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terça-feira, 30 de junho de 2015

Carta para Malafaia

Caro Malafaia,
Não se "fala mal" de um padre por se padre, mas quando ele é incoerente (ser pedófilo, por exemplo);
Não se "fala mal" de um pastor por ser pastor, mas quando ele é hipócrita (caça-niqueis, por exemplo);
Não se "fala mal" de político por ser político, mas quando ele é antiético (corrupto, por exemplo);
Não se "fala mal" de presidente por ser presidente, mas quando ele é inapto (incompetência, por exemplo);
Você quer ter o direito de "falar mal" de homossexuais por serem homossexuais?
No passado se tolerava muito mais "falar mal" do negro por ser negro, "falar mal" do judeu, por ser judeu, "falar mal" do diferente, por ser diferente. Acho que está claro para onde a história caminha e onde ficarão aqueles que tentaram impedir seu progresso.
Mandarei notícias da nova era para a era de trevas a que você se prende.

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O texto acima foi publicado pelo jornalista brasiliense Lincoln Macária em sua página no Facebook.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

E se eu te disser que o primeiro baijo gay da teledramartugia brasileira já aconteceu? E foi na Globo!

Tenho a impressão de que o primeiro beijo gay da televisão brasileira já aconteceu.

E aconteceu da forma mais linda e poética que poderia ter acontecido.
Não teve toque de lábios, nem troca de salivas, como todos esperavam.

Teve muito mais que isso. Teve química perfeita.
Teve olhar apaixonado, troca de carinhos, cumplicidade e o amor que vai muito além do mero desejo carnal.


Quando Walcyr Carrasco teve a brilhante ideia de juntar o vilão Félix ao bom moço Niko, na novela Amor à Vida, talvez não imaginasse que Matheus Solano e Thiago Fragoso formariam um dos mais belos pares da história da televisão brasileira, capaz de causar repulsa nos homofóbicos, mas de fazer muita gente enxergar que o amor entre homossexuais acontece exatamente como entre os heterossexuais. Simplesmente flui.

Flui com admiração, vontade de estar perto, de cuidar, de ouvir e ser ouvido, de fazer parte do projeto de vida do outro.

Não precisa da ansiedade do toque da pele.

Gays não se “alimentam” apenas de sexo, como querem fazer parecer os Felicianos da vida.

A cena de ontem (27), quando Félix e o “Carneirinho” trocaram juras de cumplicidade eterna me emocionou bastante. Que entrega...

E aí, me peguei pensando será que o tão esperando beijo gay da televisão brasileira já não se tornou dispensável?

Não que o beijo na boca de verdade não deva ocorrer. Não é isso. É que, na minha opinião, tudo isso que falei é tão mais valioso para expressar que SIM existe outra forma de amar além dessa tradicional que muitos de nós aprendemos em nossas famílias, igrejas e até escolas, que Walcyr já deixou uma bela lição com história desse casal.

A troca entre Félix e Carneirinho está valendo mais, muito mais.

Obrigada Walcyr, Thiago e Matheus.

E viva a tolerância!








segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sou cristã e exatamente por isso Marco Feliciano não me representa

Sou cristã e pertenço a uma organização religiosa. Portanto, não tenho absolutamente nada contra o cristianismo, tão pouco contra os evangélicos. Não vou aceitar que uma luta social e histórica seja reduzida ao que a "grande mídia" está tentando fazer: a luta dos bons contra os maus. Não, não é essa a pauta.

Combater o preconceito e fundamentalismo religioso que hoje têm como símbolo nacional o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) é uma luta de negros, brancos, gays, heterossexuais, afro religiosos, católicos, evangélicos, ateus, estudantes, profissionais liberais, artistas. Ou seja, é uma luta coletiva de qualquer cidadão que respeite os princípios básicos de direitos humanos, de liberdade de pensamento, de liberdade de manifestação.


É uma luta de quem respeita, inclusive, um dos maiores ensinamentos de Cristo: ame ao próximo como a si mesmo.

Eu digo MARCO FELICIANO NÃO ME REPRESENTA.


E se você pensa como eu e tantos outros brasileiros, manifeste-se também!

Essa luta precisa da força de todos nós!



Foto do Blog do Décio