terça-feira, 20 de maio de 2014

CNJ abre processo para investigar desembargadoras do Pará

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu ontem (19) processo disciplinar para apurar a conduta das desembargadoras Vera Araújo de Souza e Marneide Trindade Pereira Merabet, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O CNJ vai apurar indícios de que as magistradas favoreceram uma quadrilha que aplicou um golpe no Banco do Brasil, no valor de R$ 2,3 bilhões.
  

Em 2011, a Juíza Vera Araújo autorizou o bloqueio de R$ 2,3 bilhões de uma conta do BB em favor de uma pessoa física, por entender que o titular da conta-corrente tinha direito ao valor depositado. Os advogados do banco recorreram da decisão e informaram que se tratava de golpe. O recurso foi analisado pela magistrada Marneide Trindade, que rejeitou o pedido de desbloqueio. Segundo ela, o banco não comprovou a origem do dinheiro. No CNJ, a então corregedora Eliana Calmon determinou o desbloqueio da decisão em favor do BB.
    

A maioria dos conselheiros seguiu voto do corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão. Segundo o corregedor, as magistradas foram parciais nas decisões. “Diante de todos os elementos colacionados no presente expediente, voto pela instauração de processo administrativo disciplinar contra as desembargadoras Vera Araújo de Souza e Marneide Trindade Pereira Merabet, em razão da existência de graves indícios do cometimento de falta funcional pelo descumprimento do comando contido nos artigos do Código de Ética da Magistratura, notadamente aqueles relativos à independência, imparcialidade, integridade profissional e prudência”, decidiu Falcão.

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Texto: Agência Brasil

domingo, 18 de maio de 2014

Emir Sader estaria Sherazadiando?



A que ponto o governismo desmedido chegou...
Um cara do nível do Emir Sader** incitando violência!

O que difere Emir de Sherazade nesse comportamento? Na minha avaliação, nada! 

Ela diz que bandidos podem ser linchados e Emir (gente, EMIR SADER!!!) defende que a torcida organizada da Gaviões da Fiel escorracem quem protesta contra a Copa.


Vocês sabem bem como é o modus operandi das torcidas organizadas no Brasil, né?


Abaixo, a carta de protesto do Movimento dos Trabalhadores sem Teto em resposta à postagem do professor.


Intelectual vira-lata!
O professor Emir Sader, em consonância com os grandes empresários da mída, mais uma vez destila sua inteligência ala Revista Veja contra os movimentos populares que estão nas ruas lutando.
Dessa vez o alvo foi o MTST, onde em sua página no facebook, chama o movimento de vira-lata e conclama os torcedores do corinthians a enxotar nos da manifestação que fazíamos na Radial Les
te, próximo ao Itaquerão.
È deprimente observar um professor que tempos atrás se colocava como de esquerda e aliados dos movimentos fazer um comentário que desqualifica e incita a violência entre trabalhadores e torcidas organizadas.
Dessa vez Emir Sader desceu de seu pedestal de intelectual governista para demonstrar que não passa de um intelectual vencido pelo tempo, descontextualizado das ruas e acrítico ao governo. Enfim, mais um intelectual assumi seu lado na luta entre ricos e pobres
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**Possui Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e Doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem experiência na área de Ciência Política e Sociologia, com ênfase em Estado e Governo, atuando principalmente nos seguintes temas: América Latina, pós-neoliberalismo, política e pensamento crítico. É membro do Comitê Científico Consultivo do Programa MOST da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


domingo, 11 de maio de 2014

Curso Básico de Injustiça

A publicidade manda consumir e a economia o proíbe. As ordens de consumo, obrigatórias para todos mas impossíveis para a maioria, são um convite ao delito. 


Sobre as contradições de nosso tempo, as páginas policiais dos jornais ensinam mais do que as páginas de informação política e econômica.


Este mundo, que oferece o banquete a todos e fecha a porta no nariz de tantos, é ao mesmo tempo igualador e desigual: igualador nas ideias e costumes que impõe e desigual nas oprtunidades que proporciona.


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Curso Básico de Injustiça, em De Pernas pro Ar, de Eduardo Galeano.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Collor, o maior de todos os inocentes brasileiros

Vinte e dois anos depois, o Supremo Tribunal Federal colocou um ponto final no último processo a que o atual senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello respondia por supostas irregularidades cometidas no período em que ocupou o Palácio do Planalto. Contando com o último, Collor já respondeu a 14 inquéritos no Supremo e nunca foi condenado.

Vocês conhecem alguém que tenha sido inocentado tantas vezes pela suprema Corte do país?

Então, segundo a Justiça brasileira, Fernado Collor de Melo é, sim, o maior dos inocentes da nação!

E vamos ter que engolir.

domingo, 27 de abril de 2014

O que Vargas tem em comum com um certo paraense

O André Vargas está para o PT do Paraná como o Beto Faro está para o PT do Pará.
Se o paraense se visse numa sinuca dessa, não apareceriam petistas históricos em sua defesa, nem militância nas ruas ou redes sociais. Não existe essa relação orgânica no partido com essas figuras.

