A curtição de cada descoberta.
O olhar perdido no meio de toda aquela inocência.
O riso nunca contido sempre que ela esboça um sorrisinho.
E até a dor no coração com cada lágrima que ela derrama.
Só quem vive essa magia sabe do que eu estou falando...
Espaço reservado a qualquer coisa que eu queira dizer. Qualquer coisa, entendeu?
sábado, 25 de junho de 2011
Coração a valsar
Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
Valsinha, música de Chico Buarque e Vinícius de Moraes
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
Valsinha, música de Chico Buarque e Vinícius de Moraes
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Amor incondicional é isso!
E hoje eu recebi uma linda cartinha, cheia de frufru.
"Mãe, eu 'li' amo e acho linda mesmo com olheira. Quando 'tiver' gorda, eu falarei que está magra".
"Mãe, eu 'li' amo e acho linda mesmo com olheira. Quando 'tiver' gorda, eu falarei que está magra".
terça-feira, 21 de junho de 2011
Bem que...
Amanhã eu faço aniversário junto com a Joelma e o município de Santarém.
Bem que alguém poderia me dar de presente um show da banda Calypso às margens do rio Tapajós, né?
Alguém?
Bem que alguém poderia me dar de presente um show da banda Calypso às margens do rio Tapajós, né?
Alguém?
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Inferno astral
Tenho tanta coisa pra dizer.
Mas acho que meus leitores não merecem tanta amargura.
Passem bem.
Mas acho que meus leitores não merecem tanta amargura.
Passem bem.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Complexo de superioridade
Da design e estudante de moda May Ishii:
@studiomayishii Gente que não tem nada na vida e se acha alvo de inveja. QUÉDIZÊ
https://twitter.com/studiomayishii
@studiomayishii Gente que não tem nada na vida e se acha alvo de inveja. QUÉDIZÊ
https://twitter.com/studiomayishii
Segue com o enterro
Sabe aquele dia cheio de boas notícias?
14 de junho, o Dia da Boa Notícia!
E vamo que vamo!
14 de junho, o Dia da Boa Notícia!
E vamo que vamo!
domingo, 12 de junho de 2011
Ainda acho que amar é...
Escrevi o texto abaixo em 2009. E ainda não mudei de opinião sobre o amor.
Amar é...
Amar é muito mais que um bom sexo.
É muito mais que dar gargalhadas e fazer grandes programas.
É muito mais que apresentar um ao outro as bandas favoritas, os espetáculos desconhecidos, um mundo a ser conquistado.
Isso tudo, sem dúvidas, é muito bom!
Mas bom mesmo é saber que, além de tudo isso, se tem ao lado um ombro, um colo, um abraço e a parceria para os momentos mais difícies.
É nessas horas que se reconhece o verdadeiro amor.
Sem acusações, evitando as cobranças, passando por cima do orgulho ferido, sem disputas, sem que um queira ser superior (nas virtudes e acertos) que o outro.
Amar é se entregar por completo. É estar disposto a entender as diferenças e fazer o possível para conviver bem com elas.
É respeitar o passado, as conquistas e os fantasmas um do outro.
É não ter medo de confiar em que já te mostrou que merece confiança.
E apesar de tudo isso, não sucumbir aos caprichos de outrem.
É conseguir rir todos os dias por qualquer que seja o motivo.
É enxugar as lágrimas do outro com um beijo e não ter medo de parecer patético.
É ter certeza de que É aquilo que você quer, mesmo que não exatamente da forma como você sonhou.
E quando aquele momento que se pensou ser um sonho se mostra real, de um jeito duro e doloroso, os verdadeiros amantes estão juntos, preparados e "armados" para enfrentar as tormentas.
E se algum dia, um fraquejar, o outro deve puxá-lo pelas mãos e orientá-lo a seguir o melhor caminho.
Amar é, acima de todas as coisas, ter a certeza de que ao lado do amado (a) a paz e a plena felicidade coexistem com todo o resto.
É o que eu penso sobre o amor.
E você?
Amar é...
Amar é muito mais que um bom sexo.
É muito mais que dar gargalhadas e fazer grandes programas.
É muito mais que apresentar um ao outro as bandas favoritas, os espetáculos desconhecidos, um mundo a ser conquistado.
Isso tudo, sem dúvidas, é muito bom!
Mas bom mesmo é saber que, além de tudo isso, se tem ao lado um ombro, um colo, um abraço e a parceria para os momentos mais difícies.
É nessas horas que se reconhece o verdadeiro amor.
Sem acusações, evitando as cobranças, passando por cima do orgulho ferido, sem disputas, sem que um queira ser superior (nas virtudes e acertos) que o outro.
Amar é se entregar por completo. É estar disposto a entender as diferenças e fazer o possível para conviver bem com elas.
É respeitar o passado, as conquistas e os fantasmas um do outro.
É não ter medo de confiar em que já te mostrou que merece confiança.
E apesar de tudo isso, não sucumbir aos caprichos de outrem.
É conseguir rir todos os dias por qualquer que seja o motivo.
É enxugar as lágrimas do outro com um beijo e não ter medo de parecer patético.
É ter certeza de que É aquilo que você quer, mesmo que não exatamente da forma como você sonhou.
E quando aquele momento que se pensou ser um sonho se mostra real, de um jeito duro e doloroso, os verdadeiros amantes estão juntos, preparados e "armados" para enfrentar as tormentas.
E se algum dia, um fraquejar, o outro deve puxá-lo pelas mãos e orientá-lo a seguir o melhor caminho.
Amar é, acima de todas as coisas, ter a certeza de que ao lado do amado (a) a paz e a plena felicidade coexistem com todo o resto.
É o que eu penso sobre o amor.
E você?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Clara Pinto Costa
Alguém sabe porque a primeira dama de Belém, Maria Costa, foi representada pela professora de balé Clara Pinto na entrega de um prêmio, no lançamento da Revista Bacana, na semana passada?
Tá, eu sei que é uma questão irrelevante para o bem da humanidade, mas fiquei muito curiosa para entender a relação.
O que tem a ver lé com cré?
Tá, eu sei que é uma questão irrelevante para o bem da humanidade, mas fiquei muito curiosa para entender a relação.
O que tem a ver lé com cré?
Delegacias sem presos de justiça. Mas quando?
No Balanço Geral (Record) de ontem e no Bom Dia Pará (Liberal) de hoje, em reportagens sobre a rebelião ocorrida na Seccional do PAAR, a delegada Ione Coelho disse que em breve não haverá mais presos de justiça nas delegacias do Pará.
Na Record, a frase foi "o sonho de todo policial é que não existam presos nas delegacias e, no Pará, isto está prestes a acontecer".
A pergunta que nenhum jornalista fez (ou pelo menos não foi ao ar) e que eu estou louca para saber a resposta é: Como mesmo esse milagre vai acontecer?
Num passe de mágica o governo vai construir presídios e penitenciárias? Ou vão soltar os presos das delegacias?
Ai, eu gostaria muito que esse otimismo todo da delegada Ione fosse real. Mas me parece apenas um blefe. E bem ruinzinho...
Na Record, a frase foi "o sonho de todo policial é que não existam presos nas delegacias e, no Pará, isto está prestes a acontecer".
A pergunta que nenhum jornalista fez (ou pelo menos não foi ao ar) e que eu estou louca para saber a resposta é: Como mesmo esse milagre vai acontecer?
Num passe de mágica o governo vai construir presídios e penitenciárias? Ou vão soltar os presos das delegacias?
Ai, eu gostaria muito que esse otimismo todo da delegada Ione fosse real. Mas me parece apenas um blefe. E bem ruinzinho...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Há 8 anos...
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... ela faz de mim a mãe mais feliz do mundo!
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... ela faz de mim a mãe mais feliz do mundo!
| Me acompanhando em qualquer momento (foto feita durante o Fórum Social Mundial)... |
| ... fazendo gracinhas... |
| ... curtindo comigo cada acontecimento importante da minha vida... |
... ou simplesmente me fitando com esse olharzinho meigo. |
![]() |
Minha Super parceira. Minha Super Dalila. |
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sábado, 28 de maio de 2011
E tenho dito!
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Quem está acostumado com filé nunca vai se contentar com carne de segunda, mesmo que cheia de amaciante.
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Quem está acostumado com filé nunca vai se contentar com carne de segunda, mesmo que cheia de amaciante.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Comissão da Câmara Federal realiza seminário sobre reforma tributária em Belém
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realiza amanhã (27/05), em Belém, um seminário para discutir as novas propostas de reforma tributária do governo federal e os interesses do Pará numa eventual reforma do sistema de tributação brasileiro. O evento vai acontecer no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), das 9h às 18h, e será aberto ao público.
O debate já vem sendo feito na Comissão, em Brasília. Na semana passada, o seminário realizado pela CFT na capital federal apontou para "a necessidade de uma reforma que simplifique nosso intricado mecanismo de cobrança de impostos, reafirme elementos de progressividade (onde os mais ricos contribuam proporcionalmente mais que os pobres) e estimule a competitividade da empresa nacional", segundo relato do presidente da Comissão, deputado federal Cláudio Puty (PT-PA), em artigo publicado no jornal O Liberal no último domingo.
