eduardo Suplicy, com participação da ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, estuda apresentar um projeto que aumenta o tempo de pena para jovens infratores reincidentes em crimes graves, entre eles homicídio, latrocínio e estupro.
Ambas as propostas parecem ignorar a exaustão do Sistema Carcerário brasileiro, que convive com superlotação nas prisões comuns e nos centros de atendimento socioeducativo. A redução da maioridade penal poderia inflar ainda mais a população carcerária, atualmente superior a 550 mil presos, responsável por posicionar o Brasil entre os quatro países com maior número de presos no mundo. A situação poderia ser pior. Segundo um levantamento do Conselho Nacional de Justiça de 2012, há mais de 500 mil mandados de prisão não cumpridos, o que poderia dobrar a população carcerária brasileira. Na outra ponta, a proposta do PT esbarra na falta de espaço nos centros destinados à criança e ao adolescente. Em São Paulo, 90% das unidades da Fundação Casa apresentam superlotação.
Para Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC, o Brasil atravessa um momento em que o clima político, cultural e midiático estimula o “punitivismo”: as soluções escolhidas para enfrentar a violência passam sempre pelo endurecimento das penas. “Acredita-se que há impunidade no Brasil, mas não é verdade. Punimos muito, mas punimos mal.” Segundo o jurista, as condições insalubres dentro das prisões impedem o maior controle por parte do Estado. “Isso estimula o surgimento do crime organizado. Ao se colocar na cadeia um usuário de drogas como se fosse um traficante, ele pode se tornar mais à frente um homicida.” Serrano menciona o caso dos Estados Unidos, onde se estima que 250 mil jovens são processados, sentenciados ou encarcerados como adultos todo ano. Em 17 estados, não há idade mínima para um jovem ser julgado na Justiça Comum. Apesar de as taxas de criminalidade terem caído no País desde os anos 1990, um estudo do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) estimou que jovens presos ao lado de adultos têm 34% mais chance de voltar a cometer crimes.
Fabio Paes, representante da ONG Aldeias Infantis e integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, afirma que a formulação das perguntas sobre o tema nas pesquisas de opinião pode levar a distorções. “Quando o enunciado consiste entre ser a favor ou contra uma pauta que envolve punição, o cidadão tende a se posicionar favoravelmente.” Essa postura talvez ajude a explicar as diferenças entre os levantamentos realizados recentemente por Vox Populi e Datafolha.
Enquanto o primeiro questionou se o cidadão concordava ou não com a redução, o segundo perguntou se os adolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultos ou precisam ser reeducados.
Segundo o Datafolha, 74% defenderam a primeira opção. Uma proporção bem mais próxima daqueles que se opõem à legalização da maconha e do aborto. Paes afirma que a adesão à proposta é motivada pelo desconhecimento da população das políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pela Secretaria de Direitos Humanos. O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, programa da SDH criado em 2012, busca garantir nacionalmente o cumprimento de modalidades previstas na legislação da criança e do adolescente que escapem à mera aplicação da punição. Há oito medidas que deveriam complementar a internação, entre elas a inclusão em programas comunitários, o tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico e a participação dos jovens em programas para alcoólatras e dependentes químicos.
Embora ofereça recursos e assistência metodológica, o Sinase foi adotado por poucos estados, constata Paes. Muitos deles nem sequer entraram com um projeto para captar a verba. Não por menos, 0,1% dos jovens em regime de restrição e privação de liberdade cumpre medidas socio-educativas no País, segundo a SDH. Antes de cogitar investir em soluções ineficazes como a redução da maioridade penal, é importante dar uma chance para aquilo que está à disposição, mas não é aplicado.
É instigador e nos traz uma grande reflexão: os políticos que mais querem a redução da maioridade penal são os que menos cumprem o Estatuto da Criança e do Adolescente.
E vou além, todos querem ver "meninos criminosos" longe de si. Mas ninguém quer uma Unidade Socioeducativa perto da sua casa, nem ver seus filhos interagindo com esses garotos. Como é possível ressocializar alguém, se nós mesmos queremos esses meninos isolados do mundo, como bichos doentes?
Mudar o status quo também depende de nos mudarmos.
Adianta reduzir a maioridade penal?