Aquela mão empunhada de Vargas pra afrontar o Joaquim Barbosa na abertura do ano lesgislativo, meses atrás, foi muito mais pra ele mesmo aparecer do que uma convicção de quem tem história de luta.

Coisa de quem faz sua própria política, saca?

Por que vocês safam o Sardenberg? Só porque ele é homem?

Quero muito acreditar que estou vendo chifre em cabeça de cavalo, mas queria entender porque tentam a todo custo deslegitimar a Miriam Leitão, chamando-a de tudo que não presta, quando o Carlos Alberto Sardenberg é um milhão de vezes mais conservador, errante e debochado.

Ele fala das agruras do Brasil com sorrisinho, com felicidade.

Escuto os dois diariamente e várias foram as vezes em que já concordei com Leitão. Não a acho isso tudo que falam, não! Já o Sardenberg faz comentários que beiram a cretinice, dizendo que Brasil está falido, perdido e só pode melhorar se eleger um novo presidente, vide as notas das agências de risco e da Bovespa a cada pesquisa de intenção de votos que aponta a queda de Dilma.

Vocês falam mal diariamente da Miriam porque ela é mulher? É porque acusar mulher de incompetência é mais clichê, né?

 


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Paraenses, fujam todos enquanto é tempo

Parceria de longa data esta aí: Jatene e Mário Couto.

O problema são as alternativas: Família Barbalho e Duciomar Costa.

Paraenses, fujam todos para as colinas!



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Estado patina na segurança e tortura inocentes para confessar crimes não cometidos

O caso Tayná, no Paraná, é mais um exemplo do quanto nossas polícias são mal formadas, mal preparadas e tendem e achar culpados para dar resposta imediata para a imprensa, quando um caso dá muita audiência. Com esse objetivo, chegam até a torturar inocentes para que esses assumam a culpa de crimes que não cometeram. Dessa forma, ganham na mídia o espaço esperado.

No caso específico, quatro trabalhadores do Parque de Diversões onde foi encontrado o corpo de Tayná tiveram de "confessar" estupro e assassinato não cometidos.

Mais uma vez, é a culpa caindo sobre pobres para que o Estado tente parecer eficiente.

O governador tucano Beto Richa ainda deve a resposta desse crime hediondo sofrido pela jovem Tayná. Mas deve também a responsabilidade sobre a injustiça, humilhação e tortura sofridas pelos quatro trabalhadores que foram acusados pelo Estado de terem cometido crimes que não cometeram.


Laudo confirma que Tayná não sofreu violência sexual


A exumação do corpo de Tayná Adriane da Silva, 14 anos, confirmou o que a perícia inicial havia apontado: ela não sofreu violência sexual antes de ser morta. A informação foi obtida pela Gazeta do Povo com fontes que investigam o assassinato da garota, cujo corpo foi encontrado no dia 28 de junho de 2013, em Colombo, na Grande Curitiba.
Procurada para confirmar o resultado da necropsia, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) não negou nem confirmou a informação. No Ministério Público, órgão que requisitou o exame, o promotor do caso não foi localizado.
Falhas
Família da jovem critica declarações de delegado-geral
A admissão do delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Riad Braga Farhat, de que o assassinato da menina Tayná pode não ser esclarecido está associada ao momento político da segurança pública no estado. Essa é a opinião de familiares da garota assassinada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. “Quem tem culpa no caso é a perícia e agora quem está no comando da Sesp é o doutor Leon [Grupenmacher, médico legista de carreira e ex-diretor geral do IML]. Tinha certeza que com ele lá tudo iria mudar porque tivemos conflitos no início do caso”, afirma Marcia Fernanda da Silva, irmã da jovem.
A declaração de Riad Farhat foi dada em entrevista à rádio Banda B, no último dia 27. “Nós vamos fazer o que for possível, mas podemos não conseguir e precisamos admitir isso”, disse na ocasião. Procurado pela Gazeta do Povo, o delegado-geral reafirmou a frase, mas disse que ela vale para qualquer caso. “Não disse apenas para o da Tayná, mas qualquer caso de Curitiba, Nova York ou Toronto. São casos difíceis de serem solucionados”.
O resultado põe por terra a teoria de que poderia haver lesões ósseas ou algum outro indício físico no cadáver que não tivessem sido apontados na perícia. Em agosto do ano passado, a própria família da vítima, por meio do advogado Luiz Janiszewski, pediu à Justiça a exumação do corpo. O pleito foi negado, mas, dias depois, a 1.ª Vara Criminal de Colombo autorizou o exame a pedido do MP.
Alvo de críticas da família, o laudo de criminalística divulgado naquele mesmo mês de agosto havia apontado que Tayná não tinha sofrido violência sexual antes de ser morta. Isso não queria dizer, entretanto, que ela não tenha sofrido abuso, já que o documento não entrava em hipóteses como ato consensual pouco antes do crime ou mesmo forçado sob ameaça (o que não deixaria rastros de agressão no corpo).
De acordo com funcionários do IML, que não quiseram se identificar, o caso não foi solucionado por falhas na investigação policial. “A garota não foi estuprada e isso ficou claro antes mesmo dos exames. O problema foi que a polícia, desde o princípio, não investigou o caso como ele deveria: um sequestro seguido de morte e não um estupro. Ela ficou dois dias desaparecida antes de ser morta e isso não foi investigado”.
Demora
O inquérito que apura a morte de Tayná já foi prorrogado seis vezes, a última delas no último dia 26, e passou por quatro delegados. Desde setembro de 2013, ele é presidido por Cristiano Quintas, da Delegacia de Homicídios. A reportagem pediu entrevista com o delegado, mas a assessoria da Polícia Civil informou que ele não falaria sobre casos não solucionados.
14 pessoas
Após a localização do corpo de Tayná, em terreno ao lado de onde funcionava um parque de diversões, quatro funcionários do local foram presos por suposto envolvimento com o crime. Na sequên­cia, outros 11 – a maior parte policiais – foram presos acusados de torturarem os suspeitos para que eles confessassem. Todos foram soltos após reviravoltas na investigação que ajudaram a derrubar o então delegado-geral Vinicius Michelotto.
Além da denúncia de tortura, pesou a favor do quarteto o laudo de que o sêmen deles não era compatível com o encontrado na vítima – inclusive em uma contraprova. Com os novos fatos, eles foram soltos e incluídos em um programa de proteção a testemunhas.
Para parentes, os funcionários do parque são os responsáveis pelo crime. Luis Gustavo Janiszewski, advogado da família, defende que a tortura ocorreu após as confissões. “Sem querer defender, mas a tortura foi um castigo pelo crime cometido contra uma adolescente.”