Veja a programação:
Seminário Sobre Reforma Tributária
Câmara Federal
Comissão de Finanças e Tributação
Dia 27 de maio (sexta-feira)
Mesa I – Abertura
Horário: 9h
Exmo. Sr. Simão Jatene - Governador do Estado do Pará
Claudio Puty - Deputado Federal, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
Manoel Pioneiro – Deputado Estadual, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará
Conselheiro Cipriano Sabino de Oliveira Junior – Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA)
José Conrado Azevedo Santos – Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará
Mesa II - Tributação e Micro e Pequena Empresa
Horário: 10h
Coordenação: Deputado Federal Claudio Puty – Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
Luiz Eduardo P. Barretto Filho – Diretor-Presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE)
Pepe Vargas (PT-RS) – Deputado Federal, Presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa
Sebastião Reginaldo de Castro Ferreira – Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (FACIAPA)
Sérgio Bittar – Presidente da Associação Comercial do Pará (ACP)
Mesa III – Tributação: Investimento, Competitividade e Equidade
Hora: 14:30h
Presidindo a Sessão: Deputado Federal José Priante – Membro da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
Alessandro Teixeira – Secretário Executivo do MDIC
José Conrado Azevedo Santos – Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA)
Pedro Delarue Tolentino Filho – Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores - Fiscais da Receita Federal do Brasil (Brasília)
Roberto de Sena Bentes – Supervisor Técnico do Escritório Regional do DIEESE-Pará
Intervalo (16h15 – 16h30)
Mesa IV - Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço – ICMS
Horário: 16:30
Presidindo a Sessão: Deputado Federal Lira Maia - Membro da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
João Dado – Deputado Federal (PDT-SP), Coordenador da Frente Parlamentar por Um Sistema Tributário Nacional Justo
Carlos Martins Marques de Santana – Coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e Secretario da Fazenda do Estado da Bahia
José Barroso Tostes Neto - Secretário de Estado de Fazenda (SEFA)
Prof. José Raimundo Barreto Trindade – Universidade Federal do Pará (UFPA)
O debate já vem sendo feito na Comissão, em Brasília. Na semana passada, o seminário realizado pela CFT na capital federal apontou para "a necessidade de uma reforma que simplifique nosso intricado mecanismo de cobrança de impostos, reafirme elementos de progressividade (onde os mais ricos contribuam proporcionalmente mais que os pobres) e estimule a competitividade da empresa nacional", segundo relato do presidente da Comissão, deputado federal Cláudio Puty (PT-PA), em artigo publicado no jornal O Liberal no último domingo.
Veja a programação:
Seminário Sobre Reforma Tributária
Câmara Federal
Comissão de Finanças e Tributação
Dia 27 de maio (sexta-feira)
Mesa I – Abertura
Horário: 9h
Exmo. Sr. Simão Jatene - Governador do Estado do Pará
Claudio Puty - Deputado Federal, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
Manoel Pioneiro – Deputado Estadual, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará
Conselheiro Cipriano Sabino de Oliveira Junior – Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA)
José Conrado Azevedo Santos – Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará
Mesa II - Tributação e Micro e Pequena Empresa
Horário: 10h
Coordenação: Deputado Federal Claudio Puty – Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
Luiz Eduardo P. Barretto Filho – Diretor-Presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE)
Pepe Vargas (PT-RS) – Deputado Federal, Presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa
Sebastião Reginaldo de Castro Ferreira – Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (FACIAPA)
Sérgio Bittar – Presidente da Associação Comercial do Pará (ACP)
Mesa III – Tributação: Investimento, Competitividade e Equidade
Hora: 14:30h
Presidindo a Sessão: Deputado Federal José Priante – Membro da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
Alessandro Teixeira – Secretário Executivo do MDIC
José Conrado Azevedo Santos – Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA)
Pedro Delarue Tolentino Filho – Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores - Fiscais da Receita Federal do Brasil (Brasília)
Roberto de Sena Bentes – Supervisor Técnico do Escritório Regional do DIEESE-Pará
Intervalo (16h15 – 16h30)
Mesa IV - Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço – ICMS
Horário: 16:30
Presidindo a Sessão: Deputado Federal Lira Maia - Membro da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
João Dado – Deputado Federal (PDT-SP), Coordenador da Frente Parlamentar por Um Sistema Tributário Nacional Justo
Carlos Martins Marques de Santana – Coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e Secretario da Fazenda do Estado da Bahia
José Barroso Tostes Neto - Secretário de Estado de Fazenda (SEFA)
Prof. José Raimundo Barreto Trindade – Universidade Federal do Pará (UFPA)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Nova Ipixuna do Pará?
Que a imprensa nacional faça confusão a gente até entende - embora também não seja aceitável. Mas que a imprensa local não saiba o nome exato do município onde foram assassinados os dois ambientalistas é, no mínimo, de constranger.
Ipixuna do Pará é uma cidade e Nova Ipixuna é outra. Mas já criaram na mídia local até a cidade de Nova Ipuxuna do Párá! Hoje mesmo vi isso.
Ontem, o apresentador do Bom Dia Pará noticiava o crime referindo-se ao município de Ipixuna do Pará e no mapa do Pará ilustrado na tela aparecia a cidade de Nova Ipixuna.
Alô, colegas! Na dúvida, é só dá uma olhadinha no mapa do Pará ou até pesquisar no google.
Ipixuna do Pará é uma cidade e Nova Ipixuna é outra. Mas já criaram na mídia local até a cidade de Nova Ipuxuna do Párá! Hoje mesmo vi isso.
Ontem, o apresentador do Bom Dia Pará noticiava o crime referindo-se ao município de Ipixuna do Pará e no mapa do Pará ilustrado na tela aparecia a cidade de Nova Ipixuna.
Alô, colegas! Na dúvida, é só dá uma olhadinha no mapa do Pará ou até pesquisar no google.
Paes Loureiro agora também é romancista
Paes Loureiro inaugura sua fase de prosa ficcional com uma narrativa sobre a alegoria dos espelhos que recobrem as paredes do Café Central
Na quinta-feira 26 de maio, às 19 horas, no Polo Joalheiro São José Liberto, acontecerá o lançamento do primeiro romance do poeta e professor João de Jesus Paes Loureiro: “Café Central – o tempo submerso nos espelhos”.
O Café Central é um espaço simbólico deflagrador de alegorias na realidade narrativa. Sendo lugar de poetas, escritores, pintores, teatrólogos, professores, estudantes, jornalistas, boêmios e visitantes, tornou-se um espaço de livre circulação das ideias antes e depois da deflagração da ditadura militar, a partir do que sua resistência foi sendo enfraquecida.
A obra consiste em uma narrativa da impossibilidade do homem, do ser, ficar fora do tempo e suas circunstâncias. Mesmo que tente se refugiar em alguma forma de exílio, ou no mito, ou no passado, o presente produz suas armadilhas e as circunstâncias suas situações de realidade. Nem sempre se pode fugir aos efeitos do real com que o destino tenta contrapor-se ao imaginário.
Não é, portanto, a história do Café Central, mas a alegoria dos espelhos que recobriam as paredes com seu imaginário cristalizado que justifica o subtítulo: “O tempo submerso nos espelhos”. É um ponto de partida e chegada, pois o romance apresenta vários outros espaços dramáticos ficcionalizados além do Café Central: a Pensão da Naty na zona da prostituição, a região das Ilhas em Abaetetuba, a prisão do Cenimar da Marinha no Rio de Janeiro, e, finalmente, o retorno ao Café Central.
“É a concretização de um sonho antigo. E este não será único. É minha fase de prosa ficcional que a poesia espia debruçada em minha alma” afirma Paes Loureiro ao traduzir o significado deste romance para sua carreira.
Sobre o autor
João de Jesus Paes Loureiro é poeta, prosador e ensaísta. Professor de Estética e Arte, doutorou-se em Sociologia da Cultura na Sorbonne, em Paris, com a tese Cultura amazônica: uma poética do imaginário. Sua obra poética tem sua universalidade construída a partir de signos do mundo amazônico – cultura, história, imaginário – propiciando uma cosmovisão e particular leitura do mundo contemporâneo. Dialogando com as principais fontes e correntes literárias da atualidade, Paes Loureiro realiza uma obra original, quase uma suma poética de compreensão sensível do mundo por meio das fontes amazônicas, em que o mito se revela como metáfora do real.
Sua obra Altar em chamas, publicada pela Civilização Brasileira, obteve, em 1984, o prêmio nacional de poesia da APCA. Com o livro de poemas Romance das três flautas, edição bilíngue português/alemão, da Roswitha Kempf Editora, em 1987, foi um dos finalistas do Prêmio Jabuti deste ano. Tem obras traduzidas na França, Alemanha, Itália, Japão e publicação, também, em Portugal. Suas obras mais recentes são: Pássaros da terra (teatro), 1999; Obras reunidas (4 volumes), 2000; Do coração e suas amarras (2001); Fragmento/Movimento, 2003 e Água da Fonte, 2006, todos pela Escrituras Editora; e Au-delà du méandre de ce fleuve, 2002, Acte-Sud, França.
A parte ensaística da obra de Paes Loureiro está constituída pela preferência relativa aos temas e reflexões de caráter transversal, seja no âmbito da cultura, mas, também, da estética, semiótica, do imaginário, da poética. Seu ponto de partida, de um modo geral, é a realidade cultural da Amazônia. Porém, assim como sua poesia, o local é o ponto vélico da convergência de reflexões que impulsionam as velas de sua reflexão no rumo do universal. Sua leitura da Amazônia é considerada original e significativa para a compreensão desse mundo e do mundo em que vivemos. “Café Central – o tempo submerso nos espelhos” é seu primeiro romance.
Lançamento do livro “Café Central – O tempo submerso nos espelhos”
Data: 26 de maio, quinta-feira.
Horário: 19h
Local: Polo Joalheiro São José Liberto.
Endereço: Praça Amazonas S/N.
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Texto encaminhado pelo jornalista Pedro Loureiro (@pedrox)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Abuso de poder em Moju
Nos últimos meses tenho tido tempo de assistir aos telejornais locais com mais assiduidade. Confesso que não sei se isso é bom ou ruim, o fato é que tenho podido acompanhar mais o que acontece na minha terra.
Hoje fiquei estarrecida com o que vi no Barra Pesada, da RBA - no Pará, afiliada da Band.
Uma reportagem mostrava uma ação das polícias Civil e Militar no município de Moju. Segundo a matéria, havia um pedido incessante da população local para a contenção da violência na cidade.