A julgar pelas pesquisas de opinião, o Brasil é um país majoritariamente conservador. Em 2013, o instituto Datafolha aferiu que 48% dos brasileiros julgavam-se de direita ou de centro-direita, ante 30% da população que se identificava com pautas progressistas. Tal distância entre os espectros reflete em parte a opinião dos cidadãos com relação a alguns temas. O casamento Gay é rechaçado por 49,7% da população, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes. São contrários ao aborto 71% dos brasileiros, de acordo com o Datafolha. Três quartos dos brasileiros, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo, dizem ser contra a legalização da maconha. Essa tendência conservadora acentua-se de forma descomunal quando o tema é a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos, aprovada por 89% da população, segundo pesquisa realizada por Vox Populi e CartaCapital no ano passado.
Embora criticada por juristas e especialistas em políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente, a proposta tem ganhado fôlego no Congresso. Criada em 2011, a Frente Parlamentar pela Redução da Maioridade Penal conta com o apoio de mais de 200 deputados. A Proposta de Emenda Constitucional que defende o novo limite, de autoria do senador tucano Aloysio Nunes, candidato a vice-presidente de Aécio Neves, deve ir a plenário ainda este ano. Na outra ponta, o PT, tradicionalmente contrário à mudança, cede à tentação de agradar à parcela conservadora da sociedade, por cálculos eleitorais ou para tentar diminuir o estrago que a medida poderia causar. Como opção à PEC de Nunes, um grupo encabeçado pelos parlamentares Humberto Costa e Eduardo Suplicy, com participação da ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, estuda apresentar um projeto que aumenta o tempo de pena para jovens infratores reincidentes em crimes graves, entre eles homicídio, latrocínio e estupro.
Ambas as propostas parecem ignorar a exaustão do Sistema Carcerário brasileiro, que convive com superlotação nas prisões comuns e nos centros de atendimento socioeducativo. A redução da maioridade penal poderia inflar ainda mais a população carcerária, atualmente superior a 550 mil presos, responsável por posicionar o Brasil entre os quatro países com maior número de presos no mundo. A situação poderia ser pior. Segundo um levantamento do Conselho Nacional de Justiça de 2012, há mais de 500 mil mandados de prisão não cumpridos, o que poderia dobrar a população carcerária brasileira. Na outra ponta, a proposta do PT esbarra na falta de espaço nos centros destinados à criança e ao adolescente. Em São Paulo, 90% das unidades da Fundação Casa apresentam superlotação.
Para Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC, o Brasil atravessa um momento em que o clima político, cultural e midiático estimula o “punitivismo”: as soluções escolhidas para enfrentar a violência passam sempre pelo endurecimento das penas. “Acredita-se que há impunidade no Brasil, mas não é verdade. Punimos muito, mas punimos mal.” Segundo o jurista, as condições insalubres dentro das prisões impedem o maior controle por parte do Estado. “Isso estimula o surgimento do crime organizado. Ao se colocar na cadeia um usuário de drogas como se fosse um traficante, ele pode se tornar mais à frente um homicida.” Serrano menciona o caso dos Estados Unidos, onde se estima que 250 mil jovens são processados, sentenciados ou encarcerados como adultos todo ano. Em 17 estados, não há idade mínima para um jovem ser julgado na Justiça Comum. Apesar de as taxas de criminalidade terem caído no País desde os anos 1990, um estudo do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) estimou que jovens presos ao lado de adultos têm 34% mais chance de voltar a cometer crimes.
Fabio Paes, representante da ONG Aldeias Infantis e integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, afirma que a formulação das perguntas sobre o tema nas pesquisas de opinião pode levar a distorções. “Quando o enunciado consiste entre ser a favor ou contra uma pauta que envolve punição, o cidadão tende a se posicionar favoravelmente.” Essa postura talvez ajude a explicar as diferenças entre os levantamentos realizados recentemente por Vox Populi e Datafolha.
Enquanto o primeiro questionou se o cidadão concordava ou não com a redução, o segundo perguntou se os adolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultos ou precisam ser reeducados.
Segundo o Datafolha, 74% defenderam a primeira opção. Uma proporção bem mais próxima daqueles que se opõem à legalização da maconha e do aborto. Paes afirma que a adesão à proposta é motivada pelo desconhecimento da população das políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pela Secretaria de Direitos Humanos. O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, programa da SDH criado em 2012, busca garantir nacionalmente o cumprimento de modalidades previstas na legislação da criança e do adolescente que escapem à mera aplicação da punição. Há oito medidas que deveriam complementar a internação, entre elas a inclusão em programas comunitários, o tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico e a participação dos jovens em programas para alcoólatras e dependentes químicos.
