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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Bora dividir a vida e os sonhos?

Não importa qual o apuro, sempre aparece alguém pra me dar uma ajuda.
E me lembro de ser assim desde a infância. Minha vida sempre foi cheia de gente generosa.


Eu devia ter uns 12 anos quando ouvi a minha mãe dizer “A gente nunca tem pouco o suficiente que não possa dividir”. Ela resumiu numa frase tudo que cresci vendo ela e minha avó fazerem: dividir.


Nesses 38 anos de vivência como Waleiska na Terra, já dei muita cabeça, cometi muitos erros, machuquei um tanto de gente, dei trabalho pra mais um bocado. Mas tenho tentado exercitar todos os dias a dádiva da divisão.


Dividir alegria, dividir sorriso, dividir uma marmita, dividir a luta, dividir carona, dividir conhecimento, dividir despesas, dividir felicidade, dividir os sonhos, dividir o limite do cheque especial. E por que não dividir também as tristezas e as preocupações de alguém? Chega aí, conte que a gente buscar uma solução.


Sei que isso parece papo namastê, mas se eu pudesse escolher uma palavra pra marcar essa minha passagem de ano seria GRATIDÃO. Não essa palavra solta de modinha de rede social.


Falo daquela gratidão que enche o peito, que emociona, que faz chorar. Porque se eu passei perrengue nessa vida, os fardos sempre foram suavizados por muitas mãos amigas.


Esse coraçãozinho é pra todos vocês que fazem parte dessa caminhada. Espero poder ainda comemorar esse 22/06 por muitos anos. Até lá, bora dividir a vida e os sonhos, meu povo!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Uma relação amorosa tensa, mas bem resolvida

Você arruma um namorado novo que é bonito, que te respeita e te trata bem. Mas ele é meio seriozão, não tem gingado. Às vezes, soa um mala por ser tão certinho.

Aí você insiste em ficar comparando com aquele ex descolado, engraçado, zoeira, que sempre te fez rir um monte, mas com quem a relação sempre foi um caos.

Um dia, você tem revival com o ex e só ali você percebe que aquela esculhambação dele não cabe mais no seu estilo de vida. Você sempre terá carinho por ele e boas lembranças. O amor por ele estará sempre no peito, mas é o seu atual o que você precisa no momento.

Curitiba, te amo.

(Mas as puladas de cerca eventuais com o ex você sempre manterá, afinal, ele transa como ninguém!!)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O dia que eu virei mito

Estava eu parada no semáforo no Centro de Curitiba quando na frente do meu carro passa Deltan Dallagnol, cercado de outros engravatados.

Não resisti. Pus a cara pra fora do carro e gritei "Fala, rei do power point!". Ele olhou, todos olharam, o semáforo abriu.

Mitei.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

#Leiska35anos

Se alguém me perguntasse qual é o meu maior patrimônio nesta vida, eu responderia: as pessoas que colecionei.

Todas as minhas melhores recordações estão ancoradas no papel importantíssimo que muitas pessoas tiveram na minha vida. Sem elas, eu não seria absolutamente nada.

Esse sorrisão tão fácil não existe à toa.
É resultado de tudo que vocês me deram e seguem me dando: lições, amor, colo, broncas, projetos incríveis, chance de ajudar o próximo, perdão, estímulo, ouvido, lágrimas de emoção.
Caramba... tudo!

E não vou nominar pessoas porque nesse patrimônio cabem centenas, milhares!  
Os amigos de escola e faculdade, que muito me ensinaram; os colegas dos festivais folclóricos, que tanto auxiliaram na minha formação; os companheiros de militância, desde o movimento estudantil, que ajudaram na minha formação cidadã; os romances que vivi, cheios de trocas incríveis; os chefes que tive na vida, que sempre exigiram de mim e me deram a chance de crescer; os amigos que fiz em todos os trabalhos que tive; a família me estimulou a lutar pelo melhor; os amigos que já me ofereceram hospedagem em várias situações; as filhas que me dão equilíbrio na vida; todos aqueles que me deram a oportunidade de ajudá-los; e outras tantas pessoas que vêm me ajudando no decorrer da vida. Muitas, muitas!