Mas o que eu vi na TV foi um total surto de poder de quem comandava a operaçãopor parte da Polícia Civil.
A equipe chegou a um bar, revistou todo mundo e em seguida ordenou que o mesmo fosse fechado. O policial (Ou delegado. Eu não sei ao certo) encheu o peito para falar diante da câmera: "O bar agora está fechado. Acabou tudo. Quero todo mundo nas suas casas. Já são 11 horas e não é hora de estar na rua. Se eu pegar algum de vocês na rua eu levo pra Delegacia".
Peralaaaaaá! Qual foi a parte do filme que eu perdi? Desde quando a polícia tem o poder de dizer que horas um cidadão deve ou não estar em casa? Prenderia as pessoas sob qual alegação? E o bar foi fechado sob qual justificativa? A matéria não mostrou.
Ao final na reportagem, o apresentador do programa, Joquim Campos, ainda elogia a postura do policial e diz que "tem que acabar com essa vagabundagem mesmo".
Eu estou vendo coisas ou realmente isso terrível?
Hoje fiquei estarrecida com o que vi no Barra Pesada, da RBA - no Pará, afiliada da Band.
Uma reportagem mostrava uma ação das polícias Civil e Militar no município de Moju. Segundo a matéria, havia um pedido incessante da população local para a contenção da violência na cidade.
Mas o que eu vi na TV foi um total surto de poder de quem comandava a operaçãopor parte da Polícia Civil.
A equipe chegou a um bar, revistou todo mundo e em seguida ordenou que o mesmo fosse fechado. O policial (Ou delegado. Eu não sei ao certo) encheu o peito para falar diante da câmera: "O bar agora está fechado. Acabou tudo. Quero todo mundo nas suas casas. Já são 11 horas e não é hora de estar na rua. Se eu pegar algum de vocês na rua eu levo pra Delegacia".
Peralaaaaaá! Qual foi a parte do filme que eu perdi? Desde quando a polícia tem o poder de dizer que horas um cidadão deve ou não estar em casa? Prenderia as pessoas sob qual alegação? E o bar foi fechado sob qual justificativa? A matéria não mostrou.
Ao final na reportagem, o apresentador do programa, Joquim Campos, ainda elogia a postura do policial e diz que "tem que acabar com essa vagabundagem mesmo".
Eu estou vendo coisas ou realmente isso terrível?
Contra a maconha sim. Contra a liberdade de expressão jamais!
Sou contra a legalização da maconha. Mas não posso ser contra a livre manifestação de quem defende o consumo da erva.
O que aconteceu no sábado em São Paulo é inaceitável e não pode ficar impune.
A cobertura do jornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional, tratou a opressão da polícia militar contra os ativistas como um ato de violência qualquer. Não! Não foi! Aquilo foi um atentando claro contra o direito constitucional de liberdade de expressão.
A socieadade não pode aceitar isso!
Abaixo, matéria do portal Comunique-se sobre a violência sofrida também pelos jornalistas que cobriam o ato em defesa da liberação da maconha.
Jornalistas são agredidas na Marcha da Maconha em São Paulo
Os repórteres Felix Lima (Folha.com), Ricardo Galhardo (iG), Márcia Abos (O Globo) e Fabio Pagotto e Vinícius Pereira (Diário de S. Paulo) foram agredidos por policiais militares durante a cobertura da Marcha da Maconha, no último sábado (21/5), em São Paulo. A PM jogou spray de pimenta no rosto do jornalista da Folha e danificou seu aparelho fotográfico, enquanto registrava a cena de outra agressão. O repórter estava com o crachá de imprensa, mas mesmo assim não foi poupado.
Pagotto teve o pé machucado, ao ser atropelado por uma moto da corporação. Como desculpa, a polícia disse que o veículo estava sem freio.“Já tinha tomado spray na cara, soco e depois fui atropelado. Foi proposital, eu tenho fotos, testemunhas”, afirmou o repórter fotográfico, que ainda sente dores. “Estou aqui com a perna esticada. Antes tinha desinchado, mas ainda está doendo, vou ter que ir ao médico para ver o que aconteceu", completou.
Seu colega de jornal, o fotógrafo Vinícius Pereira também foi agredido. "Levei de tudo, desde spray de pimenta à porrada com cacetete", contou.
Ricardo Galhardo, do iG, foi atingido por estilhaços de uma bomba de efeito moral.“Foi um descaso com a imprensa. Mandei um e-mail perguntando o motivo dessa violência e se eles andavam com moto sem freio, mas eles não responderam”, afirmou. O repórter ainda disse que outras perguntas, como o motivo da detenção de um dos manifestantes, também não foram respondidas. O jornalista estranhou o fato de os manifestantes terem sido perseguidos, já que a marcha havia sido negociada com a PM, apenas com algumas restrições.
Márcia Abos, de O Globo, leva, da cobertura da marcha, uma marca roxa no braço, depois que foi atingida pelo escudo de um policial. "Eles foram muito truculentos. Partiam para quem estava na frente. Em todo o momento eu estava com o crachá do Globo e muitos outros jornalistas também estavam identificados", afirmou.
Todos os repórteres registravam a ação da PM, que perseguiu os manifestantes, cerca de 700 pessoas, por 3 km, com balas de borracha e bombas de efeito moral.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que o caso está sendo apurado.
Assista ao vídeo das agressões.
O que aconteceu no sábado em São Paulo é inaceitável e não pode ficar impune.
A cobertura do jornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional, tratou a opressão da polícia militar contra os ativistas como um ato de violência qualquer. Não! Não foi! Aquilo foi um atentando claro contra o direito constitucional de liberdade de expressão.
A socieadade não pode aceitar isso!
Abaixo, matéria do portal Comunique-se sobre a violência sofrida também pelos jornalistas que cobriam o ato em defesa da liberação da maconha.
Jornalistas são agredidas na Marcha da Maconha em São Paulo
Os repórteres Felix Lima (Folha.com), Ricardo Galhardo (iG), Márcia Abos (O Globo) e Fabio Pagotto e Vinícius Pereira (Diário de S. Paulo) foram agredidos por policiais militares durante a cobertura da Marcha da Maconha, no último sábado (21/5), em São Paulo. A PM jogou spray de pimenta no rosto do jornalista da Folha e danificou seu aparelho fotográfico, enquanto registrava a cena de outra agressão. O repórter estava com o crachá de imprensa, mas mesmo assim não foi poupado.
Pagotto teve o pé machucado, ao ser atropelado por uma moto da corporação. Como desculpa, a polícia disse que o veículo estava sem freio.“Já tinha tomado spray na cara, soco e depois fui atropelado. Foi proposital, eu tenho fotos, testemunhas”, afirmou o repórter fotográfico, que ainda sente dores. “Estou aqui com a perna esticada. Antes tinha desinchado, mas ainda está doendo, vou ter que ir ao médico para ver o que aconteceu", completou.
Seu colega de jornal, o fotógrafo Vinícius Pereira também foi agredido. "Levei de tudo, desde spray de pimenta à porrada com cacetete", contou.
Ricardo Galhardo, do iG, foi atingido por estilhaços de uma bomba de efeito moral.“Foi um descaso com a imprensa. Mandei um e-mail perguntando o motivo dessa violência e se eles andavam com moto sem freio, mas eles não responderam”, afirmou. O repórter ainda disse que outras perguntas, como o motivo da detenção de um dos manifestantes, também não foram respondidas. O jornalista estranhou o fato de os manifestantes terem sido perseguidos, já que a marcha havia sido negociada com a PM, apenas com algumas restrições.
Márcia Abos, de O Globo, leva, da cobertura da marcha, uma marca roxa no braço, depois que foi atingida pelo escudo de um policial. "Eles foram muito truculentos. Partiam para quem estava na frente. Em todo o momento eu estava com o crachá do Globo e muitos outros jornalistas também estavam identificados", afirmou.
Todos os repórteres registravam a ação da PM, que perseguiu os manifestantes, cerca de 700 pessoas, por 3 km, com balas de borracha e bombas de efeito moral.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que o caso está sendo apurado.
Assista ao vídeo das agressões.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Aprendendo a ser mãe
Passei 22 anos da minha vida vivendo só pra mim. Depois, aprendi a viver pra mim e pra Dalila. Foram quase 8 anos assim. Tudo girava em torno dela. Mas aí, Deus achou que era pouco e me deu mais uma. Há um mês vivo para mim, Dalila e Tarsila.
Ainda tenho muito para aprender. Principalmente sobre como lidar com os ciúmes da filha mais velha. Dalila está muito feliz, mas muito sensível. Faz de tudo para chamar atenção toda hora, quer suporte em tudo que faz e, às vezes, eu me atrapalho muito por ter que estar 100% com a Tarsila.
Quando não é "cobrando" é querendo participar em demasia. Dalila adora ajudar a cuidar da irmã, mas, em muitos momentos, mais atrapalha. Quer beijar e pegar na bebê toda hora e deixa a garota estressada. Repreendê-la é algo que exige cuidado. "Eu não posso nem ficar perto da minha irmã!" é o que ela sempre reclama.
Ser mãe é muito difícil e o fato de morar só com elas torna as coisas ainda mais complicadas.
Um mês se passou e eu estou esgotada, cansada, insone.
Feliz! Sim, muito feliz com o presentinho que ganhei, mas muito, muito cansada! E o cansaço fisíco começa abalar o estado emocional.
Esse negócio de se aventurar a ser mãe sem marido exige mais do que eu imaginava...
Sinceramente, não recomendo isso pra ninguém!
Ainda tenho muito para aprender. Principalmente sobre como lidar com os ciúmes da filha mais velha. Dalila está muito feliz, mas muito sensível. Faz de tudo para chamar atenção toda hora, quer suporte em tudo que faz e, às vezes, eu me atrapalho muito por ter que estar 100% com a Tarsila.