Embora ofereça recursos e assistência metodológica, o Sinase foi adotado por poucos estados, constata Paes. Muitos deles nem sequer entraram com um projeto para captar a verba. Não por menos, 0,1% dos jovens em regime de restrição e privação de liberdade cumpre medidas socio-educativas no País, segundo a SDH. Antes de cogitar investir em soluções ineficazes como a redução da maioridade penal, é importante dar uma chance para aquilo que está à disposição, mas não é aplicado.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Reflexos da impunidade
No ano passado, a
truculência da PM do DF com a população que protestava em Brasília no
Dia da Independência (7/9) ganhou repercussão nacional. Vários
jornalistas foram gravemente feridos em atitudes violentas da Polícia contra os manifestantes.
Um vídeo foi amplamente divulgado na internet, no qual aparece um oficial da PM respondendo, ao ser questionado sobre a razão da agressão gratuita, "Eu fiz porque eu quis".
Como a Secretaria de Segurança Pública e o Comando da Polícia Militar nada fizeram contra esse agressor, mesmo com tantas denúncias e provas, o Capitão Bruno seguiu impune e, pior, agora é candidato a Deputado Distrital. Seu slogan? Cinicamente, zombando da minha e da sua cara, é "Eu fiz porque eu quis".
Para relembrar o caso, clique aqui.
Um vídeo foi amplamente divulgado na internet, no qual aparece um oficial da PM respondendo, ao ser questionado sobre a razão da agressão gratuita, "Eu fiz porque eu quis".
Como a Secretaria de Segurança Pública e o Comando da Polícia Militar nada fizeram contra esse agressor, mesmo com tantas denúncias e provas, o Capitão Bruno seguiu impune e, pior, agora é candidato a Deputado Distrital. Seu slogan? Cinicamente, zombando da minha e da sua cara, é "Eu fiz porque eu quis".
Para relembrar o caso, clique aqui.
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| Capitão Bruno, sorrindo após a agressão a manifestantes em Brasília |
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Sobre o que vi
Programa do PSB. Nota 10.
Homenagem emocionante ao E. Campos, sem forçar, sem ser piegas. Homenagem com espírito pernambucano.
Programa do Aécio. Nota 6.
Situações cotidianas ficaram fakes, olhar desviado do Aécio sem sentido e crescente do discurso forçando emoção.
Programa da Dilma. Nota: Padrão João Santana.
Conteúdo, boas trilhas e aquela dose de emoção que só ele consegue. Mesmo formato do 1º programa do Haddad, em 2012.
Homenagem emocionante ao E. Campos, sem forçar, sem ser piegas. Homenagem com espírito pernambucano.
Programa do Aécio. Nota 6.
Situações cotidianas ficaram fakes, olhar desviado do Aécio sem sentido e crescente do discurso forçando emoção.
Programa da Dilma. Nota: Padrão João Santana.
Conteúdo, boas trilhas e aquela dose de emoção que só ele consegue. Mesmo formato do 1º programa do Haddad, em 2012.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A viúva alegre
Tenho muito respeito pela história de Marina
Silva. Mas não votaria nela pelo que ela se tornou: fundamentalista,
cheia de estrelismo, reacionária.
Nada disso, porém, apaga a luta de quem saiu dos seringais da Amazônia e se fez uma grande liderança nacional.
Pois bem.
Particularmente, achei uma correta e admirável a postura dela quando da morte de Eduardo Campos. Preservou-se e tentou preservar o companheiro de chapa. Pareceu íntegra. Pareceu aquela líder do Acre de tempos atrás.
Mas aí, veio o velório. E com ele, uma Marina oportunista, que ri em cima do caixão, que faz selfie com eleitores e acena como candidata. Que ignora completamente o momento sofrido daquela família e dor daquele espírito que nem sabemos como está lidando com toda essa tragédia.
Marina Silva, você quase me enganou e não nego que ainda estou muito, muito chocada com tua postura.
Nada disso, porém, apaga a luta de quem saiu dos seringais da Amazônia e se fez uma grande liderança nacional.
Pois bem.
Particularmente, achei uma correta e admirável a postura dela quando da morte de Eduardo Campos. Preservou-se e tentou preservar o companheiro de chapa. Pareceu íntegra. Pareceu aquela líder do Acre de tempos atrás.