Obrigada por fazerem de mim o que eu sou. Sim, cheiona de defeitos - ansiosa, impetuosa, falante, mandona etc - mas muito disposta a aprender cada dia mais, a amar e a perdoar. Não por acaso estou comemorando esses 35 anos há uns 10 dias... Tenho muitos motivos pra isso.

Inicio mais um ciclo de sete anos cheia de garra pra enfrentar os novos desafios e me fortaleço na fé que tenho em Deus e na certeza de que tenho vocês!

#Leiska35anos 



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mais um passo

5/8: o dia em que Deus me testou se sou realmente capaz de amar o próximo como a mim mesma.
Eita dia!
Um colo, um abraço de proteção, por favor!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Olhar para si nem sempre é um erro

Nunca tive problemas para me doar ao mundo.
Essa doação ao outro sempre me alimentou.
O mundo precisa de mim, como eu preciso dele.
Só que, às vezes, a doação ao mundo dos outros é tão constante, que eu esqueço do meu.
Ele fica abandonado e cheio de crises internas a serem resolvidas.
Essa mudança de foco soa até um pouco egoísta. 
"Como assim, você vai cuidar do seu quintal? E o do vizinhos,quem vai ajudá-los?"
Então, antes que eu me cobre demais por isso, lembrarei das instruções dos comissários de bordo: "Em caso de despressurização da aeronave, máscaras de oxigênio cairão sobre suas poltronas. Ajuste primeiro a sua, em seguida, auxilie crianças e idosos que precisem de ajuda".
Que óbvio, não?
Como posso auxiliar o mundo, se nem eu consigo respirar?

domingo, 22 de junho de 2014

Rompimentos libertadores

Como bem disse um dia o poeta Mário Quintana "Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça."

É exatamente essa a sensação que me toma a cada aniversário. Estou tendo a chance de recomeçar.

E como tenho o hábito de em todos os anos relacionar as conquistas, derrotas e desafios a alcançar, consigo mensurar quase que exatamente onde avancei, estacionei ou até mesmo regredi.

A aproximação deste 22 de junho encheu meu peito de um estranho vazio. Medo, receio. 
Lembro como se fosse ontem que às vésperas da mesma data no ano passado, eu estava eufórica e cheia de mim. Programei comemoração e encontro com gente querida. Me emocionei em vários momentos ao longo daquele 22 de junho de 2013, com tantas manifestações de amor, declarações de afeto, ligações de gente querida.

Já neste ano, eu queria estar escondida no meu personagem real: o da menina apavorada, encolhida no canto do quarto. (Ou vocês acreditam mesmo nessa figura risonha e falastrona aparentemente segura que circula por aí? Um blefe, meu povo! Um blefe.)

É bem verdade que o meu black dog anda com o peito estufado influenciando em grande parte essa escolha. Mas há também muito da minha opção de vida no último ano. Se eu tivesse que escolher uma palavra para marcar meus 33 anos, ela seria "rompimento".

Rompi com tanta coisa no último ano, que acho que ainda estou velando algumas delas. Mesmo que muitas tenham sido para o meu bem, é difícil desapegar de anos de vícios, escolhas equivocadas, hábitos distorcidos. 

Talvez eu tenha rompido até comigo mesma. Com aquela "eu" que me fazia mal ao entrar em disputas desnecessárias, ao se apaixonar demais, ao se expor desmedidamente, ao se entregar aos prezeres efêmeros como se não houvesse amanhã, ao querer abraçar o mundo com os curtos braços que têm, ao querer tomar para si as dores do mundo.

Tenho a impressão que chego aos 34 anos sendo outra "eu". Com os mesmos sonhos, mesma alegria, mesma disposição pra auxiliar o outro, mesma vontade de mudar o mundo. Mas tentando me livrar de tudo aquilo que um dia me maltratou, me subjugou e me adoeceu.