Quando não é "cobrando" é querendo participar em demasia. Dalila adora ajudar a cuidar da irmã, mas, em muitos momentos, mais atrapalha. Quer beijar e pegar na bebê toda hora e deixa a garota estressada. Repreendê-la é algo que exige cuidado. "Eu não posso nem ficar perto da minha irmã!" é o que ela sempre reclama.
Ser mãe é muito difícil e o fato de morar só com elas torna as coisas ainda mais complicadas.
Um mês se passou e eu estou esgotada, cansada, insone.
Feliz! Sim, muito feliz com o presentinho que ganhei, mas muito, muito cansada! E o cansaço fisíco começa abalar o estado emocional.
Esse negócio de se aventurar a ser mãe sem marido exige mais do que eu imaginava...
Sinceramente, não recomendo isso pra ninguém!
Sobre eleitos e eleitores
Eu estava há tempos querendo escrever algo sobre isso, mas o advogado e blogueiro Yúdice Andrade falou tudo no Flanar.
E o que você esperava?
E o que você esperava?
terça-feira, 17 de maio de 2011
Pelo direito à homofobia?
O radialista Jeferson Lima, da Rauland FM, estava hoje anunciando que fará uma entrevista exclusiva com o asqueroso deputado federal do RJ Jair Bolsonaro. O tema: homofobia
Jeferson Lima dizia na rádia hoje de manhã que Bolsonaro vai falar sobre a cartilha distribuída pelo Governo Federal nas escolas, que "tendencia" crianças ao homossexualismo.
Dar espaço para um cretino como o Bolsonaro divulgar suas idéias fascistas me parece coisa de quem concorda com o que ele pensa.
E não acho que seja o caso de ouvir os dois lados, dar espaço a pensamentos plurais. Gente como Bolsonaro não merece qualquer tipo de confiança.
Jeferson Lima dizia na rádia hoje de manhã que Bolsonaro vai falar sobre a cartilha distribuída pelo Governo Federal nas escolas, que "tendencia" crianças ao homossexualismo.
Dar espaço para um cretino como o Bolsonaro divulgar suas idéias fascistas me parece coisa de quem concorda com o que ele pensa.
E não acho que seja o caso de ouvir os dois lados, dar espaço a pensamentos plurais. Gente como Bolsonaro não merece qualquer tipo de confiança.
Viva a vida!
E dai que tem dias que a gente se olha no espelho e pensa "Como eu sou foda!".
Hoje acordei assim. Cheia de confiança, certezas e amor para dar.
Tenho que confessar que ter emagrecido 10kg em menos de um mês após o parto colabora um pouco para toda essa autoconfiança.
Mas não é só.
Putz, eu tenho muitas razões pra ser feliz!
Hoje acordei assim. Cheia de confiança, certezas e amor para dar.
Tenho que confessar que ter emagrecido 10kg em menos de um mês após o parto colabora um pouco para toda essa autoconfiança.
Mas não é só.
Putz, eu tenho muitas razões pra ser feliz!
domingo, 15 de maio de 2011
Saudade...
Hoje é domingo. E como quase todos os outros, é chato, triste.
Acabo de passar por mais uma sessão de apreciação de fotos alheias no facebook e, depois, de minhas fotos antigas no computador.
Tudo que me falta fica ainda mais latente...
Acabo de passar por mais uma sessão de apreciação de fotos alheias no facebook e, depois, de minhas fotos antigas no computador.
Tudo que me falta fica ainda mais latente...
sábado, 14 de maio de 2011
A musa da mamata
Por Leandro Fortes
12 de maio de 2011
Por 16 anos, entre 1995 e 2011, Mônica Alexandra da Costa Pinto arrancou suspiros pelos corredores da Assembleia Legislativa do Pará. Alta, morena, de longos cabelos lisos e corpo sempre em forma, tinha 28 anos quando foi contratada para cuidar da emissão dos contracheques dos servidores. Mas em fevereiro deste ano, a funcionária, hoje com 44 anos, revelou-se outro tipo de musa. Abandonada pelos antigos chefes e por um namorado parlamentar decidiu ir ao Ministério Público revelar detalhes de um dos maiores esquemas de corrupção registrados recentemente no País. Um esquema criminoso que, entre 2003 e 2010, pode ter desviado mais de 80 milhões de reais do Legislativo paraense.
De Monica Lewinsky, que mantinha uma relação com a pélvis do ex-presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, a Mônica Veloso, ex-amante do senador Renan Calheiros, não foram poucos os exemplos de mulheres abandonadas que foram à forra contra seus antigos protetores. Poucas possuíam, no entanto, um arquivo de informações tão formidáveis como a dessa nova Mônica, que atualmente monopoliza as atenções da Justiça, da imprensa e da polícia do Pará. Por sete anos, ela foi a principal operadora de um esquema de fraudes da folha de pagamento da Assembleia. Os desvios são estimados em 1 milhão de reais por mês e, segundo ela, beneficiavam ao menos dois ex-presidentes da casa: o ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, e o atual- senador Mário Couto, do PSDB.
Couto, um dos mais importantes aliados do atual governador do Pará, Simão Jatene, foi presidente da Assembleia Legislativa entre 2003 e 2007, justamente quando se estabeleceu a quadrilha especializada em alterar contracheques, fazer compras superfaturadas, fraudar licitações e assombrar o Legislativo paraense com funcionários fantasmas e servidores “laranjas”. Foi sucedido por Juvenil, que tornou o esquema ainda mais agressivo, mas perdeu o controle da situação e cometeu o grave erro de tentar substituir Mônica Pinto por um afilhado, no início do ano passado.
A matéria completa está na Edição 646 de CartaCapital.
12 de maio de 2011
Por 16 anos, entre 1995 e 2011, Mônica Alexandra da Costa Pinto arrancou suspiros pelos corredores da Assembleia Legislativa do Pará. Alta, morena, de longos cabelos lisos e corpo sempre em forma, tinha 28 anos quando foi contratada para cuidar da emissão dos contracheques dos servidores. Mas em fevereiro deste ano, a funcionária, hoje com 44 anos, revelou-se outro tipo de musa. Abandonada pelos antigos chefes e por um namorado parlamentar decidiu ir ao Ministério Público revelar detalhes de um dos maiores esquemas de corrupção registrados recentemente no País. Um esquema criminoso que, entre 2003 e 2010, pode ter desviado mais de 80 milhões de reais do Legislativo paraense.
De Monica Lewinsky, que mantinha uma relação com a pélvis do ex-presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, a Mônica Veloso, ex-amante do senador Renan Calheiros, não foram poucos os exemplos de mulheres abandonadas que foram à forra contra seus antigos protetores. Poucas possuíam, no entanto, um arquivo de informações tão formidáveis como a dessa nova Mônica, que atualmente monopoliza as atenções da Justiça, da imprensa e da polícia do Pará. Por sete anos, ela foi a principal operadora de um esquema de fraudes da folha de pagamento da Assembleia. Os desvios são estimados em 1 milhão de reais por mês e, segundo ela, beneficiavam ao menos dois ex-presidentes da casa: o ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, e o atual- senador Mário Couto, do PSDB.
Couto, um dos mais importantes aliados do atual governador do Pará, Simão Jatene, foi presidente da Assembleia Legislativa entre 2003 e 2007, justamente quando se estabeleceu a quadrilha especializada em alterar contracheques, fazer compras superfaturadas, fraudar licitações e assombrar o Legislativo paraense com funcionários fantasmas e servidores “laranjas”. Foi sucedido por Juvenil, que tornou o esquema ainda mais agressivo, mas perdeu o controle da situação e cometeu o grave erro de tentar substituir Mônica Pinto por um afilhado, no início do ano passado.
A matéria completa está na Edição 646 de CartaCapital.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Senac Pará oferta pós-graduação a distância
O Senac-Pará abriu inscrições para dois cursos de Pós-graduação a Distância, os primeiros oferecidos pela instituição no Estado. Os cursos são de Educação a Distância (EaD) e Educação Ambiental e terão início no próximo dia 11 de julho. As duas áreas foram escolhidas para começar o programa de pós-graduação do Senac-Pará pela alta demanda por estes profissionais na região, de acordo com estudo nacional da instituição. Os cursos fazem parte de uma rede nacional da instituição, e as aulas se darão em uma plataforma chamada “Ambiente Virtual de Aprendizagem” (AVA).
O Senac montou uma infraestrutura com uma sala multimeios para atender aos alunos, que também vão contar com um técnico para fazer o acompanhamento local e auxiliar em possíveis dificuldades para utilizar a ferramenta. Além das aulas a distância, os cursos terão três momentos presenciais: a aula inaugural, os testes e apresentação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).
A EaD pode requerer até mais autodisciplina do aluno do que os cursos presenciais. Na inscrição para todos os cursos a distância oferecidos pelo Senac sempre é informado que ele deve dispor de no mínimo duas horas por dia para estudar e fazer as atividades no AVA. A relação professor-aluno também tende a ser mais individualizada, visto que a participação do aluno é um dos critérios de avaliação.
Os cursos terão duração de 13 meses, com início no próximo dia 11/07. São trinta vagas para cada curso, e as inscrições estarão abertas até a data de início das aulas. Para mais informações ligue: 0800-701-4492.
Texto: Seção de Comunicação e Marketing / Senac-PA
O Senac montou uma infraestrutura com uma sala multimeios para atender aos alunos, que também vão contar com um técnico para fazer o acompanhamento local e auxiliar em possíveis dificuldades para utilizar a ferramenta. Além das aulas a distância, os cursos terão três momentos presenciais: a aula inaugural, os testes e apresentação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).
A EaD pode requerer até mais autodisciplina do aluno do que os cursos presenciais. Na inscrição para todos os cursos a distância oferecidos pelo Senac sempre é informado que ele deve dispor de no mínimo duas horas por dia para estudar e fazer as atividades no AVA. A relação professor-aluno também tende a ser mais individualizada, visto que a participação do aluno é um dos critérios de avaliação.