domingo, 6 de abril de 2014

Continuo confiando no Ipea

Continuo confiando tranquilamente no IPEA. São anos de pesquisa para o bem do Brasil. 
Sim, o tal erro foi feio e merece punição aos responsáveis, mas, pelo menos, serviu pra debater o machismo em espaços nunca antes debatidos. 


Um Instituto com a história do IPEA e com tantos pesquisadores sérios não há de ter sua história jogada no lixo pelo erro de um grupo dos servidores.

O que me espanta é que essas agências internacionais de risco dão nota máxima pra banco que quebra na semana seguinte, cujos erros causam desemprego e todas as suas consequências, e não vejo protesto nas redes sociais de indignação e boicote as agências.


Ah, Brasil, seu país com mania de vira-lata.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Os justos te viram as costas


 Foto: Antônio Augusto/Câmara dos Deputados

A irresponsabilidade da defesa da redução da maioridade penal

Sabem porque o PSDB defende a redução da maioridade penal?

Porque eles não conseguem colocar o Estatuto da Criança e do Adolescente em prática. É muito difícil pra o governo tucano - vide o estado do São Paulo - ressocializar crianças e adolescentes em conflito com a Lei. 

Pra eles parece difícil investir em escolas para esses meninos e meninas e garantir que tenham acesso à aulas de cidadania. É mais fácil enfurná-los num depósito no formato cadeia. Sai mais barato e o povo não vê - até porque prefere não enxergar "criminoso".

Nunca vou esquecer que quando José Serra assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005, ele disse que fecharia os CEUs (Centro de Educação Unificado), que a Marta Suplicy inaugurou em sua gestão (2000-2004) nas periferias de São Paulo. A alegação do tucano era que custava caro mantê-los aberto tanto tempo. 

É claro que custavam caro. Educação de qualidade em tempo integral custa caro mesmo, sabia Serra! Mas isso é que é capaz de mudar o destino de um garoto que cresce num bairro violento. É esse dinheiro caro que é capaz de evitar mais meninos nas Febens e Cajes do Brasil.

É óbvio que a medida mais fácil pra quem não quer mudar os problemas desse país na origem é reduzir a maioridade penal. Aí, transfere o problema pra o Sistema Penitenciário, que, por sua vez, também não ressocializa ninguém enquanto não houver uma profunda reforma no Judiciário, capaz de acelerar o julgamento dos processos que se arrastam por anos.

Querer a solução do problema de crianças e adolescentes é construir creches em quantidade suficiente para atender as mães do país pra que elas não deixem mais seus filhos sozinhos sob influência de qualquer um enquanto trabalham; é parar de cortar investimentos na educação pública só porque "é caro"; é punir os torturadores das unidade socioeducativas; é transformar em crime hediondo a utilização de menor em práticas criminosas; é garantir que garotos e garotas em cumprimento de medidas socioeducativas tenham direito à educação, cursos profissionalizantes e perspectiva de uma vida diferente, evitando a reincidência criminal.

Não quero aqui dizer que outros partidos costumam seguir o ECA com rigor. Não. Não é isso. Mas, pelo menos, ainda não vi nenhum outro ter o cinismo do PSDB de defender com veemência essa alteração na Lei.

Defender a redução da maioridade penal é coisa de quem tem compromisso midiático e imediatista consigo mesmo. Jamais com um país de fato transformado pra melhor.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Enquanto isso na cadeia...