O caminho é longo e até lá eu talvez ainda sinta saudade do que ficou. Talvez... Porque estou me afeiçoando muito a essa nova pessoa que a idade e o conhecimento tem apresentado. 

Espero de coração que no texto de 35 anos eu seja de novo só comemoração. Num novo estilo, mas só comemoração.

===

PS1: Seria injusto não registrar que neste ano eu também recebi muito carinho em ligações e mensagens que chegaram de Norte a Sul do país. =D

PS2: Não posso deixar de registrar que meu dia hoje teve um quê de especial graças aos amigos queridos que me resgataram de exílio social voluntário.


Neyla, Pat, Fabíola e Gui encheram meu dia de amor no sempre especial lar dos tios Sérgio e Nanci e do Gus.








sábado, 7 de junho de 2014

Pedra que rola, não cria limo

Acalma os anseios de mudanças constantes. 
Deus te colocou no melhor lugar para o teu progresso moral e espiritual. O lar que tens, o trabalho em que te encontras, a cidade onde resides, são oportunidades de treinamento para a tua evolução.
 "Pedra que rola, não cria limo" — afirma o brocardo popular. 
Quem sempre está de mudança não amadurece, nem realiza bem coisa alguma. Cumpre a tarefa onde estejas, e, no momento próprio, após acurada meditação, toma o teu rumo definitivo. 

(JOANNA DE ÂNGELIS, do livro VIDA FELIZ. Psicografia de DIVALDO P. FRANCO)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Eu só queria que ela sumisse

Ela sempre reaparece quando eu mais preciso dela longe.
Apesar de silenciosa e discreta, com tantos anos de convivência, eu já aprendi a identificar seus sinais.
A convivência é praticamente insuportável.
Dói tanto, que até a alma sente.
Que a dor até se estende a quem é obrigado a conviver diariamente comigo.
Afinal, impossível não se sentir incomodado com essa nuvem carregada.
Eu sei que ela está aí.
Eu quero que ela vá embora.
Mas ela tão perversa, que não me deixa pedir ajuda.
Outras vezes gritei por socorro.
Mas parece que a idade e as marcas do tempo, vão te fazendo ver isso como peso para as pessoas.
E ninguém tem culpa se essa maldita insiste em me assolar.
Estou feliz que consegui falar.
Obrigada por me ouvirem/lerem.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Por trás da super capa...

Não existe Super Mulher que não sonhe, pelo menos um dia, em ser apenas uma menina que só quer afago, proteção e compreensão.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Depois da tempestade, a bonança

Por Leo Jaime:

"O chifre é um rito de passagem na educação sentimental do homem. Só depois de sofrer por uma cachorra, o homem valoriza uma mulher de verdade."

Por isso hoje sou tão feliz com a pessoa que me completa.
Soubemos nos receconhecer e nos valorizarmos como homem e mulher de verdade.

:)


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Somos incorrigíveis. Pra nossa felicidade...


Tu já percebeste que algumas pessoas vieram ao mundo para promover a paixão? 
Seja sentindo ou fazendo com quem alguém nutra esse sentimento por ela?
Mas estão sempre envolvidas numa história com a danada da paixão.

E não necessariamente se trata de algo deliberado. Flui. Acontece.
Quando se vê, o vento bateu, a flecha acertou e pumba! Lá está uma nova paixão.

Mas também quem não gosta de viver uma paixão, né?
E nem precisa ser daquelas avassaladoras, que te faz querer largar o expediente no meio, estourar o cartão de crédito numa viagem incrível ou passar cinco horas ao telefone.
Pode ser aquela paixãozinha boba, que te faz rir com trocas de sms no meio do dia, flertes inteligentes e piadinhas internas que sinalizam alguma intimidade.