Os cursos terão duração de 13 meses, com início no próximo dia 11/07. São trinta vagas para cada curso, e as inscrições estarão abertas até a data de início das aulas. Para mais informações ligue: 0800-701-4492.
Texto: Seção de Comunicação e Marketing / Senac-PA
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O mundo é um moinho*
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
...
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
==========================
*Cartola
Em pouco tempo não serás mais o que és
...
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
==========================
*Cartola
Super Dalila
Ela é assunto recorrente neste blog.
Sempre sucesso de comentários e leitura, as postagens que dedico à Dalila fizeram parte de uma matéria especial do jornal Diário do Pará, de domingo passado, que falava sobre a relação entre maternidade e internet.
Aqui um link para a leitura de algumas dessas postagens dedicadas à Super Dalila.
Sempre sucesso de comentários e leitura, as postagens que dedico à Dalila fizeram parte de uma matéria especial do jornal Diário do Pará, de domingo passado, que falava sobre a relação entre maternidade e internet.
Aqui um link para a leitura de algumas dessas postagens dedicadas à Super Dalila.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Santa ignorância [2]
Do jornalista Marco Antônio Araújo, do blog O Provocador:
@OProvocador A inteligência é uma maldição que nos impede de ignorar o sofrimento. A ignorância, uma benção que nos obriga a explicar a felicidade.
https://twitter.com/OProvocador
======
Eu sempre defendi essa teoria.
@OProvocador A inteligência é uma maldição que nos impede de ignorar o sofrimento. A ignorância, uma benção que nos obriga a explicar a felicidade.
https://twitter.com/OProvocador
======
Eu sempre defendi essa teoria.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Fortes, porém frágeis
A maternidade nos faz sentir além do bem e do mal. Se conseguimos fazer pessoinhas tão perfeitas e incríveis, como não conseguir fazer qualquer outra coisa?
Mas é paradoxo que justo a nossa maior fortaleza nos deixe tão fragilizadas. A emoção passa a nos guiar e a necessidade de carinho e afeto ganha proporções inimagináveis.
É...
Mas é paradoxo que justo a nossa maior fortaleza nos deixe tão fragilizadas. A emoção passa a nos guiar e a necessidade de carinho e afeto ganha proporções inimagináveis.
É...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Osamar ou bolsonarizar
Pelo jornalista Leandro Mazzini, do Jornal do Brasil:
@leandromazzini Querem osamar o código florestal? Não, apenas ficou bolsonarizado. Osamar é matar, bolsonarizar é polemizar.
https://twitter.com/leandromazzini
@leandromazzini Querem osamar o código florestal? Não, apenas ficou bolsonarizado. Osamar é matar, bolsonarizar é polemizar.
https://twitter.com/leandromazzini
terça-feira, 3 de maio de 2011
Bahia cria seu Conselho Estadual de Comunicação. Não deu certo no Pará.
Texto do professor Fábio Castro, publicado no blog Hupomnemata
A Assembléia Legislativa da Bahia aprovou, na noite de quarta-feira (27/4) passada, o projeto de lei do Executivo (PL 19.100/2011) que cria o Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia (CECS-BA). É o primeiro conselho estadual a entrar em funcionamento no país. O fato é uma conquista dos movimentos pela democratização da comunicação e um marco pioneiro e histórico para a regulação do setor no nosso país.
Quando fui secretário de comunicação tentamos criar o nosso Conselho. Teria sido o primeiro do Brasil. A própria bancada aliada, bem como o núcleo político do governo, afirmaram que o projeto não teria passagem pela Alepa. E não teria mesmo. Também recebi mensagens, algumas desairosas e ameaçadoras, a respeito, de algumas das grandes empresas, receosas da criação do Conselho. Não havia, mesmo, condições políticas para isso.
Basta lembrar que o próprio projeto de criação da Secretaria de Comunicação passou seis meses em discussão na Alepa - enquanto as demais secretarias criadas no governo Ana Júlia foram aprovadas em menos de 20 dias. Certamente nunca subi e desci, tanto, as escadas da Alepa como naqueles seis meses. Rodadas e rodas de conversas com os deputados e com os técnicos. Mil vezes explicando porque era necessário criar uma Secretaria de Comunicação no Pará, porque era preciso ter, dentro dela, uma Diretoria de Comunicação Popular, Comunitária e Alternativa e porque era preciso dotar, essa secretaria, de uma rubrica para o desenvolvimento de ações de democratização do acesso à comunicação e à informação. Uma rubrica que foi criada, mas somente com 1/7 dos recursos planejados...
A criação do Conselho Estadual de Comunicação da Bahia recoloca o debate.
Na semana passada, num debate sobre comunicação promovido na livraria Saraiva, em Belém, alguém me perguntou para que serve um Conselho de Comunicação e se eu não achava que, atualmente, a própria sociedade conseguia controlar a sua mídia, tornando dispensável um Conselho desse tipo.
Minha resposta foi a seguinte: Há muito mito em torno do que fará um Conselho de Comunicação. A grande imprensa insiste em dizer que sua função é censurá-la, mas isso não é verdade. Ele serve para defender a sociedade dos excessos cometidos pela mídia, sempre em parceria com outros Conselhos, federais ou estaduais, conforme a esfera, e numa ação propositiva, que alerta a sociedade e promove o debate público sobre o assunto.
Como funciona um Conselho? Assim: ele formula e o acompanha a política de Comunicação Social do estado ou do país; recebe e encaminha denúncias sobre abusos e violações de direitos humanos nos veículos de comunicação; fortalece e estimula a comunicação comunitária; acompanha a distribuição das verbas publicitárias para que sejam obedecidos critérios técnicos de audiência e a garantia da diversidade e da pluralidade.
No caso de um Conselho Federal de Comunicação, minha opinião é de que deve passar por ele, e não pelo Ministério das Comunicações - antes da apreciação pelo Congresso - do percurso de aferição de renovações e outorgas de concessões de radiodifusão. Penso que um Conselho deve ter funções consultivas, mas também deliberativas.
Em relação à questão sobre a necessidade do Conselho, o que penso é o seguinte: Não, a sociedade não consegue controlar sua mídia porque há dinâmicas e interesses de mercado e políticos que não permitem que nenhuma sociedade contemporânea, sem apoio de uma estrutura consultiva que promova o encontro dos diversos interesses do campo da comunicação (Estado, empresas e sociedade civil). A tese funcionalista de que a sociedade elabora, organicamente, suas defesa contra os excessos da mídia já foi superada há várias décadas. Um Conselho de Comunicação agrega todo o campo e debate, coletivamente, as questões colocadas. No Conselho da Bahia, por exemplo, haverá 27 membros, com participação do estado, de todos os setores empresariais da radiodifusão, do jornalismo impresso, da publicidade, da internet e das telecomunicações e da sociedade civil. Juntos, eles vão tornar evidente, por meio de um debate público, as diversas questões referentes à comunicação no estado.
A criação dos conselhos estaduais de comunicação foi uma das principais resoluções da 1ª Conferencia Nacional de Comunicação realizada em Brasília, em dezembro de 2009.
O Ceará tentou criar o seu em outubro do ano passado, mas uma ofensiva dos proprietários dos grandes veículos de comunicação estado frustrou o movimento. O governo Tasso Genro, no Rio Grande do Sul, tem um projeto avançado para a criação do Conselho naquele estado. Também no Distrito Federal há um movimento forte nesse sentido. Por lá se criou, em fevereiro deste ano, o Movimento Pró-Conselho de Comunicação Social do Distrito Federal (MPC).
Na Bahia, o conselho terá 27 membros, representando o poder público, empresas do setor e entidades do movimento social organizado. Vida longa à comunicação democrática da Bahia. O Conselho é uma grande conquista e deve servir de exemplo aos demais estados.
A Assembléia Legislativa da Bahia aprovou, na noite de quarta-feira (27/4) passada, o projeto de lei do Executivo (PL 19.100/2011) que cria o Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia (CECS-BA). É o primeiro conselho estadual a entrar em funcionamento no país. O fato é uma conquista dos movimentos pela democratização da comunicação e um marco pioneiro e histórico para a regulação do setor no nosso país.
Quando fui secretário de comunicação tentamos criar o nosso Conselho. Teria sido o primeiro do Brasil. A própria bancada aliada, bem como o núcleo político do governo, afirmaram que o projeto não teria passagem pela Alepa. E não teria mesmo. Também recebi mensagens, algumas desairosas e ameaçadoras, a respeito, de algumas das grandes empresas, receosas da criação do Conselho. Não havia, mesmo, condições políticas para isso.
Basta lembrar que o próprio projeto de criação da Secretaria de Comunicação passou seis meses em discussão na Alepa - enquanto as demais secretarias criadas no governo Ana Júlia foram aprovadas em menos de 20 dias. Certamente nunca subi e desci, tanto, as escadas da Alepa como naqueles seis meses. Rodadas e rodas de conversas com os deputados e com os técnicos. Mil vezes explicando porque era necessário criar uma Secretaria de Comunicação no Pará, porque era preciso ter, dentro dela, uma Diretoria de Comunicação Popular, Comunitária e Alternativa e porque era preciso dotar, essa secretaria, de uma rubrica para o desenvolvimento de ações de democratização do acesso à comunicação e à informação. Uma rubrica que foi criada, mas somente com 1/7 dos recursos planejados...
A criação do Conselho Estadual de Comunicação da Bahia recoloca o debate.
Na semana passada, num debate sobre comunicação promovido na livraria Saraiva, em Belém, alguém me perguntou para que serve um Conselho de Comunicação e se eu não achava que, atualmente, a própria sociedade conseguia controlar a sua mídia, tornando dispensável um Conselho desse tipo.