Mas aí, veio o velório. E com ele, uma Marina oportunista, que ri em cima do caixão, que faz selfie com eleitores e acena como candidata. Que ignora completamente o momento sofrido daquela família e dor daquele espírito que nem sabemos como está lidando com toda essa tragédia.
Marina Silva, você quase me enganou e não nego que ainda estou muito, muito chocada com tua postura.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Aquele jornalista escroto
Felipe Patury, na sua coluna de hoje na Época:
"A
deputada federal Manuela D´Ávila, do PCdoB do Rio Grande do Sul,
enriqueceu – e muito. De 2010 para este ano, seu patrimônio aumentou
1200%. Saltou de R$ 14 mil para R$ 184 mil. Destaque para a sua conta
poupança no Banco do Brasil, que saiu dos R$ 9 mil e chegou aos R$ 94
mil em quatro anos."
A
pessoa é vereadora desde os 23 anos, deputada federal há 8. Como
qualquer deputado federal não paga aluguel, e ganha muito bem (uns 26
mil só de remuneração direta). Poupa 1700 contos por mês e tem um
terreno de 3 hectares (três campos de futebol) numa cidade de 30 mil
habitantes do Rio Grande do Sul, pra lá de Novo Hamburgo, 70 km da
capital.
E
vem um escroto de um jornalista dessa revista mais escrota ainda, e
fica escandalizado com isso. Fala que a deputada "enriqueceu - e muito".
Essas coisas me dão vontade de socar a cara de um fudido desses!
As
quatro empresas, os dois apartamentos (um no Rio de Janeiro, na Lagoa
Rodrigo de Freitas...), o Land Rover e os 300 mil que o Aécio tem no
banco, disso ele não fala nada.
São uns canalhas mesmo! Meu consolo é que todos um dia morrerão!
=====
O incomodadíssimo desabafo é do advogado e professor paraense, Alan Souza, em e-mail que enviou na tarde desta sexta-feira, para a sua lista de amigos.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
A disputa é mais profunda
Pela educadora paranaense e diretora do Departamento de Educação da Universidade Federal do Paraná, Andrea Caldas**, em seu perfil no Facebook.
A DISPUTA É MAIS PROFUNDA...
A disputa que esta eleição revela não é só a da coragem contra o medo como foi em 2002, nem simplesmente, contra o ódio, como a política de costumes da ultra direita a ultra esquerda, passando pelo marketing oficial, quer fazer parecer.
A DISPUTA É MAIS PROFUNDA...
A disputa que esta eleição revela não é só a da coragem contra o medo como foi em 2002, nem simplesmente, contra o ódio, como a política de costumes da ultra direita a ultra esquerda, passando pelo marketing oficial, quer fazer parecer.
Embora, os elementos do reacionarismo estejam presentes nos
supostos 2% de uma candidatura própria, o que está em questão é a
consolidação de um sistema em crise ( a do Capital).
Vivemos uma anunciada contração econômica mundial que começa a respingar no quadro nacional.
O que está, fundamentalmente, em jogo, mais uma vez, é a disputa dos Fundos Públicos.
E não nos iludamos, não há simplesmente uma antagonização
de candidaturas para a resolução desta crise mas, um investimento
interno em cada candidatura "majoritária", com variados potenciais de
permeabilidade.
A pressão que a candidatura de Dilma sofreu para retirar do
programa de governo a pauta do fim do financiamento privado de
campanhas, da Regulação das Comunicações, dos Recursos Públicos
exclusivamente para a área pública e não para concessões, convênios e
quetais, revela uma estratégia refinada dos grupos do Capital, que
controlam economicamente as eleições, para resolver os "seus problemas".
Isto tudo combinado a uma silente criminalização daqueles
que ousam manifestar-se e reivindicar, prepara um caldo de cultura para
arrochos, repressão e assaltos aos cofres públicos pela ganância dos
interesses privados.
Estes são aqueles momentos trágicos da história, nos quais
se nos faltar clareza e precisão cirúrgica, seremos arrastados a ser o
que não somos.
A crítica aqui, precisa transcender a política de seitas e
de guerra de torcidas e recuperar, na história da esquerda, o que é
fundamental e o que é secundário, para dentro e para fora.