- E aí, cara, o que foi que eu te disse? A culpa não foi minha! Era ela que todo dia passava na rua com aquela calça justa, mostrando aquela bunda grande. Carne é fraca. Eu sou homem, pow!

- Eu também. Agora vinha aquela molequinha de shortinho curto todo dia brincar com mais aquele monte na minha calçada, me chamando de tiozinho. Tava querendo.

- E a gente que levou a culpa de dar o que elas queriam.

- Ainda bem que o povo brasileiro não é otário igual aqueles imbecil do juri e percebe que a culpa é delas que provocam a gente. A gente tem carne humana, porra!

Conversam aliviados estupradores na cadeia.




Foto: site Lux.pt

quinta-feira, 27 de março de 2014

Jornalismo enrustido

Há duas semanas, Merval Pereira dizia na CBN era muito cedo pra pesquisa de intenção de voto refletir a realidade das eleições presidenciais. 

Hoje, na mesma CBN, Merval disse que pesquisas de intenção de voto já são um forte indicativo de que Dilma não é mesmo preferida para ganhar as eleições.

Ou seja, quando pesquisa aponta a presidente como preferida em subida, ela não reflete realidade. Quando pesquisa é desfavorável....

Jornalismo bom é outra coisa, né, meu povo?!

quarta-feira, 26 de março de 2014

O "socialista" que perdeu o bonde da história pelo rancor

O insuperável rancor do Roberto Freire por não ter ido ao 2º turno das eleições de 89, no lugar de Lula, faz com que até hoje ele se submeta ao ridículo papel de opositor sem qualquer critério. 

Vide votação do Marco Civil da Internet, ontem, na Câmara dos Deputados. 


Lamentável, deplorável.






Jovens negros são as maiores vítimas de assassinato policial em SP, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar) - e antecipada ontem pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de SP - aponta que 61% das vítimas fatais de violência policial no estado de São Paulo são afrodescendentes, 57% tinha menos de 24 anos quando morreram e 97%, eram homens.

Do lado dos agressores/assassinos, 79% eram brancos, 73% tinham entre 25 e 39 anos e 97%, eram homens. 

Vale ressaltar que os números oficiais mostram que os afrodescendente representam 30% do total  da população de São Paulo. Ou seja, mesmo não sendo a minoria, são eles os mais alvejados pela PM do estado.

Segundo nota da PMSP à jornalista Mônica Bergamo, 40% de sua tropa é de afrodescendente.

Dá pra entender porquê as políticas públicas de cotas raciais são tão necessárias?

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 314 votos a 36 e 6 abstenções, o Projeto de Lei 6738/13, do Executivo, que reserva 20% das vagas em concursos públicos a candidatos negros que assim se declararem na inscrição. A matéria ainda será analisada pelo Senado.
A reserva vale para seleções da administração pública federal e das autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União por um período de 10 anos.
A votação dividiu opiniões no Plenário. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) criticou o PL 6738/13. "Esse projeto é racista, separatista e imoral", afirmou o deputado.
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a medida. Para ela, a ação afirmativa não pode virar alvo de "chacota", referindo-se à fala de Bolsonaro. "O que falta ao negro é a oportunidade, e esse projeto vai dar oportunidade."
A votação da proposta no Plenário da Câmara foi acompanhada por manifestantes, que gritaram "cotas já" das galerias.



segunda-feira, 24 de março de 2014

O mal que nos faz o orgulho ferido

A CÓLERA

9. O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. 

Que sucede então?
– Entregai-vos à cólera.

Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. 



Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar. Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. 

Ah! Se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade. Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. 

Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tiver coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!

Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. – Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)

10. Segundo a idéia falsa de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados. É assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a encolerizar-se, quase sempre se desculpa com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, lança a culpa ao seu organismo, acusando a Deus, dessa forma, de suas próprias faltas. É ainda uma conseqüência do orgulho que se encontra de permeio a todas as suas imperfeições. 

Indubitavelmente, temperamentos há que se prestam mais que outros a atos violentos, como há músculos mais flexíveis que se prestam melhor aos atos de força. Não acrediteis, porém, que aí resida a causa primordial da cólera e persuadi-vos de que um Espírito pacífico, ainda que num corpo bilioso, será sempre pacífico, e que um Espírito violento, mesmo num corpo linfático, não será brando; somente, a violência tomará outro caráter. 

Não dispondo de um organismo próprio a lhe secundar a violência, a cólera tornar-se-á concentrada, enquanto no outro caso será expansiva. O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? 

O homem deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nisso não pode atuar; mas, pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme. Não vos mostra a experiência, a vós espíritas, até onde é capaz de ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam sob as vossas vistas? 

Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso. – Hahnemann. (Paris, 1863.)

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CAPITULO IX - BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO BRANDOS E PACÍFICOS / O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

terça-feira, 4 de março de 2014

O que dizer a ela?

Se a minha filha me pede comida, eu a alimento.
Se ela pede água, eu dou o que beber.
Quando quer brincar, brincadeiras.
Se pede para dormir, eu ponho para a soneca.
E assim faço com muito amor em relação a todos os seus pedidos de criança.