É que seduzir é bom demais...
Mas melhor mesmo é se permitir ser seduzido. É estar ali disponível e entregue para as doçuras, encantos e afagos que o outro quer te dar pra tentar te conquistar. 
Tentar, nada! Na verdade, nessa fase, ele já te conquistou. O que o ser que gosta da paixão faz é prolongar a curtição... É como prolongar um orgasmo lento e prazeroso...

As pessoas que vieram ao mundo pra viver paixões dominam essa arte muito bem. 
Por sinal, dominam até a arte de prolongar uma paixão inexistente.
Quando não há ninguém apaixonante por perto, há quem recupere uma paixão do passado. 
Vale se apaixonar por lembranças revendo fotos antigas, relendo cartas, indo na loja de perfumes para resgates olfativos. É claro que isso tudo dentro da saudabilidade permitida. Ressuscitar múmias não pode! Pelamor!

E há aqueles que mesmo que prometam "Eu nunca mais vou me apaixonar!" depois de uma cacetada da vida, não perdem jamais a oportunidade de viverem novamente uma boa paixão.
Volto ao início deste texto: tem gente que veio ao mundo pra isso.

E, às vezes, mesmo que nem haja tantas razões assim pra se apaixonar - o outro é problemático, duro, feio, tem 10 filhos - dane-se! Há um filtro mágico capaz de absorver apenas as virtudes: inteligente, bem-humorado, disposto, tem pegada, é politizado. E pronto. É o suficiente para dar aquela oxigenada no coração e viver mais uma cruzada pelo desconhecido.
Sim, porque é sempre um universo desconhecido. Ou achas que as paixões são todas iguais? Até quando se quebra a cara, os traumas são outros. 

E daí se na última queda tu prometeste pra os teus amigos que não ias mais ligar com aquele papo mole de "Cara, me fudi"? E daí se prometeste pra ti que não ias mais gastar dinheiro à toa por causa de ninguém (paixão sempre faz a gente gastar com vaidade, presentinhos e supresinhas!)?  

Somos incorrigíveis, meus caros. In-cor-ri-gí-veis!
E, no fundo, adoramos e nos orgulhamos muito de sermos assim.
Viemos ao mundo para distribuir paixão.

Próximo, por favor!




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Minha maior inimiga

Toda vez que leio a expressão azinimiga, tão na moda nas redes sociais, eu me pergunto como alguém consegue colecionar inimigos assim, a ponto de precisar mandar recados pra eles pela internet.
Eu não sei se alguém me tem como inimiga, mas eu não consigo lembrar-me de ninguém que seja meu inimigo, além de mim mesma.
Explico.
Ninguém é capaz de me fazer mais mal do que eu mesma. Minha preguiça, minhas atitudes egoísta, meus ímpetos de ciúme, minhas impulsividades, meus maus pensamentos, as tentações as quais não conseguir vencer.
Cada vez que eu me permito cair numa armadilha dessas, estou atentando contra a minha própria felicidade, contra o meu próprio crescimento espiritual. Aí eu vou mandar recadinho “pras izinimiga”?
Hummmm...

Preciso eu mesma me olhar no espelho e falar umas boas verdades pra o ser que aparece refletido nele. Isso, sim!

domingo, 11 de agosto de 2013

Todo mundo precisa de um Super Heroi

Neste segundo domingo de agosto, eu queria fazer um apelo a todos vocês que já são PAIS:
Nunca roube de seu filho o direito que ele tem de sentir orgulho de você!

Você pode ser gari, estudante, advogado, pastor, desempregado, mas seja um pai digno de ter um fã à altura do seu filho.
Tirar isso dele pode gerar consequências que ficarão pra vida toda. Acredite!
Todo filho tem direito de ter um Super Herói.


domingo, 21 de julho de 2013

Repensando a solteirice...