Minha resposta foi a seguinte: Há muito mito em torno do que fará um Conselho de Comunicação. A grande imprensa insiste em dizer que sua função é censurá-la, mas isso não é verdade. Ele serve para defender a sociedade dos excessos cometidos pela mídia, sempre em parceria com outros Conselhos, federais ou estaduais, conforme a esfera, e numa ação propositiva, que alerta a sociedade e promove o debate público sobre o assunto.
Como funciona um Conselho? Assim: ele formula e o acompanha a política de Comunicação Social do estado ou do país; recebe e encaminha denúncias sobre abusos e violações de direitos humanos nos veículos de comunicação; fortalece e estimula a comunicação comunitária; acompanha a distribuição das verbas publicitárias para que sejam obedecidos critérios técnicos de audiência e a garantia da diversidade e da pluralidade.
No caso de um Conselho Federal de Comunicação, minha opinião é de que deve passar por ele, e não pelo Ministério das Comunicações - antes da apreciação pelo Congresso - do percurso de aferição de renovações e outorgas de concessões de radiodifusão. Penso que um Conselho deve ter funções consultivas, mas também deliberativas.
Em relação à questão sobre a necessidade do Conselho, o que penso é o seguinte: Não, a sociedade não consegue controlar sua mídia porque há dinâmicas e interesses de mercado e políticos que não permitem que nenhuma sociedade contemporânea, sem apoio de uma estrutura consultiva que promova o encontro dos diversos interesses do campo da comunicação (Estado, empresas e sociedade civil). A tese funcionalista de que a sociedade elabora, organicamente, suas defesa contra os excessos da mídia já foi superada há várias décadas. Um Conselho de Comunicação agrega todo o campo e debate, coletivamente, as questões colocadas. No Conselho da Bahia, por exemplo, haverá 27 membros, com participação do estado, de todos os setores empresariais da radiodifusão, do jornalismo impresso, da publicidade, da internet e das telecomunicações e da sociedade civil. Juntos, eles vão tornar evidente, por meio de um debate público, as diversas questões referentes à comunicação no estado.
A criação dos conselhos estaduais de comunicação foi uma das principais resoluções da 1ª Conferencia Nacional de Comunicação realizada em Brasília, em dezembro de 2009.
O Ceará tentou criar o seu em outubro do ano passado, mas uma ofensiva dos proprietários dos grandes veículos de comunicação estado frustrou o movimento. O governo Tasso Genro, no Rio Grande do Sul, tem um projeto avançado para a criação do Conselho naquele estado. Também no Distrito Federal há um movimento forte nesse sentido. Por lá se criou, em fevereiro deste ano, o Movimento Pró-Conselho de Comunicação Social do Distrito Federal (MPC).
Na Bahia, o conselho terá 27 membros, representando o poder público, empresas do setor e entidades do movimento social organizado. Vida longa à comunicação democrática da Bahia. O Conselho é uma grande conquista e deve servir de exemplo aos demais estados.
Apagando a história
.
Não consigo parar de achar que a morte do Bin Laden foi a maior queima de aquivo da história.
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Não consigo parar de achar que a morte do Bin Laden foi a maior queima de aquivo da história.
.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Eis Tarsila
Hoje ela completa 13 dias. É um pacotinho lindo, branquinho, peludinho, com traços finos. Há quem diga que parece com o pai.
Não nasceu com cara de joelho. Veio ao mundo com a beleza que só as princesas têm.
Minha Princesa!
É cheia de personalidade. Se comparar, Dalila era um anjo.
Estou completamente apaixonada e devotada. Vivendo para ela.
Confesso que está sendo um desafio lidar com os ciúmes da Dalila, que mesmo muito feliz, reage como quem passa a dividir o reinado absoluto de uma vida inteira.
Na primeira foto, Tarsila com 5 dias. A batinha que ela veste foi usada por mim 30 anos atrás. Mamãe guarda com muito cuidado junto com outras 24 raridades da moda baby.
Nas demais fotos, a emoção da Dalila ao receber a irmã no quarto da maternidade. Um estado de hipnose típico de quem vê uma joia.

Não nasceu com cara de joelho. Veio ao mundo com a beleza que só as princesas têm.
Minha Princesa!
É cheia de personalidade. Se comparar, Dalila era um anjo.
Estou completamente apaixonada e devotada. Vivendo para ela.
Confesso que está sendo um desafio lidar com os ciúmes da Dalila, que mesmo muito feliz, reage como quem passa a dividir o reinado absoluto de uma vida inteira.
Na primeira foto, Tarsila com 5 dias. A batinha que ela veste foi usada por mim 30 anos atrás. Mamãe guarda com muito cuidado junto com outras 24 raridades da moda baby.
Nas demais fotos, a emoção da Dalila ao receber a irmã no quarto da maternidade. Um estado de hipnose típico de quem vê uma joia.
domingo, 1 de maio de 2011
Permanecer no erro é burrice (ou canalhice?)
Sou defensora do perdão. Penso que todo mundo tem direito a uma segunda chance seja qual for o erro cometido na vida.
Como tenho vocação pra santa (sem risos, por favor), acho até que um segundo perdão é merecido, dependendo do erro cometido - é claro! - e da vontade de acertar do meliante.
Mas há quem não colabore nem mesmo com os santos, como eu. Nem mesmo Madre Teresa de Calcutá conseguiria perdoar certos deslizes.
O que fazer por essas almas, então? Torcer. Torcer e rezar para que um dia uma luz brilhe em suas vidas, permitindo que aprendam com os repetidos erros.
Quanto ao meu perdão, impossível tê-lo novamente!
É isso!
Como tenho vocação pra santa (sem risos, por favor), acho até que um segundo perdão é merecido, dependendo do erro cometido - é claro! - e da vontade de acertar do meliante.
Mas há quem não colabore nem mesmo com os santos, como eu. Nem mesmo Madre Teresa de Calcutá conseguiria perdoar certos deslizes.
O que fazer por essas almas, então? Torcer. Torcer e rezar para que um dia uma luz brilhe em suas vidas, permitindo que aprendam com os repetidos erros.
Quanto ao meu perdão, impossível tê-lo novamente!
É isso!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Dia de Tarsila
Já estou na maternidade.
Estou calma e até surpresa com isso. Ela nasce dentro de duas horas. Rolando está um pouco nervoso, mas carinhoso e companheiro.
Tarsila chega no Dia do Índio. E eu sinto que isso quer dizer muita coisa. Ela já enfrentou tantas coisas até aqui. Tem sangue de guerreira!
No início, não nos demos muito bem. Conflitos de interesse gravíssimos não permitiram que eu a aceitasse facilmente. Muita coisa em jogo.
Mas o tempo foi passando, o carinho dos amigos, o apoio irrestrito da família (minha e do Rolando), a felicidade da Dalila. Tudo isso foi muito importante para que passássemos a ter uma boa relação.
Era tanta energia gostosa recebida que fui me acostumando e gostando muito da idéia de transformar minha dupla dinâmica em trio parada dura.
É, juntas seremos imbatíveis!
Tarsila chega como reforço para a nossa felicidade!
Que assim seja!
Até mais, depois que ela nascer!
Estou calma e até surpresa com isso. Ela nasce dentro de duas horas. Rolando está um pouco nervoso, mas carinhoso e companheiro.
Tarsila chega no Dia do Índio. E eu sinto que isso quer dizer muita coisa. Ela já enfrentou tantas coisas até aqui. Tem sangue de guerreira!
No início, não nos demos muito bem. Conflitos de interesse gravíssimos não permitiram que eu a aceitasse facilmente. Muita coisa em jogo.
Mas o tempo foi passando, o carinho dos amigos, o apoio irrestrito da família (minha e do Rolando), a felicidade da Dalila. Tudo isso foi muito importante para que passássemos a ter uma boa relação.
Era tanta energia gostosa recebida que fui me acostumando e gostando muito da idéia de transformar minha dupla dinâmica em trio parada dura.
É, juntas seremos imbatíveis!
Tarsila chega como reforço para a nossa felicidade!
Que assim seja!
Até mais, depois que ela nascer!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
E aí, bora cuidar da cabecinha?
E o assunto dos últimos dias ainda é a chacina em Realengo, ocorrida há uma semana.
Inicialmente, discursos acalorados falavam em "falta de segurança nas escolas". Depois, o debate passou para a necessidade de desarmar a população. Nos dois quesitos, pedras nos políticos - No Brasil é mais fácil culpar políticos do que a sociedade se enxergar um pouco.
Acho que já é tardio por parte deste blog relembrar que por meio de um plebiscito 64% da população apta a votar em 2005 disse que não queria que fosse limitada a venda de armas no Brasil.
Bom, mas quanto mais a imprensa explora os aspectos do crime, mais me convenço de que o debate mais sério que precisa ser travado está na necessidade de cuidar da saúde mental das pessoas. Como o povo adora um voyerismo, explorar todas as nuances da chacina e descascar a vida do assassino tem sido o foco da cobertura jornalística. E quanto mais eu sei sobre o caso - e olha que eu tenho evitado bastante -, mais me convenço de que essas mortes todas poderiam ter sido evitadas se esse rapaz tivesse recebido a ajuda adequada.
Já passou da hora da sociedade parar de achar que fazer tratamento psiquiátrico é motivo de vergonha, é coisa de louco, no pior sentido da palavra. Basta analisar a quantidade de vidas que se vão diariamente por mentes doentes (patologicamente mesmo, sem tom pejorativo).
No caso específico do assassino de Realengo, a própria família do rapaz admite que ele "era estranho" e que chegou a fazer tratamento psquiátrico, mas logo abandonou. Ok, e porque ninguém apoiou o rapaz para que continuasse? Ainda mais por se tratar de um adolescente à época. Quantos são os casos de pacientes que abandonam seus tratamentos e, se não fosse a ajuda de amigos e parentes, não retornariam?