Mas há um que me corta o coração quando ela chora pedindo e dizendo que quer a todo custo, porque não posso fazer nada, absolutamente nada para atendê-la. Nem mesmo dizer a verdade. 

‪#‎VidaDeMãe‬

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Abaixo a institucionalização do turismo sexual

Sobre a tal camiseta da Adidas, achei a descarada institucionalização do turismo sexual. 


Na sua reprovação, não cabe moralismo religioso. Cabe o combate ao turismo sexual e ao comércio do corpo da mulher. Simples assim.

NÓS, MULHERES BRASILEIRAS, NÃO SOMOS ATRAÇÃO TURÍSTICA!


Dizer que ama o Brasil por causa das nossas bundas é nos tratar como objeto. Ainda mais num país que sofre com o turismo sexual como o nosso, inclusive, contra menores.

Eu, como mulher brasileira, me senti agredida e olhem que não sou dada a essas frescurites. 

Vi opinião de muitos amigos homens que acharam a peça engraçada, criativa, sagaz. Talvez assim a tenham visto porque agressão não os atingiu diretamente.


Reflitam, amores!








segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

E tu, és um pai quando dá?

Não escrevi esse texto.
Mas poderia ter sido eu. 

Pai quando dá. 
Sim, eu sou mãe de duas crianças que têm "pais quando dá".

Dedico esse texto ao Saulo, Rolando e a todos os amigos que têm filhos. 
Leiam muito atentamente. Não estariam vocês fazendo as mesmas coisas? 
Eles não são maus. Não! Apenas são assim... "Apenas..."
O texto é do excelente blog FemMaterna, de Maternagem Feminista. Recomendadíssimo.