Até quando a opção pela solidão é mesmo uma opção?
Ando meio cansada das contas de dividir e subtrair.
Queria muito voltar fazer as de multiplicar e somar.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Entenda melhor a razão da sua pobreza

O texto abaixo é do blog Recordar, Repetir e Elaborar. Resolvi reproduzir aqui porque nunca ninguém conseguiu explicar com tanta clareza a razão patológica da minha dureza financeira. A social, eu entendo. Mas a razão patológica de não conseguir ascender financeiramente, mesmo com todas as oportunidades que já tive - e que hei de ainda ter -, só a autora deste texto conseguiu fazer...
Ao reproduzir seus próprios dilemas, nem tão dilemas assim, ela traduz com maestria a minha realidade e de tantas outras pessoas da área de humanas que eu conheço...
Conversando sobre um amigo – digamos apenas que ele é da ˜área de humanas˜ – que se encontra em apuros financeiros, meu marido perguntou:
- Mas afinal, o que ele faz?
Minha resposta foi imediata, sem censura e sem rodeios:
- Ah, você sabe como é, faz um monte de coisa que não dá dinheiro.
E foi aí que me ocorreu.
Quase todos os meus amigos podem ser definidos exatamente assim: gente de humanas que faz um monte de coisa que não dá dinheiro.
Tenho pouquíssimos amigos que construíram uma sólida e tediosa carreira de sucesso em alguma respeitável multinacional.
Meus amigos, quase todos, fazem, fizeram ou farão trampos de:
design gráfico, tradução, revisão, revisão ABNT, programação, decoração, consultoria de moda, webdesign, transcrição, preparação de originais, editoração, legendagem, publicidade, jornalismo, aula de inglês, de francês, aula em faculdade, em cursinho, mestrado, doutorado, com bolsa, sem bolsa, consultoria/assessoria/gerenciamento de redes sociais, assessoria de imprensa, produção de eventos, crítica de arte, de música, de cinema, cenografia, curadoria, agitação cultural, mapa astral.
Escritores, roteiristas, resenhistas, romancistas, colunistas, cronistas e poetas. Professores, palestrantes, repórteres, artistas e fotógrafos. Produtores, atores e diagramadores. Bailarinos, músicos e psicanalistas. Pós-graduandos em ciências sociais, antropologia e história. Estudantes de graduação em filosofia. Ou, para resumir com termos que nossos tiozões reaças entendem bem: “tudo puta, bicha e maconheiro” <3 font="">
Um monte de coisas. Que não dão dinheiro. Nenhuma delas. Nem se juntar tudo.
E eu, que sempre me senti tão sem turma, tão sempre trabalhando quietinha e sozinha em casa, tão avessa ao mundo real repleto de gente com uma CLT na mão e o firme propósito de ganhar dinheiro na cabeça. Eu, que sempre me senti oprimida por aquela propaganda no metrô que mostra um jovem sorridente “decolando na carreira” depois de concluir seu MBA em administração. Eu, finalmente, sorri e me dei conta:
Gente de humanas que faz um monte de coisa que não dá dinheiro - esse é o meu clube, essa é a minha vida.
Somos bichinhos estranhos, nós que somos gente de humanas e fazemos um monte de coisa que não dá dinheiro. Pulamos de frila em frila sempre achando que o de agora vai durar e que o contratante vai pagar em dia. Ignoramos solenemente o fato de que o frila de 2009 pagava exatamente o mesmo que o frila de 2013. Acima de tudo, baseamos toda a nossa vida na convicção de que o próximo frila será melhor, mais interessante e mais bem pago que o atual.
Escrevemos, traduzimos, cantamos e sapateamos. Nosso talentos são múltiplos. Nossa versatilidade é incomparável. Nossa paciência é infinita. Nosso único defeito: não somos uma categoria unida. Se unidos fôssemos, estaríamos nos anúncios do metrô agora mesmo: “venha ser gente de humanas e fazer um monte de coisa que não dá dinheiro você também!” Mas não. Em vez disso, estamos aqui, cada qual surtando com seu próprio prazo e seu próprio cliente inadimplente – ou, no meu caso, tentando escrever mais um texto acadêmico e, em vez disso, escrevendo besteira no blog.
Tenho uma teoria de que nós, gente de humanas que fazemos um monte de coisa que não dá dinheiro, só teremos nosso valor devidamente reconhecido pela sociedade o dia em que o governo quiser subsidiar a vinda de tradutores, fotógrafos, poetas e psicanalistas cubanos. Aí sim seremos importantes – aí sim seremos potência.
Até lá, continuaremos fazendo um monte de coisa – e fingindo para a nossa família e nossos amigos com carteira assinada que ganhamos algum dinheiro.

sábado, 6 de julho de 2013

A culpa é de quem?