As pessoas têm que parar de ter vergonha de dizer "sim, eu faço análise", "estou tomando um remédio para controlar meu humor oscilante".
É claro que o caso do rapaz citado é bem mais grave. E exatamente por isso ele jamais deveria ser largado à própria sorte. A situação não é fácil? Eu não acho que é. Mas é preciso enfrentá-la!
A própria classe médica deveria avançar nessa discussão. O obstetra com quem faço pré-natal veio outro dia com a seguinte conversa "aproveite que você está sem tomar remédio esses meses e pare com isso". O tom era totalmente pejorativo e como se o fato de tomar meus remedinhos fizesse de mim uma pessoa pior. Não! Ao contrário! Me ajudam a ser melhor. Ansiosa como sou, sem eles, só eu sei o quanto sofro. Eu e o médico que me acompanha nessa questão.
Agora vejam! Um médico tratando a questão com preconceito.
E um paciente com diabetes, não precisa de sua insulina para viver bem? Qual a diferença?
Mudar isso cabe a cada um de nós. Você mesmo que está lendo este texto acha que precisa de ajuda profissional? Vá, meu filho! Enfrente os preconceitos. Ah, não é você? É sua mãe? Tente convencê-la da importância de viver bem.
Convivo de perto com alguém que não se percebe precisar de ajuda psquiátrica. Uma pessoa muito talentosa, genial e que não consegue se dar bem na vida por uma única razão: briga com todo mundo. Isso vai de colegas de trabalho a amigos de infância. Atualmente não consegue se relacionar bem nem mesmo com a família, parece que somente com a esposa. Todo mundo que o cerca percebe isso. Quando questionado sobre mais um rompimento, a culpa é sempre do outro. É como se todo mundo o perseguisse o tempo todo. E a cada briga, ele faz questão de jogar em cima da "vitima" palavras duras que possam mostrar alguma suposta superioridade. É triste de ver. Se eu já tentei ajudar? Claro! Mas ele sempre vem com ofensas gratuitas. Desisti.
E aí, ele vai virar um assassino em massa? Não. Creio que não. Mas está virando um assassino de si mesmo e mata um pouco as pessoas que o amam cada vez que briga com elas com seus surtos de superioridade e discursos de que só ele é feliz. Amo algumas das pessoas que ele maltrata e sofro por tabela.
Infelizmente, todo esse blá blá blá que estou dizendo só serve para quem tem dinheiro para gastar com tais tratamentos. Uma sessão com psicólogo pode custa, em Belém, de R$ 70,00 a R$ 150,00. Com psiquiatra, oscila entre R$ 100,00 e 300,00 cada sessão. Há casos de visitas semanais e quinzenais. Pode ser que haja profissionais mais caros e mais baratos, mas eu desconheço. A Unama tem um serviço gratuito para pessoas de baixa renda, mas não sei como funciona.
O que eu acho é que precisamos debater mais a questão e pressionar para que o poder público ponha a serviço da população Casas de Saúde Mental. Sem demagogias ou papo clichê, mas estamos, sim, vivendo numa sociedade doente!
Inicialmente, discursos acalorados falavam em "falta de segurança nas escolas". Depois, o debate passou para a necessidade de desarmar a população. Nos dois quesitos, pedras nos políticos - No Brasil é mais fácil culpar políticos do que a sociedade se enxergar um pouco.
Acho que já é tardio por parte deste blog relembrar que por meio de um plebiscito 64% da população apta a votar em 2005 disse que não queria que fosse limitada a venda de armas no Brasil.
Bom, mas quanto mais a imprensa explora os aspectos do crime, mais me convenço de que o debate mais sério que precisa ser travado está na necessidade de cuidar da saúde mental das pessoas. Como o povo adora um voyerismo, explorar todas as nuances da chacina e descascar a vida do assassino tem sido o foco da cobertura jornalística. E quanto mais eu sei sobre o caso - e olha que eu tenho evitado bastante -, mais me convenço de que essas mortes todas poderiam ter sido evitadas se esse rapaz tivesse recebido a ajuda adequada.
Já passou da hora da sociedade parar de achar que fazer tratamento psiquiátrico é motivo de vergonha, é coisa de louco, no pior sentido da palavra. Basta analisar a quantidade de vidas que se vão diariamente por mentes doentes (patologicamente mesmo, sem tom pejorativo).
No caso específico do assassino de Realengo, a própria família do rapaz admite que ele "era estranho" e que chegou a fazer tratamento psquiátrico, mas logo abandonou. Ok, e porque ninguém apoiou o rapaz para que continuasse? Ainda mais por se tratar de um adolescente à época. Quantos são os casos de pacientes que abandonam seus tratamentos e, se não fosse a ajuda de amigos e parentes, não retornariam?
As pessoas têm que parar de ter vergonha de dizer "sim, eu faço análise", "estou tomando um remédio para controlar meu humor oscilante".
É claro que o caso do rapaz citado é bem mais grave. E exatamente por isso ele jamais deveria ser largado à própria sorte. A situação não é fácil? Eu não acho que é. Mas é preciso enfrentá-la!
A própria classe médica deveria avançar nessa discussão. O obstetra com quem faço pré-natal veio outro dia com a seguinte conversa "aproveite que você está sem tomar remédio esses meses e pare com isso". O tom era totalmente pejorativo e como se o fato de tomar meus remedinhos fizesse de mim uma pessoa pior. Não! Ao contrário! Me ajudam a ser melhor. Ansiosa como sou, sem eles, só eu sei o quanto sofro. Eu e o médico que me acompanha nessa questão.
Agora vejam! Um médico tratando a questão com preconceito.
E um paciente com diabetes, não precisa de sua insulina para viver bem? Qual a diferença?
Mudar isso cabe a cada um de nós. Você mesmo que está lendo este texto acha que precisa de ajuda profissional? Vá, meu filho! Enfrente os preconceitos. Ah, não é você? É sua mãe? Tente convencê-la da importância de viver bem.
Convivo de perto com alguém que não se percebe precisar de ajuda psquiátrica. Uma pessoa muito talentosa, genial e que não consegue se dar bem na vida por uma única razão: briga com todo mundo. Isso vai de colegas de trabalho a amigos de infância. Atualmente não consegue se relacionar bem nem mesmo com a família, parece que somente com a esposa. Todo mundo que o cerca percebe isso. Quando questionado sobre mais um rompimento, a culpa é sempre do outro. É como se todo mundo o perseguisse o tempo todo. E a cada briga, ele faz questão de jogar em cima da "vitima" palavras duras que possam mostrar alguma suposta superioridade. É triste de ver. Se eu já tentei ajudar? Claro! Mas ele sempre vem com ofensas gratuitas. Desisti.
E aí, ele vai virar um assassino em massa? Não. Creio que não. Mas está virando um assassino de si mesmo e mata um pouco as pessoas que o amam cada vez que briga com elas com seus surtos de superioridade e discursos de que só ele é feliz. Amo algumas das pessoas que ele maltrata e sofro por tabela.
Infelizmente, todo esse blá blá blá que estou dizendo só serve para quem tem dinheiro para gastar com tais tratamentos. Uma sessão com psicólogo pode custa, em Belém, de R$ 70,00 a R$ 150,00. Com psiquiatra, oscila entre R$ 100,00 e 300,00 cada sessão. Há casos de visitas semanais e quinzenais. Pode ser que haja profissionais mais caros e mais baratos, mas eu desconheço. A Unama tem um serviço gratuito para pessoas de baixa renda, mas não sei como funciona.
O que eu acho é que precisamos debater mais a questão e pressionar para que o poder público ponha a serviço da população Casas de Saúde Mental. Sem demagogias ou papo clichê, mas estamos, sim, vivendo numa sociedade doente!
Universo irracional
O problema não é o cabôco ser maconheiro. Cada um sabe o que faz da sua grana e da sua mente (além da virilidade, é claro!).
O problema é quando o cara entra nessa e acha que só quem fuma maconha pode ser feliz e completo.
Aí, meu amigo, haja papo de psicologia barata inspirado em muita viagem.
Ninguém é obrigado!
Eu dispenso totalmente!
O problema é quando o cara entra nessa e acha que só quem fuma maconha pode ser feliz e completo.
Aí, meu amigo, haja papo de psicologia barata inspirado em muita viagem.
Ninguém é obrigado!
Eu dispenso totalmente!
domingo, 10 de abril de 2011
100 dias de silêncio
Do blog Flanar, pelo jornalista Val-André Mutran;
Enquanto a presidente Dilma Rousseff contabiliza 73% de aprovação, o governo do estado do Pará dá de ombros.
Não há pesquisa. Ninguem se interessa em saber como está Simão diante de 100 dias a frente do que ele mesmo declarou: "Terra arrasada".
Uma vergonha!
Mas, afinal, não há nada, absolutamente nada a mostrar. Pelo contrário.
Enquanto a presidente Dilma Rousseff contabiliza 73% de aprovação, o governo do estado do Pará dá de ombros.
Não há pesquisa. Ninguem se interessa em saber como está Simão diante de 100 dias a frente do que ele mesmo declarou: "Terra arrasada".
Uma vergonha!
Mas, afinal, não há nada, absolutamente nada a mostrar. Pelo contrário.
Oposição enxerga acertos em Dilma e se desnorteia
Do blog do Josias de Souza
Três meses de Dilma Rousseff foi tempo bastante para que Fernando Henrique Cardoso alterasse o conceito que fazia dela.
Presidente de honra do PSDB e principal ideólogo da oposição, FHC pespegara em Dilma, durante a campanha de 2010, a pecha de “boneca de ventríloquo”. Insinuara que, eleita, quem daria as cartas seria Lula, não ela. Hoje, em diálogos privados, FHC reconhece que Dilma o “surpreendeu”. Positivamente.