==
** Andrea Caldas é filiada e militante do Partido dos Trabalhadores há anos e, inclusive, fundou, juntamente com outros professores, o Núcleo Universitário do PT no ano passado na UFPR, num belo debate sobre os rumos do partido no Brasil, com a participação do sociólogo Emir Sader.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
A falta de pudor da política brasileira
Lendo a matéria abaixo (O Globo desta segunda-feira, 07) é fácil concluir que os 12 condenados da Ação Penal 470 - batizada pela imprensa de "mensalão - estão muito longe de serem os maiores vilões da corrupção nacional, conforme a mídia tradicional tenta nos convencer há nove anos.
Veja o quanto alguns verdugos da política brasileira perderam a completa noção de pudor e apostam muito na imbecilidade do eleitor brasileiro.
Estevão retorna à política e dá cartas no PR
Mesmo sem disputar cargo, ex-senador mostra influência no pleito do DF
BRASÍLIA - Sem qualquer embaraço, o ex-senador Luiz Estevão passou a dar as cartas numa coligação que reúne expressivo número de políticos marcados por denúncias de corrupção — a do candidato ao governo do DF pelo PR, José Roberto Arruda. Quase uma década depois de condenado a 31 anos de prisão, o ex-senador Luiz Estevão está solto, dirige um time de futebol, conduz negócios milionários e voltou a se transformar num dos mais influentes políticos nas eleições da capital este ano.
Estevão perdeu o mandato em 2000 e foi condenado em 2006 pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região por corrupção, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Em 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação. Mas nem assim ele foi para a cadeia. Estevão tem driblado a prisão com uma sucessão de recursos jurídicos.
— É revoltante porque só ocorre com quem tem capacidade econômico-financeira ou poder político grande — afirma a procuradora Janice Ascari.
A procuradora liderou as investigações sobre as fraudes no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, um dos maiores escândalos dos anos 1990. O nome de Estevão aparece em mais de 90 processos só no STJ. Pelo menos quatro são processos penais. Na última semana, a ministra Regina Helena Costa, do STJ, derrubou mais um recurso e manteve a condenação de Estevão a três anos e seis meses de prisão num processo em que foi réu por uso de documentos falsos. Mas nem a segunda condenação pelo segundo tribunal mais importante do país levou Estevão à prisão.
Logo depois da derrota no STJ, o advogado Marcelo Bessa apresentou um agravo de instrumento contra a decisão e, com isso, ganhou mais tempo. A redoma de proteção de Estevão é considerada espantosa até mesmo quando comparada ao caso do juiz Nicolau dos Santos Neto. Um dos envolvidos nas fraudes do TRT-SP, Nicolau foi condenado por receber suborno de Estevão e, em troca, liberar dinheiro para obras não executadas. Cumpriu 14 anos de prisão.
Estevão está pendurado em quatro recursos, dois do STJ e dois no Supremo Tribunal Federal (STF). Depois que o Supremo manteve a condenação de 31 anos de prisão, ele apresentou recurso extraordinário à presidência. Mas, como a derrota é considerada certa, entrou com dois habeas corpus no STF. Ele tenta, outra vez, derrubar a condenação por peculato e formação de quadrilha.
— Eu tenho plena convicção de que isso vai ser mudado — disse Estevão.
A declaração poderia soar como uma mera bravata se não fossem novas e surpreendentes reviravoltas no caso. Há duas semanas, a 1ª Turma STF anulou a condenação do empresário José Eduardo Ferraz, um dos três cúmplices de Estevão no desvio de R$ 169,5 milhões das obras do TRT. O STF determinou que Ferraz seja novamente julgado. Ou seja, o caso volto à estaca zero.
Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/estevao-retorna-politica-da-cartas-no-pr-13159169#ixzz36oXNWfQR
segunda-feira, 23 de junho de 2014
PT vem errando no diagnóstico?
Interessantíssima a entrevista que o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho, concedeu ao jornal Folhe de S. Paulo. Publicada nesta segunda-feira (23), a entrevista do petista histórico traz uma reflexão que, na minha modesta opinião, deveria ser um dever de casa obrigatório pra todo militante do PT que realmente quer ver o partindo crescendo no bom caminho.
Por outro lado, dá pra ver que a Folha tentou tirar dali o pior de Gilberto. Tentou criminalizar o PT de qualquer jeito. Mas Carvalho se saiu com maestria.
Clique aqui e leia a íntegra.