A sensação de que você nunca é devidamente compreendido é, na verdade, culpa de quem?
Do mundo que não te compreende ou sua, que nunca é capaz de se fazer compreender?
Se alguém me perguntasse quais minhas principais virtudes, eu, certamente, diria que estão entre elas a doçura, a compreensão, a capacidade de me doar ao próximo e o prazer em ser carinhosa com os que me cercam.
Mas se a mesma pergunta sobre mim fosse feita aos que convivem comigo, será que eles apontariam essas mesmas características como as principais virtudes que vêem em mim?
Pois é...
Há uma diferença abismal entre aquilo que achamos que somos e aquilo que os outros percebem em nós.
E repito a pergunta: a culpa é do mundo que não te compreende ou tua, que não se deixa perceber como realmente gostaria, como realmente é?
A reflexão que proponho aqui não parte do princípio da culpa, mas do exercício da autoavaliação. Como somos falíveis...
Precisamos nos perceber mais, sobretudo, pra sermos mais. Mais legais, mais gentis, mais amorosos, mais autopiedosos.




sábado, 22 de junho de 2013

E foi mais um. E que venham muitos outros.

Eu adoro fazer aniversário.
Acho muito massa esse lance de virada de ciclo e a oportunidade de autoavaliação e reflexão que o aniversário proporciona. 
Aos 33 anos, tô me sentindo no auge da beleza (com exceção do meu cabelo, que tá uó). E, obviamente, da autoestima elevada.
E ao chegar na idade em que Jesus Cristo desencarnou faço algumas constatações sobre a minha passagem terrena até o momento, cuja importância não  segue necessariamente na ordem descrita.


  • Não me arrependo de continuar acreditando nas pessoas, mesmo que muitas vezes eu banque a otária. Prefiro isso a seguir amarga e incrédula. Cada dia fico mais convencida de que o problema é de quem me engana. 
  • Não deveria ter passado todo esse tempo sem fazer execício físico. Em que pese o charme e o viço que a idade te dá, a flacidez é uma merda!
  • Eu nunca deveria ter abandonado o inglês em nenhuma das seis vezes que tentei fazer depois de adulta. Aprender agora é bem mais difícil.
  • A melhor coisa que já fiz na vida foi resolver dedicar parte das minhas horas de vida à espiritualidade. Um novo mundo se abriu.
  • Cada dia tenho mais fé em Deus e gratidão por tudo que ele me proporciona.
  • Todos os bofes que quiseram casar comigo e eu dispensei se tornaram homens bem sucedidos, o que me faz ratificar a teoria de que eu realmente não nasci pra ter vida de dondoca a julgar a colaboração até mesmo do cosmos.
  • Definitivamente não vim ao mundo pra ganhar dinheiro. Todas as vezes que tenho chance disso, abro mão pelas causas, mesmo que inconscientemente...PQP! Isso eu confesso que ainda não superei.
  • Tenho cada vez menos medo de assumir os riscos das minhas escolhas.
  • Tenho muito orgulho da minha trajetória de menina pobre, com passagem em escola pública, que, aos 17 anos passou no vestibular das duas universidades públicas onde concorreu e que, aos 18, conseguiu o primeiro estágio e, aos 19, a carteira de trabalho assinada como repórter pela primeira vez. Mas, mesmo parecendo que tudo foi mérito meu, eu faço questão de deixar bem claro: tudo na minha vida só foi possível graças ao batalhão de gente generosa que sempre cruzou o meu caminho. Sempre! Sem essas pessoas nada na minha vida teria dado certo. Desde a infância até agora.
  • Prezo cada dia mais a lealdade aos meus e àqueles que são leais aos seus. 
  • Ser mãe é a melhor coisa do planeta, mas eu preciso de folga 2 vezes por mês. Sem culpa.
  • Depois de dois casamentos, só caso de novo ser for pra termos quartos separados, respeitando minimamente a privacidade um do outro. Todo mundo merece seus minutos de paz durante o dia. 
  • Sou uma colecionadora de tesouros humanos. Riqueza a qual eu me orgulho muito de não parar de crescer. 
  • Tenho um coração infinito, capaz de abrigar muito mais do que tu vês e muito mais do que eu demonstro. Isso inclui amor e dor.
  • Tenho me esforçado muito pra ser menos marrenta e parecer menos brigona. Juro que estou me esforçando mesmo! Ainda que não pareça... Humpf!
  • Perdoar é sempre o melhor caminho.
  • Santo Antônio tem sido muito massa comigo em 2013!!!
  • Na dúvida, eu amo. Sempre!