A avaliação de FHC se espraia por toda a oposição. Alastra-se pelo PSDB e também pelo DEM, seu parceiro de oposição. Tornou-se consensual entre os adversários do governo a percepção de que, a menos que ocorram tropeços, não será fácil se opor a Dilma.
Avalia-se que a presidente revelou-se dona de personalidade própria. Distancia-se de Lula nos pontos que alimentavam as fornalhas da oposição. Substituiu a histrionia pela parcimônia verbal. Trocou a ideologia pelo pragmatismo. Distanciou-se do Irã. Reachegou-se aos EUA. Anunciou cortes orçamentários.
Como se fosse pouco, revelou-se capaz de gestos como o convite a FHC para o almoço oferecido ao visitante Barack Obama. Um gesto que, tonificado pela ausência de Lula, forçou FHC a derramar-se elogios sobre os microfones.
Afora a ausência de discurso, a oposição debate-se consigo mesma. PSDB e DEM são, hoje, os principais adversários do PSDB e do DEM.
O tucanato, agremiação de amigos 100% feita de inimigos, revolve suas divisões. Divisões internas e eternas. No centro de todas as trincas está José Serra, o candidato que a ex-boneca abateu com a ajuda do ex-ventríloquo. Serra mede forças com Aécio Neves por 2014. Digladia-se com Sérgio Guerra pela presidência do partido. Disputa com Geraldo Alckmin a hegemonia em São Paulo.
O DEM, depois de engolfado pela “onda Lula”, luta para que a lipoaspiração congressual não evolua para um raquitismo patológico. Os ‘demos’ que não aderiram ao projeto de novo partido do prefeito Gilberto Kassab dividem-se em dois grupos. Uma ala olha para o futuro com grandes dúvidas. A outra já não tem a menor dúvida: o futuro é uma fusão com o PSDB, uma espécie de inexorável à espera do melhor momento para acontecer.
Assim, dividida, dilacerada e sem norte, a oposição enxerga nos acertos da Dilma um entrave adicional para pôr em pé um discurso alternativo. Vai-se buscar munição nos detalhes. O DEM faz um inventário das promessas de campanha de Dilma. Acha que não há como cumpri-las. E esboça a cobrança.
O PSDB fará do recrudescimento da inflação o seu principal cavalo de batalha. Enxerga na eletrificação do índice a oportunidade para reacencer a pauta antigastança. Parte-se do pressuposto de que Dilma não conseguirá entregar o corte orçamentário de mais de R$ 50 bilhões que prometeu. Vai-se atacar a inificiência do Estado “aparelhado” e realçar a herança tóxica deixada por um Lula que tinha em Dilma sua principal gerente.
À sua maneira, Aécio Neves, o grão-duque do tucanato de Minas, esgrimiu esses tópicos no discurso inaugural que pronunciou no Senado. "Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação", disse Aécio. “Era o discurso que faltava”, festejou Sérgio Guerra, o ainda presidente do PSDB. A despeito dos anseios de Serra, Aécio tornou-se o nome preferencial de tucanos e agregados para o próximo embate sucessório. Com isso, guinda-se ao posto de principal líder da oposição um personagem que se definiu no celebrado discurso como “um construtor de pontes”.
Para Aécio, o êxito de seu projeto passa por duas variáveis: os eventuais erros de Dilma e a capacidade da oposição de beliscar pedaços do atual condomínio governista. Assim, além de aprumar um discurso e torcer pelos tropeços da sucessora de Lula, a oposição teria de seduzir legendas como PSB, PDT, PP.
Tudo isso contra um pano de fundo marcado pela crise do “de repente”. Numa Era pós-revolucionária, o brasileiro afeiçoou-se à evolução econômica e sociail lenta. Ao reconhecer os méritos de Lula, Aécio realçou dois: a manutenção dos pilares econômicos erigidos nas gestões Itamar e FHC e o viés social.
O problema é que o cidadão tende a associar os benefícios resultantes da combinação ao mandatário de plantão, não aos gestores do passado. Significa dizer que, se conseguir debelar o surto inflacionário e manter a cozinha relativamente em ordem, Dilma vai a ante-sala de 2014 bem posta. Foi-se o tempo em que o eleitor acreditava em salvadores e em milagres. Já não há o “antes” e o “depois”. Só há o “processo”, vocábulo caro ao PSDB. Escolado, o dono do voto agarra-se à força das continuidades. Olha para a mudança com ceticismo. De novo: vive-se uma crise do “de repente”.
Sem vocação para fazer uma oposição ao estilo do ex-PT, PSDB e DEM foram como que condenados à tocaia. Rezam baixinho por um tsunami que destrua a perspectiva de poder longevo que Dilma passou a representar.
Até a torcida exige comedimento. Uma arquibancada barulhenta poderia soar impatriótica.
Três meses de Dilma Rousseff foi tempo bastante para que Fernando Henrique Cardoso alterasse o conceito que fazia dela.
Presidente de honra do PSDB e principal ideólogo da oposição, FHC pespegara em Dilma, durante a campanha de 2010, a pecha de “boneca de ventríloquo”. Insinuara que, eleita, quem daria as cartas seria Lula, não ela. Hoje, em diálogos privados, FHC reconhece que Dilma o “surpreendeu”. Positivamente.
A avaliação de FHC se espraia por toda a oposição. Alastra-se pelo PSDB e também pelo DEM, seu parceiro de oposição. Tornou-se consensual entre os adversários do governo a percepção de que, a menos que ocorram tropeços, não será fácil se opor a Dilma.
Avalia-se que a presidente revelou-se dona de personalidade própria. Distancia-se de Lula nos pontos que alimentavam as fornalhas da oposição. Substituiu a histrionia pela parcimônia verbal. Trocou a ideologia pelo pragmatismo. Distanciou-se do Irã. Reachegou-se aos EUA. Anunciou cortes orçamentários.
Como se fosse pouco, revelou-se capaz de gestos como o convite a FHC para o almoço oferecido ao visitante Barack Obama. Um gesto que, tonificado pela ausência de Lula, forçou FHC a derramar-se elogios sobre os microfones.
Afora a ausência de discurso, a oposição debate-se consigo mesma. PSDB e DEM são, hoje, os principais adversários do PSDB e do DEM.
O tucanato, agremiação de amigos 100% feita de inimigos, revolve suas divisões. Divisões internas e eternas. No centro de todas as trincas está José Serra, o candidato que a ex-boneca abateu com a ajuda do ex-ventríloquo. Serra mede forças com Aécio Neves por 2014. Digladia-se com Sérgio Guerra pela presidência do partido. Disputa com Geraldo Alckmin a hegemonia em São Paulo.
O DEM, depois de engolfado pela “onda Lula”, luta para que a lipoaspiração congressual não evolua para um raquitismo patológico. Os ‘demos’ que não aderiram ao projeto de novo partido do prefeito Gilberto Kassab dividem-se em dois grupos. Uma ala olha para o futuro com grandes dúvidas. A outra já não tem a menor dúvida: o futuro é uma fusão com o PSDB, uma espécie de inexorável à espera do melhor momento para acontecer.
Assim, dividida, dilacerada e sem norte, a oposição enxerga nos acertos da Dilma um entrave adicional para pôr em pé um discurso alternativo. Vai-se buscar munição nos detalhes. O DEM faz um inventário das promessas de campanha de Dilma. Acha que não há como cumpri-las. E esboça a cobrança.
O PSDB fará do recrudescimento da inflação o seu principal cavalo de batalha. Enxerga na eletrificação do índice a oportunidade para reacencer a pauta antigastança. Parte-se do pressuposto de que Dilma não conseguirá entregar o corte orçamentário de mais de R$ 50 bilhões que prometeu. Vai-se atacar a inificiência do Estado “aparelhado” e realçar a herança tóxica deixada por um Lula que tinha em Dilma sua principal gerente.
À sua maneira, Aécio Neves, o grão-duque do tucanato de Minas, esgrimiu esses tópicos no discurso inaugural que pronunciou no Senado. "Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação", disse Aécio. “Era o discurso que faltava”, festejou Sérgio Guerra, o ainda presidente do PSDB. A despeito dos anseios de Serra, Aécio tornou-se o nome preferencial de tucanos e agregados para o próximo embate sucessório. Com isso, guinda-se ao posto de principal líder da oposição um personagem que se definiu no celebrado discurso como “um construtor de pontes”.
Para Aécio, o êxito de seu projeto passa por duas variáveis: os eventuais erros de Dilma e a capacidade da oposição de beliscar pedaços do atual condomínio governista. Assim, além de aprumar um discurso e torcer pelos tropeços da sucessora de Lula, a oposição teria de seduzir legendas como PSB, PDT, PP.
Tudo isso contra um pano de fundo marcado pela crise do “de repente”. Numa Era pós-revolucionária, o brasileiro afeiçoou-se à evolução econômica e sociail lenta. Ao reconhecer os méritos de Lula, Aécio realçou dois: a manutenção dos pilares econômicos erigidos nas gestões Itamar e FHC e o viés social.
O problema é que o cidadão tende a associar os benefícios resultantes da combinação ao mandatário de plantão, não aos gestores do passado. Significa dizer que, se conseguir debelar o surto inflacionário e manter a cozinha relativamente em ordem, Dilma vai a ante-sala de 2014 bem posta. Foi-se o tempo em que o eleitor acreditava em salvadores e em milagres. Já não há o “antes” e o “depois”. Só há o “processo”, vocábulo caro ao PSDB. Escolado, o dono do voto agarra-se à força das continuidades. Olha para a mudança com ceticismo. De novo: vive-se uma crise do “de repente”.
Sem vocação para fazer uma oposição ao estilo do ex-PT, PSDB e DEM foram como que condenados à tocaia. Rezam baixinho por um tsunami que destrua a perspectiva de poder longevo que Dilma passou a representar.
Até a torcida exige comedimento. Uma arquibancada barulhenta poderia soar impatriótica.
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