“Mãe, meu pai vem quando?”
“Queria ficar com meu pai”
O que trago aqui é algo bem comum de se encontrar, embora seja difícil de explicar. Coisa estranha, em geral as pessoas convivem bem com este tipo de pai, ainda que saibam que o que eles fazem, ou melhor, o que não fazem, rebatem nas vidas de todos os que estão a sua volta.
Eu vou falar daquele homem que é pai quando dá.
É mais ou menos assim que a coisa se desenrola: houve uma separação, que entre trancos e barrancos se realizou. A criança fica sob a guarda da mãe, pois isto é o esperado por todos e o naturalmente aceito pela sociedade. O pai se encarrega de contribuir com a chamada pensão alimentícia, isto pode ser feito através de uma imposição de justiça ou ele pode ser um “cara legal” e “ajudar” voluntariamente. Além de contribuir com parte das despesas da criança, ele geralmente passa os finais de semana com o filho ou filha quinzenalmente. Parece que comparecer quinzenalmente é o tempo suficiente pra ser pai. Nem todos os pais quando dá são iguais, existem aqueles que aparecem durante a semana, vez em quando pegam o filho na escola, dão um sorvete.
Os julgamentos e expectativas do mundo afora são relativamente razoáveis para o pai quando dá. O pai quando dá na maioria das vezes é considerado como um bom pai, afinal, ele comparece sempre que pode. O pai quando dá também pode ser considerado como vítima, porque, coitado, ele tem que trabalhar tanto para pagar a pensão do filho, teve até que aprender a cozinhar. E para poucas pessoas, o pai quando dá é realmente um descarado, mas isto é no fundo no fundo coisa de feminista chata que reclama de tudo.
A mulher, a mãe, aquela tão conhecida, fica responsável pela criação da criança no cotidiano (cotidiano aqui resume todas as adversidades e demandas diárias geradas pela vida de uma criança). Porque, sabe? Não é sempre que o pai quando dá pode assumir este cotidiano. Porque este tipo de pai quase nunca pode ficar com seu filho. Ele tem muitos motivos para não poder: ele está reestruturando a sua vida; ele está desempregado; ele trabalha quarenta horas; ele não tem mãe nem empregada pra ajudar; a casa dele é pequena; ele não tem carro; ele é um pobre coitado; coitado dele. Vamos ser compreensivos! O pai quando dá realmente nunca pode ficar, porque ele trabalha muito, é operário, artista, engenheiro, empresário. E quando ele está desempregado, ele também não pode ficar porque está deprimido e sem dinheiro.
“Mas a mulher trabalha também!”, alguns vão lembrar. Mas isto não importa. É que a mulher já está mais acostumada, sabe? Ela trabalha, cuida de criança, se preocupa, leva o lanche que a criança esqueceu em casa, auxilia no dever de casa, leva ao pediatra, arruma um cursinho naquele tempo livre que a escola não cobre, paga alguém pra ficar com o filho, adia a compra de algo para dar uma vida melhor pra criança. Enfim, ela se vira nos trinta e como se pode. Parece que mulher tem o dom natural da “viração”.
Quando a mãe tem “a sorte de casar” ou “arrumar um namorado”, porque cá entre nós, não tem coisa pior na vida do que ser “mãe solteira”. Um “título” que realmente não cai bem em ninguém e que só existe para o gênero feminino, porque até hoje eu nunca conheci um “pai solteiro”. E se conhecesse acho que isto pegaria bem pra ele, porque seria fofo e bonitinho. Pois bem, quando a mãe trata de “ajeitar” sua vida, o pai quando dá, dá logo um jeito de se fazer presente. Ele aparece para lembrar que a criança tem um pai! E que ele precisa garantir que ninguém está ali para ocupar o lugar legítimo dele. Entretanto, se a mulher tem outro filho nesta nova relação, o pai quando dá pode mudar de atitude e pode vir até a cortar a relação com o primeiro filho. Deve ser porque, se a mulher teve um filho com outro, isto quer dizer agora que ele não tem as mesmas obrigações. Porque se ela foi ter filho com outro, então ele não tem mais nada a ver com isto. Algo se rompeu na pureza da mulher, pureza esta que praticamente de nada lhe adiantava. Mas quando o pai quando dá tem outro filho com outra mulher, ele pode muitas vezes se mostrar um pai presente para o seu segundo filho. Não que isto mude qualquer coisa para a coitada da primeira criança, que teve a infelicidade de ser filho daquela mãe.
Os filhos.
Os filhos criam uma “Super Adoração” pelo pai quando dá e muitas vezes entram em conflito com a mãe, aquela que se encarrega do cuidado deles dia após dia. Convenhamos, tem coisa mais chata que ter mãe todos os dias? Aquela doida que está sempre ali preocupada, com ares de desorganização e que ás vezes transmite a nítida impressão que alguma coisa tem de errado com ela. Legal mesmo é o pai quando dá! Que encaixa a criança onde pode. Quem não exerce mais fascínio do que aquele homem herói que surge como um relâmpago e só aparece de vez em quando? Que como num lampejo de cometa se materializa, do nada, cheio de fantasias, e quando vai embora deixa apenas o arfar daquele suspiro infantil, tal qual uma abóbora que se desvanece após a badalada da meia noite. Um verdadeiro conto de fadas, um conto para crianças, de autoria do pai quando dá.
Ele não se julga, nem se acha ruim, pois sempre olha para o lado e diz: “mas o Renato é pior do que eu”, “o João nunca vê a filha”, “o Marcelo nunca deu um centavo”, “o Luis, ah! Aquele ali comeu e foi embora”. “Eu pelo menos apareço quando dá e pago o que posso.” Isto lhe faz dormir em paz.
E quando ele aparece, ele quer saber como tudo ocorreu naquela semana, ou como foi durante todo o mês em que ele esteve ausente. Ausente não! O pai quando dá não é ausente, ele é ocupado. E se algo está “dando errado” na vida da criança ele questiona, “Mas você é a mãe dela?”, “Ele tem que te respeitar!”, “A adulta é você!”, “Criança não tem vontade”. O pai quando dá entende muito de educar. O modelo de educação a distância deve ter se inspirado na pessoa do pai quando dá.
Quando ele pega o filho ou filha, naqueles momentos que são raros e que a mãe enfim poderia ficar tranquila, ele ainda dá um jeito de mostrar que as coisas não são tão fáceis assim. Ou ele dificulta a comunicação, ou nunca chega no horário combinado, ele se atrasa para chegar, ele não consegue cumprir os acordos, mas o que é isso de acordo afinal? Ele devolve o filho na hora que dá, na hora que está melhor pra ele. E quando a criança fica doente quando está com ele, à culpa é da mãe que mandou a criança doente, ele não pode ir à farmácia nem ao hospital, pois isto é coisa de mãe. Mae desnaturada.
"Time for school", foto de Casual Capture, no Flickr. Alguns direitos reservados
“Time for school”, foto de Casual Capture, no Flickr. Alguns direitos reservados
Se a criança não come, foi à mãe, que afinal é quem fica com ela todos os dias que não a educou direito. Se a criança vai mal na escola é porque a mãe não está acompanhado nas tarefas escolares. Se a criança não passeia no final de semana é porque, como se não bastasse toda esta negligência, ainda por cima a mãe quer ter um pouco de vida própria e sair à noite com seu namorado, ou marido, ou amigos e amigas. Mas veja só, que folga! Não entendeu ainda que ser mãe é viver em função do filho e se alienar para o mundo?
A família e os amigos do pai quando dá geralmente exercem certa condescendência com este tipo social. Ninguém nunca o confronta. Ninguém nunca o questiona porque ele é pai somente quando dá. A sociedade tolera estes homens, porque se a mulher já sabia que ele era assim porque diabos foi engravidar dele, né? A culpa, é claro, foi desta desprecavida. Pensasse duas vezes na hora de escolher o pai desta criança.
É que também o pai quando dá não é uma pessoa ruim, não. Ele é um excelente companheiro de trabalho, prestativo, atento. Ele é um amigo de todas as horas. Gente “boaça”. Ele se preocupa com a política, ele ás vezes é até de esquerda, militante de um mundo melhor. Ele vive postando fotos com o filho nas redes sociais. Ele pode não comparecer toda hora, mas que ele ama, isto sim, ah, ele ama esta criança.
Ele inclusive pode estar bem próximo de você, ser até o seu marido, namorado, companheiro, que quando dá resolve lhe “ajudar”, lavando umas vasilhas, olhando as crianças enquanto você toma aquele banho tão esperado o dia inteiro.
Ele infelizmente não percebe nem enxerga que o preço de sua liberdade e de sua mobilidade se faz à custa da territorialização da mulher e do tempo feminino. E que todas às vezes que ele sai pela rua sozinho, caminhando com as suas próprias pernas, é porque tem uma mulher que está fazendo o trabalho de cuidado de seu filho. Sim, porque um dos poderes que o pai quando dá tem é de transformar a atividade de cuidado em um contínuo repleto de sacrifícios. Ele acha que ser pai no cotidiano é coisa de “país de primeiro mundo”. Porque no Brasil não tem isto não, o normal aqui é ser pai quando dá.
…
Triste e pálido é quando precisamos usar da ironia para provocar o reconhecimento de uma situação lancinante que ocorre não só as mães, mas a todas as mulheres e outros que cuidam daqueles que são filhos de pais quando dá. Em tempos que se discutem a plausibilidade do “abandono afetivo” e da “alienação parental”, é inegável que estas categorias jurídicas, psicológicas e sociais falam em alguma medida desta figura da ausência, do afastamento que insiste em se fazer presente. Porque existe um lugar que não foi apropriado bem como expectativas não correspondidas. Isto não quer dizer que as pessoas não recriem suas vidas, que não existam outros ricos laços para além do pai, que as trajetórias sejam dependentes da figura paterna num delírio compulsório da família nuclear, e que todos estejam fadados ao atavismo biológico incontornável e insubstituível. Não. Isto simplesmente só quer dizer que existem contextos com crianças que, sim, adorariam ter um pai que participa e intervém um pouco mais do que quando dá. E que existem mulheres que poderiam viver suas vidas de forma mais equilibrada, sem tanto sofrimento, se não fosse pelo tamanho do peso que a displicência e conveniência de uns em relação a outrem pode provocar.
E você, conhece algum pai quando dá?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Cheiro de armação no ar