Por outro lado, dá pra ver que a Folha tentou tirar dali o pior de Gilberto. Tentou criminalizar o PT de qualquer jeito. Mas Carvalho se saiu com maestria.
Clique aqui e leia a íntegra.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Filhotes. Nunca é demais lembrar.
O alerta é a da jornalista Dora Kramer, em sua coluna ontem, no jornal O Estado de São Paulo. Eu endosso.
Filhotes
Protocolar no jantar oferecido a ela pelo PMDB, a presidente Dilma Rousseff não teria como fugir de desejar “boa sorte” aos filhos de Jader Barbalho, Romero Jucá, Renan Calheiros e Edison Lobão, candidatos aos governos dos Estados onde os pais têm seus feudos.
Já os respectivos eleitorados não estão obrigados a seguir liturgias. Livres para se guiar pela sabedoria popular: quem sai aos seus não degenera. Para o bem e para o mal.
domingo, 18 de maio de 2014
Emir Sader estaria Sherazadiando?
Um cara do nível do Emir Sader** incitando violência!
O que difere Emir de Sherazade nesse comportamento? Na minha avaliação, nada!
Ela diz que bandidos podem ser linchados e Emir (gente, EMIR SADER!!!) defende que a torcida organizada da Gaviões da Fiel escorracem quem protesta contra a Copa.
Vocês sabem bem como é o modus operandi das torcidas organizadas no Brasil, né?
Abaixo, a carta de protesto do Movimento dos Trabalhadores sem Teto em resposta à postagem do professor.
Intelectual vira-lata!
O professor Emir Sader, em consonância com os grandes empresários da mída, mais uma vez destila sua inteligência ala Revista Veja contra os movimentos populares que estão nas ruas lutando.
Dessa vez o alvo foi o MTST, onde em sua página no facebook, chama o movimento de vira-lata e conclama os torcedores do corinthians a enxotar nos da manifestação que fazíamos na Radial Leste, próximo ao Itaquerão.
È deprimente observar um professor que tempos atrás se colocava como de esquerda e aliados dos movimentos fazer um comentário que desqualifica e incita a violência entre trabalhadores e torcidas organizadas.
Dessa vez Emir Sader desceu de seu pedestal de intelectual governista para demonstrar que não passa de um intelectual vencido pelo tempo, descontextualizado das ruas e acrítico ao governo. Enfim, mais um intelectual assumi seu lado na luta entre ricos e pobres.
==
**Possui Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e Doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem experiência na área de Ciência Política e Sociologia, com ênfase em Estado e Governo, atuando principalmente nos seguintes temas: América Latina, pós-neoliberalismo, política e pensamento crítico. É membro do Comitê Científico Consultivo do Programa MOST da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Paraenses, fujam todos enquanto é tempo
Parceria de longa data esta aí: Jatene e Mário Couto.
O problema são as alternativas: Família Barbalho e Duciomar Costa.
Paraenses, fujam todos para as colinas!
O problema são as alternativas: Família Barbalho e Duciomar Costa.
Paraenses, fujam todos para as colinas!
quinta-feira, 27 de março de 2014
Jornalismo enrustido
Há duas semanas, Merval Pereira dizia na CBN era muito cedo pra pesquisa de intenção de voto refletir a realidade das eleições presidenciais.
Hoje, na mesma CBN, Merval disse que pesquisas de intenção de voto já são um forte indicativo de que Dilma não é mesmo preferida para ganhar as eleições.
Ou seja, quando pesquisa aponta a presidente como preferida em subida, ela não reflete realidade. Quando pesquisa é desfavorável....
Jornalismo bom é outra coisa, né, meu povo?!
Hoje, na mesma CBN, Merval disse que pesquisas de intenção de voto já são um forte indicativo de que Dilma não é mesmo preferida para ganhar as eleições.
Ou seja, quando pesquisa aponta a presidente como preferida em subida, ela não reflete realidade. Quando pesquisa é desfavorável....
Jornalismo bom é outra coisa, né, meu povo?!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Joaquim Barbosa candidato em 2014?
O UOL quer saber e lançou como enquete deste domingo, 01/12:
Você acha que Joaquim Barbosa deve se candidatar nas eleições de 2014?
Porém, ouso palpitar que o resultado não está sendo conforme o esperado, de acordo com a ilustração abaixo, do resultado parcial extraído às 20h25.
A razão para a tal enquete? Tirem vocês as suas próprias conclusões...
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