O que eu espero para os próximos anos?

Concluir o inglês;
Ser menos ansiosa; 
Escutar mais e falar menos; 
Ser menos impulsiva; 
Ser menos agressiva; 
Desenvolver a minha mediunidade seriamente; 
Ter um companheiro bem bacana pra dividir a vida (desde que em quartos separados); 
Nunca desistir da luta de ajudar a construir um mundo menos desigual;
Ser menos pobre;
Nunca ter olhos vendados para as necessidades dos meus semelhantes;
Ter saúde pra seguir nesta vida terrena por mais uns anos pra ajudar a criar minhas filhas. 


E que Deus me proteja nesta luta!
Obrigada a todos que me acompanham!


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Liberte a alma


Porque orgulho só serve mesmo pra entulhar o coração de quem o sente.
Livremo-nos e sejamos mais felizes!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como eu imagino os pais...

No decorrer da minha vida adulta, eu passei a perceber o quanto um pai faz falta na vida de uma pessoa.
Deve ser muito legal ter um.
Eu tive! Ele foi casado com a minha mãe. Nasci da primeira relação sexual deles, ainda na lua-de-mel, que foi em Vigia (!). 
Mas não tenho boas lembranças, sabe?
Enfim... 
Dizem que ele era carinhoso e muito apaixonado por mim e meus irmãos. Deveria ser. As pessoas falam, né?
Quando a minha mãe se separou dele, num ato de muita coragem pra romper com aquela violência que sofria, eu tinha 5 anos. Ele morreu 3 anos depois, por causa de um câncer no estômago.
Não tive padrastos. Minha mãe até teve namorados, mas nunca tive vínculo afetivo com nenhum.
A coisa mais próxima que tive de um pai foi meu primeiro marido. Apesar de ser apenar 3 anos mais velho que eu, Saulo era tão ajuizado e tão pé no chão que tinha rompantes paternos pra cima de mim. Confesso que adorava. Mas ele já não é mais meu marido há quase 8 anos!
De lá pra cá, tive um pai postiço enquanto eu morava em São Paulo. Nos adotamos. Eu queria um pai, ele queria uma filha. E tínhamos tanto em comum... André Costa Nunes, pessoa da melhor qualidade!
Mas a distância geográfica também distanciou nossa relação.
Nossa, e nos últimos tempos tenho sentido muita falta disso que não tive. Um PAI...
Aí, tento buscar aqui e ali e nada me completa. E eu me decepciono, me machuco.
No fundo, bem lá no fundo, eu só queria um colo bem confiável pra deitar a cabeça, chorar as tristezas, buscar certezas e receber cafuné. Alguém que me dissesse com a grave voz masculina "Eu vou te proteger".
É assim que eu imagino que os pais fazem... =)