É claro que todos queremos que os culpados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade sejam devidamente punidos. Mas queremos os culpados e não, um bode expiatório qualquer pra o Sérgio Cabral posar de "temos uma polícia eficiente". 

Prender inocente é crime! 

Olhem as fotos abaixo e me digam se faz algum sentido pra vocês.
O que houve? A Polícia constatou que o rapaz de cinza é um P2? Porque essa mudança brusca na fisionomia do então acusado?

Caio pode até ser realmente um black bloc, mas daí dizer que é o responsável pela morte do colega da Band, isso está com muito cheiro de armação.




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Advogado que acusa Marcelo Freixo defendeu chefe da milícia investigada em CPI presidida por deputado do PSOL

Agora faz sentido"!


Por Marcelo Freixo:

Advogado que me acusa defendeu chefe da milícia

Vejam que coincidência!
O advogado Jonas Tadeu Nunes (OAB/RJ 49.987), que me acusou de ter ligações com o homem que detonou o rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, defendeu o miliciano e ex-deputado estadual Natalino José Guimarães, que chefiou a maior milícia do Rio de Janeiro.

Eis a peça que faltava no quebra cabeça destas acusações absurdas. Natalino foi preso em 2008 graças às investigações da CPI das Milícias, presidida por mim na Assembleia Legislativa. À época, mais de 200 pessoas, entre elas várias autoridades, foram indiciadas. Natalino e seu irmão, Jerominho, que dividiam o poder, cumprem pena em presídios federais.

Seis anos depois, Jonas apresenta contra mim uma história cheia de contradições e fragilidades.

O mais assustador é a imprensa repercutir uma informação tão grave e duvidosa sem checar minimamente o histórico da fonte

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Dois pesos e duas medidas?

Ok. Prenderam Fábio Raposo, supostamente envolvido no grave acidente que levou o cinegrafista Santiago Andrade (Band) ao estado de coma em que ainda se encontra no Rio de Janeiro.

A Polícia do Rio de Janeiro mostrando eficiência quando o ataque vem dos black blocks.

Gostaria muito ver a mesma eficiência por parte da Polícia de São Paulo com relação ao ataque ao fotógrafo Ségio Silva, que ficou c
ego de um olho e não pode mais trabalhar. Sérgio sofreu uma ofensiva da PM quando cobria os protestos de junho, na capital paulistana.

Até hoje não há ninguém indiciado pelo crime, cujo ataque partiu das forças do Estado.

Dois pesos e duas medidas?

Veja como vive Sérgio Silva hoje:
 http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/01/cego-de-um-olho-fotografo-vive-historia-sem-fim-enquanto-espera-justica-9589.html



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ao atacar a médica cubana de bêbada, o deputado Zé Geraldo só ratifica seu comportamento machista

Na tentativa defender o Mais Médicos, o deputado federal Zé Geraldo (PT-PA) fez um discurso, nesta quinta-feira (6), desqualificando a médica cubana que pediu para ser descredenciada do programa.

O parlamentar disse, no plenário da Câmara federal, que Ramona Rodriguez "não vai fazer falta" porque bebia e não era aceita nem pelos colegas cubanos que também vieram para o Brasil participar do Mais Médicos. 

"Essa médica foi vista várias vezes totalmente embriagada, a ponto de que nem seus colegas cubanos querem ela mais lá. [...] E estou aqui com uma nota do Presidente do Conselho de Saúde do Município de Pacajá, esclarecendo que esta médica não faz falta nenhuma lá naquela cidade".


Eu, particularmente, não concordo com a método adotado por Ramona Rodriguez para sair do programa. Se ela estava insatisfeita - direito legítimo como trabalhadora que é -, deveria procurar a coordenação do Mais Médicos ou a Prefeitura de Pacajá (PA) e pedir seu desligamento. O problema é que ela já vinha com intenções de partir para Miami, conforme vem sendo apurado por jornalistas locais. O jornalista Hiróshi Bogéa, por exemplo, relatou hoje em sua página no facebook que tem conversado com a população local e com colegas de trabalho de Ramona. 

Em Pacajá, pessoas que tiveram aproximação com a médica fujona Ramona Rodrigues começam a soltar informações de que ela às vezes falava em "arranjar um jeito" de viajar pra Miami. "hum amor me espera", costumava repetir, nas conversas com servidores do posto onde trabalhava. Em tradução mais livre: -um amor me aguarda".

A postura de Ramona gera estranheza e acabou enfurecendo os defensores do Mais Médicos. Em ano de eleição, a médica se permitiu servir de garota-propaganda contra o programa para ninguém menos que o deputado federal DEMO Ronaldo Caiado (GO), que fez um verdadeiro circo com a história da cubana que trabalhava no Pará. 


Os fins nãos justificam os meios

Além do trecho citado acima, o deputado federal Zé Geraldo também questionou na tribuna da Câmara federal o fato da médica cubana passar muito tempo na internet em namoro virtual e em comparecer a festas na cidade de Pacajá. Tudo para justificar que "ela não fará falta na cidade".

De fato, a tática adotada por Ramona Rodriguez para encontrar seu amor em Miami é um tanto questionável, haja vista que tudo leva a crer que houve má fé por parte da médica. Porém, não me parece que isso dê direito ao deputado Zé Geraldo, nem a qualquer outro cidadão brasileiro, de xingá-la pelo fato da mulher beber, ter um namorado com quem mantêm contato pela internet, muito menos por frequentar festas.

Aí, que eu vejo alguns colegas na internet se dizendo surpresos com a postura machista do deputado petista, eleito pelo Pará. Ora, meus caro, eu confesso que não me espanto. Zé Geraldo é o tipo de homem que olha pra nós, mulheres, com aquele olhar de perfurar a roupa e já ouvi relatos de colegas mulheres que se sentiram incomodadas com isso. Eu mesma já passei por uma situação muito constrangedora com esse senhor em viagem em 2006, quando trabalhava no 2º turno da campanha de Ana Júlia para governadora. Viajávamos pelo Oeste do Pará num pequeno avião bimotor, percorrendo os municípios da região. O "nobre" deputado sentava atrás de mim e tentou a todo custo passar a mão em mim, até que eu fiz um pequeno alarde. "Está acontecendo alguma coisa, deputado? Dá pra o senhor parar de me cutucar?"

Lembro até hoje da expressão de advertência da então senadora Ana Júlia olhando pra ele.

E, sabe, Zé Geraldo, eu sou mãe, trabalhadora, jornalista, sindicalista. Bebo quando tenho vontade, tenho um namorado que mora longe e por isso passo horas na internet com ele. Nada disso, certamente me desqualifica profissionalmente.

E se o médico "fujão" fosse um homem? Ele seria desqualificado profissionalmente por beber, ir a festas ou ter uma namorada virtual?

Como membro histórico de um partido que ainda se pretende de esquerda, ajuste-se!

Você está na contramão da história. Ou já esqueceu que a nossa querida Ana Júlia foi vítima dos mesmo preconceitos machistas que estás tendo quando foi governadora do Pará? Que ela também foi vítima da boataria e dá língua cretina de gente sem escrúpulos?

Lamentável que a bancada do meu estado tenha gente assim. Lamentável!

Pare proferir ideias machistas e preconceituosas!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Para o deputado federal Zequinha Marinho


Hoje o deputado federal paraense Zequinha Marinho usou seu nobre espaço na tribuna da Câmara dos Deputados para dizer que o "beijo gay", ocorrido na última sexta-feira na novela das nove da TV Globo, foi uma ofensa à FAMÍLIA BRASILEIRA.

Eu não sei quem o autorizou a falar em nome da MINHA família, mas aqui em casa - e em mais um monte de lares brasileiros que eu conheço - ninguém se ofende com demonstrações de amor, não.

Agora, deputado Zequinha Marinho, já que o senhor resolvou tomar as dores da FAMÍLIA BRASILEIRA aproveito pra te dizer que a minha família se ofende, sim, com posturas preconceituosas, racistas e intolerantes como as comumentes adotadas por seus líderes e colegas de partido no Congresso, viu!

Aproveite a deixa e transmita o recado ao PSC!

Abraços conterrâneos!